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BEM NA FOTO

Candidatos e candidatas aptos(as) a disputar as eleições devem validar fotografia e dados cadastrais que vão aparecer na urna eletrônica

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O procedimento deve ser feito pela própria candidatura, pelo partido ou pela federação até dia 10 de setembro, por meio do sistema Bem na Foto. Esta é uma etapa importante do processo eleitoral, prevista no artigo 35-A da Resolução TSE nº 23.609/2019, e evita imprevistos e inconsistências no dia do pleito.

Desenvolvida pela Justiça Eleitoral, a ferramenta permite que candidatos(as) confirmem o nome da urna, o nome fonético (representação escrita da pronúncia exata de uma palavra ou nome), a foto, o número e o partido. Outras informações de registro também podem ser checadas, como gênero ou data de nascimento. O procedimento deve ser realizado após o julgamento do registro de candidatura, sendo essencial para que o Sistema de Candidaturas (CAND) possa gerar a tabela de candidaturas com os dados corretos.

Este é um passo crucial para garantir a transparência do processo eleitoral e a correta identificação dos candidatos apresentados ao eleitor no dia da votação. A validação assegura que a vontade do cidadão seja registrada exatamente como planejado na urna eletrônica“, destaca o secretário judiciário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Carlos Luanga.

É importante realizar a validação com antecedência, tendo em vista que não será possível modificar as informações posteriormente. Vale ressaltar que a validação realizada pela própria candidatura prevalece sobre aquelas efetuadas por partido ou federação. Além disso, agremiações partidárias não podem alterar informações já aceitas ou rejeitadas pelos candidatos ou candidatas.

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Como fazer a validação

Para conferir as informações, acesse o sistema Bem na Foto, disponível no portal Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas). Selecione a UF > Selecione o cargo > Pesquisar. Depois, o candidato deve se autenticar pelo e-Título ou gov.br, passando pela autenticação de dois fatores (2FA). Caso a pessoa não possua e-Título ou biometria cadastrada, a confirmação poderá ser feita, excepcionalmente, pelo partido ou federação.

Após esta etapa, a tela mostrará três opções de status: “Não validado”, “Rejeitado pelo candidato” ou “Validado pelo candidato”. No momento da conferência, o candidato ou candidata deverá clicar em “Validar dados” ou “Marcar erros”.

Caso as informações estejam corretas, o status da solicitação será alterado para “Validado”. No caso de dados incorretos, o sistema abrirá um campo para marcar as informações específicas. Assim, o status ficará como “Rejeitado”, e os dados incorretos deverão ser substituídos por peticionamento avulso no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Ainda será possível marcar erros e corrigir dados depois de concluir a validação, sendo necessário realizar outra validação até a data-limite. Da mesma forma, caso haja algum equívoco na conferência, também será possível validar as informações após escolher a opção “Marcar erros”. Informações alteradas após o procedimento devem passar novamente por validação.

A ferramenta dispõe ainda de um manual de uso para auxiliar o acesso ao sistema, com informações sobre login, validação e legislação. Candidatos(as) e agremiações partidárias podem acessar o manual pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou clicando aqui. Se houver dados sem manifestação de candidatos(as), partidos e federações, a Justiça Eleitoral vai realizar a validação a partir dos dados disponíveis e em conformidade com a Resolução TSE nº 23.609/2019, que rege as normas de escolha e registro de candidaturas.

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Política

Câmara de Cuiabá se torna trunfo eleitoral de Pivetta em disputa marcada por rachas partidários

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O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) transformou a Câmara Municipal de Cuiabá em uma das principais vitrines de sua articulação eleitoral na Capital. Em um movimento de forte repercussão política, 16 dos 27 vereadores declararam apoio à candidatura do republicano, formando um grupo correspondente a 59,3% do Legislativo municipal. O número supera a metade das cadeiras da Casa de Leis e assegura, isoladamente, uma maioria absoluta, em uma demonstração de força territorial no maior colégio eleitoral de Mato Grosso.

A adesão ocorreu em encontro com Otaviano Pivetta e reuniu os vereadores Dilemário Alencar, Maysa Leão, Adevair Cabral, Maria Avalone, Daniel Monteiro, Michelly Alencar, Ilde Taques, Dídimo Vovô, Demilson Nogueira, Baixinha Giraldelli, Dra. Mara, Alex Rodrigues, Eduardo Magalhães, Katiuscia Manteli, Sargento Joelson e Tenente-Coronel Dias.

A dimensão do grupo, contudo, não está apenas na quantidade de parlamentares, mas também na diversidade partidária. Entre os apoiadores, há representantes de legendas que integram formalmente o palanque de Pivetta e outros que pertencem a partidos posicionados em coligações adversárias na disputa pelo Governo do Estado.

Boa parte dos 16 vereadores está filiada a siglas que compõem oficialmente a Coligação “Mato Grosso Não Pode Parar, encabeçada por Pivetta e pela candidata a vice-governadora Gisela Simona (UB). A aliança reúne Republicanos, Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, Federação PSDB/Cidadania e Podemos.

Nesse núcleo estão Maysa Leão, Daniel Monteiro e Eduardo Magalhães, do Republicanos; Dilemário Alencar e Michelly Alencar, do União Brasil; Demilson Nogueira, do PP; Maria Avalone, do PSDB; e Tenente-Coronel Dias, do Cidadania, além de vereadores que passaram a integrar o Podemos.

A composição ganha relevância, entretanto, quando se observam os parlamentares que decidiram atravessar as fronteiras estabelecidas pelas direções partidárias. Adevair Cabral e Baixinha Giraldelli, ambos do Solidariedade, declararam apoio a Pivetta embora a legenda integre a Federação Renovação Solidária, que participa da Coligação “Coração da Gente, responsável pela candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo.

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Na prática, os dois vereadores passaram a atuar politicamente em favor da reeleição de um candidato que disputa diretamente contra o nome apoiado formalmente por sua legenda.

Outro caso é o de Dídimo Vovô, do PSB, partido integrante da Coligação “Mato Grosso para Todos, liderada pela candidata ao Governo Natasha Slhessarenko (PSD). Dessa forma, pelo menos três dos 16 vereadores vinculados publicamente a Pivetta pertencem a siglas formalmente posicionadas em candidaturas adversárias na eleição majoritária.

Embora esse contingente represente uma parcela menor do grupo, o fenômeno evidencia uma característica cada vez mais presente no cenário eleitoral de Mato Grosso: as alianças estabelecidas pelas cúpulas partidárias não necessariamente determinam o comportamento político de vereadores, prefeitos e candidatos proporcionais nos municípios.

A ausência de vereadores identificados com o PL entre os 16 apoiadores também chama atenção. O partido é a legenda de Wellington Fagundes e do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, mas nenhum parlamentar liberal aparece na relação divulgada de adesões a Pivetta. O dado, por si só, não permite concluir que toda a bancada do PL esteja integralmente mobilizada em torno da candidatura de Wellington, mas demonstra que a ofensiva política do governador sobre a Câmara de Cuiabá foi construída, até o momento, sem a presença pública de um vereador filiado à principal legenda de seu adversário.

O movimento de Cuiabá ocorre em um contexto de infidelidades eleitorais e rearranjos que ultrapassam os limites da Capital. A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, filiada ao PL, declarou apoio a Pivetta, assim como os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá. Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, chegou a solicitar a desfiliação do PL.

Os episódios indicam que a orientação formal das legendas enfrenta dificuldades para manter unificada a base política em diferentes regiões do Estado.

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A fragmentação também aparece dentro das próprias alianças eleitorais. O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) classificou a disputa como “atípica” e avaliou que as coligações não conseguem manter todos os seus integrantes sob a mesma orientação. O cenário é particularmente perceptível na composição formada por PL e MDB, que estão juntos na candidatura ao Governo e também lançaram Janaina Riva e José Medeiros para o Senado, mas convivem com divergências públicas entre candidaturas e setores partidários.

No campo de Pivetta, a incorporação do União Brasil à chapa também ocorre em meio a disputas e rearranjos entre lideranças.

A importância estratégica dos 16 apoios está diretamente relacionada ao peso político de Cuiabá. Por concentrar o maior eleitorado municipal de Mato Grosso, a Capital funciona como uma das principais vitrines eleitorais do Estado. Além da atuação institucional, os vereadores mantêm redes próprias de influência em bairros, igrejas, associações, entidades e categorias profissionais. Em uma eleição majoritária, essa estrutura pode funcionar como uma ponte entre a candidatura ao Governo e segmentos específicos do eleitorado, ampliando a capacidade de mobilização da campanha para além dos meios tradicionais de comunicação.

A pouco menos de um mês da eleição, a adesão de 16 dos 27 vereadores representa, portanto, mais do que uma demonstração numérica de apoio. O movimento entrega a Pivetta uma estrutura política majoritária dentro da Câmara de Cuiabá e, simultaneamente, expõe a dificuldade das coligações de manterem suas bases municipais rigidamente alinhadas aos palanques estaduais.

O episódio reforça a percepção de que a disputa pelo Governo de Mato Grosso está sendo marcada por alianças mais flexíveis, nas quais interesses locais, relações pessoais e estratégias eleitorais municipais passaram a ter peso significativo. Na Capital, a fronteira entre governo e oposição, definida formalmente pelas coligações, mostra-se menos rígida do que o desenho registrado para a eleição majoritária.

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