Destaques
Mato Grosso abrirá temporada turística em maio
A abertura da Temporada de Turismo 2015, que será realizada nos dias 18 e 19 de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso, contará com a presença de 14 municípios do Estado que estarão com estandes individuais expondo seus produtos turísticos, sua gastronomia, artesanato e danças típicas. O evento será realizado em parceria pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e trade turístico.
Segundo a presidente da Associação dos Municípios com Potencial Turístico (Amptur), Magali Vilela, a intenção da entidade é levar o maior número possível de localidades com atrativos a participar do evento. “Queremos que todos os municípios com potencial turístico estejam presentes. Por isso estamos mobilizando os prefeitos, para que eles estejam inseridos neste evento”.
Para tanto os municípios interessados em participar do evento e que não têm condições de estarem montando um estande, poderão participar em conjunto com a Amptur, em um espaço reservado à entidade.
“Nosso objetivo é divulgar os produtos de Mato Grosso e o potencial turístico, cultural ambiental do nosso Estado, contribuindo desta forma para o ordenamento e regulamento da atividade turística”, informou o secretário-adjunto de Turismo, da Sedec, Luis Carlos Oliveira Nigro.
Entre os municípios que já confirmaram presença estão Barão de Melgaço, Barra do Garças, Barra do Bugres, Cáceres, Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Campo Novo dos Parecis, Campo Verde, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Nobres, Nova Bandeirantes, Poconé e Santo Antônio de Leverger.
Temporada
Com o tema “Mato Grosso, Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade do Turismo”, o evento tem o objetivo de fomentar negócios entre operadores, agentes de viagens, hotéis, resorts, companhias aéreas e setores público e privado. Ele marca também a retomada da Festa Internacional do Pantanal, que ocorrerá a partir de 2016.
Na programação constam seminários, palestras, oficinas e workshops direcionados a agentes de fomento do turismo. Todas as discussões serão norteadas pelo desenvolvimento turístico sustentável, com uma abordagem fundamentada na harmonização de objetivos sociais, ambientais e econômicos.
Destaques
Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo
O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.
Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.
O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.
Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.
As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.
A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.
Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.
A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.
Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.
Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.
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