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EFEITO CORONAVÍRUS

Medida de “flexibilização” mais desafiadora: Retorno das crianças ao ambiente escolar

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Neste momento em que vivenciamos a maior crise social e econômica, está sendo um desafio muito grande para a equipe do Blog do Valdemir, escrever um tema que ninguém sabe o rumo das medidas de “flexibilização” que os municípios vem adotando e as suas consequências.

Entretanto, acompanhamos cada passo das ações dos nossos governantes no Estado, que, de um jeito ou outro vem mudando a rotina dos mato-grossenses.

A verdade é que a população está confiante em Deus e nas nossas autoridades e, assim sendo vamos as últimas medidas que começaram nesta segunda feira (27), e como se encontram a prevenção para passarmos pelo pico da Pandemia do Coronavírus, no qual se iniciou no dia 15 de abril e que deverá ir até julho, a previsão dos governantes seria até o dia 14 de maio.

Medidas

Mesmo antes dos casos confirmados em Mato Grosso, ações já vinham sendo adotadas. O governador Mauro Mendes Ferreira, do Partido Democrata (DEM) por exemplo, tomou medidas de Combate a Pandemia: suspensão das cirurgias eletivas nos hospitais regionais, contratação emergencial de mais profissionais na área de Saúde e ainda a compra emergencial de equipamentos, medicamentos e EPI e a construção de um hospital de 200 leitos, que somarão aos outros.

Retorno das crianças as creches e escolas

O comércio varejista e atacadista já retornou as suas atividades e, a partir do dia 17 de maio, as creches e escolas que trabalham com educação infantil em Cuiabá, retornam as suas atividades.

Será um alento para vários pais ou responsáveis, isso porque, as medidas de isolamento social obrigaram as crianças a permanecerem em suas residências. E, o retorno, será uma das medidas de “flexibilização” mais desafiadora, uma vez que trata da volta das crianças ao ambiente escolar, envolvendo o deslocamento de país e filhos e, o contato dos professores e funcionários das unidades escolares.

Resumindo o porquê está medida de “flexibilização” é a mais desafiadora: as medidas de proteção terão que ser redobrados, por se tratar de crianças pequenas, que compõem boa parte no chamado grupo de risco e, com certeza as salas não terão condições de receber muitas crianças para garantir o distanciamento.

Retorno das aulas

O reinício também será no dia 17 de maio, a rede atende um total de 54 mil alunos, distribuídos em que unidades escolares de Cuiabá. Na rede privada são 55 mil estudantes, matriculados em 267 estabelecimentos de ensinos.

Já no Estado o Ministério Público Estadual (MPE), recomendou ao Governo do Estado que prorrogue por mais 30 dias o retorno dos alunos para as salas de aulas, estava previsto para o dia 5 de maio, a suspensão das atividades escolares presenciais da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Superior na rede pública.

E para encerrar, vamos relembrar: é um desafio escrever um tema no qual não sabemos o rumo.

Quer saber o porquê?

Com uma população estimada em 3, 5 milhões de habitantes, Mato Grosso tem somente 8 hospitais geridos pelo Governo do Estado, no qual juntos possuem 172 aparelhos de ventilação mecânica ou seja 1 aparelho para 20 mil habitantes, o que preocupa pelo momento da “flexibilização” do isolamento e a fase de pico da pandemia que estamos vivenciando.

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Tudo bem que recentemente o Governo de Mato Grosso comprou 120 respiradores, sendo 100 fixos e 20 portáteis da China. Só que, ainda não chegou e se chegar, já que podem ser confiscados, nas escalas das aeronaves feitas nos Aeroportos dos Estados Unidos da América.

PS: A importância do equipamento se deve ao fato do que a “Covid-19”, é uma doença caracterizada por ser agressiva ao sistema respiratório, o que causa preocupação com uma possível insuficiência no sistema respiratório.

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Destaques

Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo

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O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.

Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.

O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.

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Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.

As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.

A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.

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Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.

A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.

Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.

Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.

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