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LIDERANÇA E REPRESENTATIVIDADE

Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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Destaques

Forças Armadas e de Segurança unificam atuação em Mato Grosso

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Um plano integrado de segurança mobilizará tropas das Forças Armadas, Exército, Marinha e Aeronáutica, para atuar de forma estratégica durante a iminente votação em Mato Grosso.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com aprovação em sessão administrativa plenária, atendeu à solicitação elaborada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) para garantir o emprego dos militares.

A autorização ministerial e judicial foi homologada a menos de trinta dias da realização do pleito eleitoral, garantindo tempestividade operacional ao planejamento regional.

A requisição de força federal está prevista no Código Eleitoral e no Decreto nº 3.897/2001, que fixa diretrizes para o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem. A matéria também é regulamentada pela Resolução TSE nº 21.843/2004, segundo a qual a atuação da força federal deve assegurar o cumprimento da lei e das decisões da Justiça Eleitoral, com o objetivo de garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e a apuração dos resultados.   

As Operações Federais Ostensivas e de Logística concentrar-se-ão prioritariamente no interior do estado, em zonas de difícil acesso geográfico e em áreas demarcadas de territórios indígenas.

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O contingente especializado atuará estrategicamente na cobertura de 27 municípios mato-grossenses, provendo suporte direto à estabilidade do processo democrático local.

A intervenção preventiva justifica-se pelo fato de o estado registrar elevado índice de conflitos agrários e abrigar a maior população indígena residente em terras originárias do país.

A coordenação logística e a operacionalização das ações cabem ao Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Justiça Eleitoral estadual, sob a responsabilidade da juíza auxiliar Edna Ederli Coutinho.

Além das Forças Armadas, a Polícia Federal, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e as guardas municipais atuarão de forma simultânea no monitoramento do pleito.

Em localidades específicas, como Porto Alegre do Norte e Comodoro, haverá a presença combinada de militares do Exército e da Marinha nas respectivas zonas eleitorais.

O volume de municípios contemplados pela ação das forças federais manteve-se equivalente ao registrado nas eleições gerais de 2022, ocorrendo apenas a substituição pontual de determinadas zonas atendidas.

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