Search
Close this search box.

REDUZIR MENSALIDADES

Janaína Riva entra em “rota de colisão” com Lei que prejudica servidores da Educação

Publicados

em

Do desastre do “Cota Zero” ao projeto que reduz o pagamento das mensalidades às instituições privadas de ensino em Mato Grosso, a deputada estadual Janaína Greyce Riva (MDB) toma uma linha de decadência e descrédito com a população, principalmente com os mais de 50 mil eleitores que reelegeram a parlamentar.

No início do mês de abril, a deputada Janaína Riva apresentou:

“Projeto de Lei que obriga as instituições de ensino fundamental, médio e superior da rede privada em Mato Grosso a reduzirem a suas mensalidades, durante o período que durar o plano de contingência do Estado, em virtude da “Covid-19“”.

Mais uma vez, um Projeto de Lei vindo da deputada Janaína Riva mostra inconsistência, quanto ao impacto causado com a sua propostas, já existem milhares de instituições de ensino, que a sua funcionalidade garante emprego e renda para milhares de funcionários, que utilizam deste recurso para manter o sustento de suas famílias.

A falta de acompanhamento das atividades pedagógicas da realizadas pelas instituições privadas, fez com que a deputada Janaína Riva cometesse mais um erro grave nesta Legislatura, já que as instituições de ensino adotaram a modalidade de ensino EAD, online, a distância, garantindo, conteúdos, atividades, através de vídeos, slides, com interações ao vivo com os alunos, respeitando os calendários, conteúdos e horários de aula.

Leia Também:  O "Tensionamento Político" e os "Desdobramentos Jurídicos" nos "Poderes de Várzea Grande"

Caso a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) vier aprovar este projeto da deputada Janaína Riva, o impacto na renda familiar de milhares de servidores será imediato, consequentemente na economia da cada região, já que os profissionais que trabalham em uma instituição de ensino particular, que mesmo de casa estão trabalhando normalmente, não terão condições de arcar com os seus compromissos.

“Servidores como das secretarias, que atendem várias reivindicações dos alunos, pais e responsáveis, estão atuando de casa, os profissionais de tecnologia também estão trabalhando de casa, os professores também estão elaborando e ministrando as aulas, conforme horário, os coordenadores dos cursos também estão trabalhando normalmente, a estrutura física das instituições estão fechadas por Decreto, mas os profissionais estão atuando”, disse um professor de uma instituição de ensino superior.

A equipe de reportagem conversou com alguns professores do Ensino Fundamental, que também explicaram que as atividades estão sendo repassadas todos os dias, com exercícios e vídeos dos professores conversando com os alunos, e falaram que a elaboração dos conteúdos das aulas, juntamente com as atividades não pararam.

Leia Também:  Conselheiro do TCE defende realização de mesa técnica sobre alimentação do sistema prisional

A Ordem do Advogados do Brasil (OAB-MT) emitiu um parecer da seguinte forma:

A Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) explica que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), recomendou que os valores das mensalidades sejam mantidos para não promover “desarranjos nas escolas que já fizeram sua programação anual, o que poderia até impactar no pagamento de salário de professores, aluguel, entre outros”.

Diante do fato de uma iminência crise causada com a possibilidade da aprovação deste projeto, todos os profissionais da rede privada de ensino, vão buscar atitudes dos demais parlamentares para que não se omita e até mesmo seja conivente com tal situação.

Assim como aconteceu com o projeto do “Cota Zero”, quando a deputada Janaína Riva teve a iniciativa de apresentar a proposta e depois recuou, os profissionais das instituições de ensino privado de Mato Grosso, também esperam bom senso da parlamentar, e que venha tirar este projeto de pauta.

Propaganda

Destaques

“Acordo Cível” e “Quitação Tributária” encerram litígio de 15 anos decorrente do “Escândalo dos Maquinários”

Publicados

em

A Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá extinguiu definitivamente uma Ação Judicial proposta pela empresa Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda., contra o Estado de Mato Grosso. O encerramento formal da disputa jurídica do processo ocorre após a consolidação de acordos de ressarcimento financeiro e do pagamento integral de débitos fiscais pendentes pela companhia envolvida no litígio.

A determinação judicial foi proferida pelo magistrado Bruno D’Oliveira Marques, titular da unidade jurisdicional encarregada do caso. O processo contava com a participação direta da empresa fornecedora, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), na condição de órgão fiscalizador da lei, de ex-gestores públicos e da própria administração pública estadual.

A decisão judicial foi assinada no início deste mês e encerra uma controvérsia jurídica que tramitava nos Tribunais Estaduais há mais de quinze anos. O desfecho marca o fechamento de uma complexa fase processual iniciada a partir de investigações sobre compras públicas efetuadas no ano de 2009.

O litígio teve como palco central o Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, com desdobramentos operacionais e administrativos centrados na capital, Cuiabá. Os fatos que deram origem à disputa derivaram de contratos de aquisição de equipamentos pesados firmados no âmbito da Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA).

Leia Também:  Sem vacina, sem carnaval: taxa de transmissão volta a ficar em alerta

A resolução do impasse ocorreu mediante a homologação de um Acordo de Não Persecução Cível entre a empresa privada e o Ministério Público, somada à quitação integral da dívida tributária sob discussão. Diante do adimplemento das obrigações e da manifestação expressa da autora, o juiz aplicou o artigo 493 do Código de Processo Civil para reconhecer a perda do interesse processual.

A ação havia sido ajuizada originalmente em 2011 pela fornecedora para anular notificações fiscais e requerer indenização por danos morais contra o Estado. A controvérsia originou-se de auditorias que apontaram irregularidades em licitações e direcionamento de contratos a empresas do setor de maquinários durante a execução do programa governamental denominado Mato Grosso 100% Equipado.

O contrato global do programa estadual envolvia montantes da ordem de R$ 245 milhões, tendo as investigações apurado um superfaturamento estimado em aproximadamente R$ 44 milhões. Além do prejuízo financeiro direto aos cofres públicos, as apurações indicaram o pagamento sistemático de propinas calculadas entre 5% e 10% sobre o valor dos contratos para o financiamento de campanhas políticas.

Leia Também:  TCE começa a analisar contas de gestão 2018 de 20 Prefeituras, Câmaras e DAE/VG

Como consequência primária das irregularidades apuradas pela fiscalização, a Justiça Mato-grossense condenou, em novembro de 2018, diversos ex-gestores públicos, ex-secretários e empresários por improbidade administrativa. No âmbito cível individual, a liquidação dos débitos pela Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda., culminou no encerramento de execuções fiscais paralelas e na anulação de condenações pretéritas que pendiam contra o Estado.

O histórico processual revela que, embora a empresa tenha obtido ganho de causa inicial em primeira instância em 2011, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) anulou a sentença ao reconhecer a conexão da demanda com a Ação Civil Pública por Improbidade. O retorno dos autos à vara especializada possibilitou a convergência dos processos para a composição amigável das partes.

A partir desta decisão, o Poder Judiciário consolida uma tendência de encerramento de ações civis públicas de longa duração mediante o uso de mecanismos consensuais de ressarcimento ao erário. O encerramento definitivo desta etapa processual impede novas cobranças judiciais sobre o mesmo objeto e extingue o litígio sem resolução de mérito, assegurando a recuperação dos haveres públicos.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA