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OPERAÇÃO ELEIÇÃO SEGURA

Forças Armadas e de Segurança unificam atuação em Mato Grosso

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Um plano integrado de segurança mobilizará tropas das Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, para atuar de forma estratégica durante a iminente votação em Mato Grosso.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com aprovação em sessão administrativa plenária, atendeu à solicitação elaborada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) para garantir o emprego dos militares.

A autorização ministerial e judicial foi homologada a menos de trinta dias da realização do pleito eleitoral, garantindo tempestividade operacional ao planejamento regional.

A requisição de força federal está prevista no Código Eleitoral e no Decreto nº 3.897/2001, que fixa diretrizes para o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem. A matéria também é regulamentada pela Resolução TSE nº 21.843/2004, segundo a qual a atuação da força federal deve assegurar o cumprimento da lei e das decisões da Justiça Eleitoral, com o objetivo de garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e a apuração dos resultados.   

As Operações Federais Ostensivas e de Logística concentrar-se-ão prioritariamente no interior do estado, em zonas de difícil acesso geográfico e em áreas demarcadas de territórios indígenas.

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O contingente especializado atuará estrategicamente na cobertura de 27 municípios mato-grossenses, provendo suporte direto à estabilidade do processo democrático local.

A intervenção preventiva justifica-se pelo fato de o estado registrar elevado índice de conflitos agrários e abrigar a maior população indígena residente em terras originárias do país.

A coordenação logística e a operacionalização das ações cabem ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Justiça Eleitoral estadual, sob a responsabilidade da juíza auxiliar Edna Ederli Coutinho.

Além das Forças Armadas, a Polícia Federal, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e as guardas municipais atuarão de forma simultânea no monitoramento do pleito.

Em localidades específicas, como Porto Alegre do Norte e Comodoro, haverá a presença combinada de militares do Exército e da Marinha nas respectivas zonas eleitorais.

O volume de municípios contemplados pela ação das forças federais manteve-se equivalente ao registrado nas eleições gerais de 2022, ocorrendo apenas a substituição pontual de determinadas zonas atendidas.

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Destaques

Crise logística e Judicial no manejo do “Lixo Urbano” ameaça a Saúde Pública e as finanças na Baixada Cuiabana

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O QUE

A gestão de resíduos sólidos urbanos na Baixada Cuiabana atingiu um ponto crítico de inflexão técnica, orçamentária e operacional. A produção diária de aproximadamente 270 toneladas de lixo no município de Várzea Grande expôs a fragilidade de um modelo de destinação final altamente dependente de infraestruturas externas. O ecossistema de descarte municipal enfrenta sérios gargalos logísticos e ambientais que extrapolam a simples remoção dos detritos das vias públicas. Essa saturação compromete a estabilidade da saúde coletiva e expõe as limitações operacionais da região central do estado de Mato Grosso.

QUEM

A problemática mobiliza múltiplos atores institucionais, corporativos e jurídicos de relevância estadual e nacional. No âmbito público, figuram a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT) e o Ministério Público Estadual, por meio da 4ª Promotoria de Justiça. Na esfera judiciária, a Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a presidência do ministro Herman Benjamin, desempenham papéis centrais. Somam-se a esse cenário a Associação Nacional dos Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA), a empresa Orizon Ambiental e a concessionária Locar Saneamento Ambiental.

QUANDO

O adensamento dos gargalos operacionais intensificou-se no encerramento do exercício de 2025 e desdobrou-se nos primeiros meses de 2026. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o balanço técnico contabilizou o recolhimento de 71.742,14 toneladas de resíduos na cidade. O ápice do gargalo operacional ocorreu em dezembro de 2025, quando uma força-tarefa emergencial recolheu 426,3 toneladas de dejetos em um único dia. Consequentemente, em janeiro de 2026, intervenções jurídicas de urgência autorizaram a contratação emergencial de novos serviços de transbordo e destinação, visando conter o desabastecimento sanitário.

ONDE

O epicentro geopolítico do problema localiza-se no município de Várzea Grande, estendendo-se territorialmente por toda a Região Metropolitana da Baixada Cuiabana. As rotas diárias de transbordo de resíduos cobrem trajetos que alcançam cerca de 70 quilômetros até as unidades de disposição final licenciadas. A abrangência espacial do impacto logístico envolve também os municípios vizinhos de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger, com ramificações diretas em áreas de expansão urbana e adensamento populacional recente, a exemplo do bairro Pedra 90, na capital mato-grossense.

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COMO

A engrenagem do transporte de resíduos opera mediante longos deslocamentos rodoviários diários, demandando investimentos vultosos em logística e combustível. Os caminhões coletores trafegam continuamente para transbordar a massa residual em aterros sanitários privados de pequeno porte situados fora dos limites estritamente municipais. Essas estruturas devem cumprir rigorosas condicionantes técnicas ambientais, tais como a impermeabilização do solo, a drenagem de gases de decomposição e o tratamento de chorume, conforme estabelecido no Termo de Ajustamento de Conduta nº 003620.005/2023.

POR QUE

A causa fundamental do impasse reside na restrição judicial impostas às unidades de destinação final e na escassez de infraestrutura própria licenciada no território municipal. A Ação Civil Pública nº 1108767-38.2025.8.11.0041, proposta pela ANAMMA, culminou na suspensão temporária das atividades de aterros locais para a realização de estudos de impacto regional. Essa paralisação gerou receios de monopolização do setor pela empresa Orizon Ambiental, elevando substancialmente as distâncias de viagem, encarecendo os fretes e elevando o risco do retorno do descarte irregular em lixões clandestinos.

QUANTO

A manutenção da malha de recolhimento e destinação dos resíduos impõe um peso orçamentário significativo aos cofres públicos várzea-grandenses. A operação do sistema consome aproximadamente R$ 2,5 milhões por mês, dos quais um quarto do montante destina-se exclusivamente ao custeio do transporte rodoviário. O encarecimento da logística ameaça a estabilidade fiscal do município, exigindo um aporte contínuo de recursos para cobrir os deslocamentos de longa distância e os contratos emergenciais celebrados para impedir a interrupção da coleta regular.

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PARA QUE

A busca por uma solução regional articulada objetiva descentralizar a matriz de destinação final de resíduos, garantir a previsibilidade orçamentária e mitigar os riscos sanitários e ambientais na Baixada Cuiabana. A Prefeitura de Várzea Grande defende, perante os órgãos de controle, o avanço no licenciamento de dois novos aterros sanitários no próprio município. A consolidação dessa infraestrutura própria visa encurtar as rotas de transporte, reduzir custos operacionais com fretes e assegurar a sustentabilidade ambiental de longo prazo para a população regional.

E DAÍ

A falta de resolução definitiva para o tratamento do lixo acarreta sérios riscos à saúde pública e ao desenvolvimento socioeconômico regional. O acúmulo urbano descontrolado potencializa a proliferação de vetores de doenças como dengue e leptospirose, além de emitir gases de efeito estufa, a exemplo do metano. Além da degradação olfativa e visual, a incerteza jurídica e ambiental desvaloriza o patrimônio imobiliário e inibe investimentos privados. A eficiência da gestão de resíduos sólidos firma-se, assim, como pilar indispensável para o equilíbrio urbano e para a qualidade de vida.

QUAIS AS PERSPECTIVAS

O desfecho do impasse depende da harmonização entre as exigências de preservação ambiental do Poder Judiciário, a fiscalização do Ministério Público e as ações de planejamento do Poder Executivo Municipal. A transição para um modelo regional consorciado e eficiente demanda rigor no cumprimento dos processos de licenciamento junto à SEMA-MT e ampla participação da comunidade em programas de reciclagem e educação ambiental. O equilíbrio das decisões jurídicas e administrativas determinará se a Baixada Cuiabana avançará rumo a um modelo sustentável ou se continuará vulnerável a crises sanitárias recorrentes.

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