NOVAS DOSES DE VACINAS
Mato Grosso recebe mais 54,9 mil doses de vacinas Coronavac e AstraZeneca
Mato Grosso recebeu nesta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande uma nova remessa de vacinas.
O Ministério da Saúde (MS) informou ao Governo do Estado o envio de 54,9 mil doses para a imunização dos grupos da primeira e segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.
Foram enviadas 42 mil doses da CoronaVac e 12,9 mil doses da vacina da AstraZeneca.
As unidades da CoronaVac contemplarão trabalhadores da saúde e idosos entre 65 e 74 anos e as unidades da AstraZeneca imunizarão povos quilombolas e idoso entre 65 e 69 anos. As faixas etárias anteriores a essas foram contempladas em remessas passadas.
Conforme orientação do Ministério da Saúde (MS), as unidades da CoronaVac poderão ser utilizadas como primeira ou segunda dose. Já a vacina da AstraZeneca deverá ser destinada exclusivamente à primeira dose do público-alvo.

Para a vacina CoronaVac, o prazo de aplicação da segunda dose varia entre 14 e 28 dias; para o imunizante da AstraZeneca, o prazo é de até 90 dias.
Imediatamente após a chegada do imunizante, as equipes da Vigilância Estadual já começaram a trabalhar no recebimento das doses, na conferência da quantidade, na catalogação dos imunizantes e no encaixotamento para distribuição e retirada dos municípios.
A Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) aprovou resolução que estabelece a distribuição, o armazenamento e a aplicação das 54.900 mil doses de vacina contra a Covid-19.
A logística de distribuição aos municípios já foi iniciada. A CIB é composta por membros do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
A Resolução nº 18 pactua a distribuição de 610 doses remanescentes de CoronaVac, que foram recebidas em remessas anteriores e mantidas como estoque estratégico.
Caso os municípios alcancem a completa vacinação dos públicos-alvo estabelecidos para a imunização, a CIB orienta a continuidade da imunização dos demais públicos elencados pelo Ministério da Saúde.

Após a distribuição dos imunizantes aos municípios, as vacinas deverão ser armazenadas conforme as condições estabelecidas pela fabricante e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o apoio da segurança pública.
A aplicação das doses deve ser obrigatoriamente registrada pelos municípios no Sistema Nacional do Programa de Imunização (SI-PNI), do Ministério da Saúde.
Até o momento, Mato Grosso já recebeu 447.960 doses de imunizantes contra a Covid-19.
Confira a seguir, anexado, quantas doses cada município vai receber.
Destaques
Candidatos com multas ambientais receberam, juntos, R$ 253 milhões em crédito rural
Um levantamento do Greenpeace Brasil revela que dentre os candidatos nas eleições de 2026 com histórico de multas ambientais, 25 deles receberam, juntos, R$ 253,6 milhões em crédito rural entre 2013 e 2026. Destes, 17 permanecem com multas ativas que somam R$ 11.272.461,61 e, apesar disso, foram beneficiados com crédito rural no valor total de R$ 165 milhões.
A análise, baseada no cruzamento de dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Banco Central do Brasil (Bacen), alerta para o fato de que a existência de autuações ambientais não impediu o acesso a financiamentos do crédito rural, que contam com recursos públicos e taxas de juros subsidiadas. Os dados completos do levantamento estão disponíveis aqui.
O Greenpeace identificou 137 candidatos de 21 partidos com pelo menos uma multa ambiental aplicada entre 22 de julho de 2008 e 31 de agosto de 2026. As autuações somam R$ 161,5 milhões, dos quais R$ 84,2 milhões correspondem a multas que permaneceram ativas no período analisado, sem pagamento, cancelamento ou prescrição. As infrações contra a flora, categoria que abrange ocorrências relacionadas a desmatamento e queimadas ilegais, entre outras, concentram a maior parte dos valores, seguidas por irregularidades ligadas ao controle ambiental, licenciamento, fauna e pesca.
Entre os 25 candidatos autuados que acessaram crédito rural, o Partido Liberal (PL) concentra R$ 118,1 milhões, o equivalente a 46,5% dos R$ 253,6 milhões concedidos. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) aparece em seguida, com R$ 69 milhões, ou 27,2% do total, juntas, as duas siglas respondem por quase três quartos dos recursos destinados ao grupo analisado. Confira a lista completa das siglas dos candidatos beneficiados.
Os financiamentos foram direcionados principalmente a operações de custeio, que totalizaram R$ 120,7 milhões, e de investimento, com R$ 105,4 milhões; outros R$ 27,5 milhões foram liberados para comercialização. Entre as atividades financiadas estão lavouras, aquisição e manutenção de animais, compra de máquinas e equipamentos, pastagens, bovinocultura, estocagem e aquisição de ativos operacionais.

No tocante às multas ambientais, as candidaturas a deputado estadual e deputado federal reúnem o maior número de nomes: são 68 concorrentes às Assembleias Legislativas e 47 à Câmara dos Deputados. Também foram encontrados registros entre candidatos a senador, governador, vice-governador e 1º e 2º suplentes ao Senado. Quanto aos partidos, seis concentram mais da metade dos nomes identificados: o Partido Liberal (PL) lidera a relação, com 20 candidatos, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com 15; Podemos, com 13; e Novo, Partido Social Democrático (PSD) e Republicanos, com 10 cada.
O levantamento chama a atenção para as limitações das regras atuais de concessão do crédito rural. A existência de uma multa ambiental, por si só, não impede o acesso ao financiamento, uma vez que as restrições estão concentradas principalmente em imóveis rurais com embargo por desmatamento registrado na lista do Ibama e, na prática, fazendas com outros tipos de embargo (que não o desmatamento) e pessoas que carregam multas ambientais em seu nome podem continuar recebendo recursos.
“Fechar as lacunas nas regras do crédito rural é urgente para impedir que dinheiro público continue financiando quem já foi autuado por desrespeitar a legislação ambiental, e é ainda mais grave, neste contexto, que haja candidatos se beneficiando dessas brechas. O que vemos é um ciclo vicioso em que legisladores e executivos atuam para afrouxar e adiar regulações, reduzir a efetividade da fiscalização ambiental e desenhar licenciamentos sob medida em benefício próprio ou para a sua base eleitoral. Nas eleições de 2026, antes de votar, o eleitor precisa saber quem comete infrações e quem está usando o poder para proteger e facilitar crimes ambientais”, explica a coordenadora de Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti.
Metodologia
O Greenpeace Brasil cruzou os dados das candidaturas de 2026 disponibilizados pelo TSE com os registros públicos de multas ambientais do Ibama e com as informações sobre crédito rural do Banco Central. Foram consideradas as multas aplicadas entre 22 de julho de 2008 e 31 de agosto de 2026. Na análise dos financiamentos, foram consideradas apenas operações de crédito rural que não apresentavam registro de desclassificação até 31 de agosto de 2026.
A organização ressalta que o cruzamento de dados públicos como estes, por organizações da sociedade civil, ajuda a trazer transparência e informações necessárias para uma democracia plena e para a defesa do meio ambiente.
Bancando a extinção e o crédito rural
No relatório Bancando a Extinção: bancos e investidores como sócios no desmatamento, publicado em 2024, o Greenpeace Brasil defende que o Banco Central e as instituições financeiras adotem critérios ambientais mais rigorosos na análise das operações.
Entre as recomendações estão considerar todos os tipos de infração, e não apenas os embargos por desmatamento, e vincular as restrições ao CPF do proponente, independentemente do imóvel em que a irregularidade tenha sido registrada. A organização também recomenda o acompanhamento contínuo da situação ambiental dos beneficiários após a liberação dos recursos.
-
Artigos6 dias atrásTreze anos depois: o Judiciário está reescrevendo a Lei do Ato Médico?
-
Artigos5 dias atrásQuem Seu Voto Pode Eleger para Deputado Federal em MT
-
ESPORTES5 dias atrásCuiabano João Godoy estreia no Campeonato Pan-Americano em Cuiabá
-
ESPORTES6 dias atrásCristiano Dresch cobra rigor contra clubes devedores e alerta para risco de colapso financeiro no futebol brasileiro
-
Artigos6 dias atrásCâncer de tireoide, alimentação e obesidade
-
Política4 dias atrásJustiça Eleitoral determina suspensão de publicidade oficial do Governo de MT por indícios de abuso no período eleitoral
-
ESPORTES4 dias atrásGoverno federal estrutura pacote de R$ 20 bilhões para “Socorrer Clubes de Futebol”
-
Política4 dias atrásQuaest registra avanço de Pivetta e mantém disputa pelo Governo de Mato Grosso dentro da margem de erro


