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Governo admite a possibilidade de atrasar salários e promover pagamentos de forma escalonada
O governador tucano José Pedro Taques (PSDB), depois de relutar por mais de dois anos, em admitir que o Governo do Estado tivesse problema com o “caixa” para pagamento dos funcionários públicos, …agora admite.
Porém jogando a “batata quente” para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), ou seja caso os deputados estaduais não aprovem a Proposta de Emenda a Constituição (PEC), o salário dos servidores públicos de Mato Grosso irá “atrasar“.
Neste mês, o funcionalismo público já tomou um susto com relação ao pagamento do Governo do Estado. O pagamento do salário de setembro foi feito de forma escalonada. Diante disso apenas 78% dos servidores receberam no dia 10.
O Governo do Estado costumava quitar a folha de pagamento todo dia 30 de cada mês. A “crise” econômica fez com que a data fosse alterada.
Entretanto a arrecadação do Estado, não caiu, veja a receita: na primeira quinzena de outubro, entrou no “caixa” do Governo, R$ 1,236 bilhões bruto, sendo o líquido foi de R$ 1.043 bilhões, conforme os números do Sistema Integrado de Planejamento de Contabilidade e Finanças. De janeiro até dia 13 de outubro a arrecadação foi de R$ 19 bilhões bruto e o líquido pouco mais de R$ 15 bilhões.
Comentários nos corredores palacianos é que: o governador precisa priorizar a maior despesa que é dos funcionários, mesmo porque, este dinheiro volta para o governo através de impostos. Um lembrete: só a receita tributária paga o salário do mês que é de R$ 420 milhões.
A realidade é que na Lei Orçamentária Anual (LOA), o Governo do Estado estimou uma receita total de R$ 18,4 bilhões, já está em R$ 19 bilhões e com certeza chegará em mais de R$ 22 bilhões bruto.
Para o ano de 2018, acredite ou não o Governo de Mato Grosso, estima entre receita e despesa R$ 20.3 bilhões. Agora vem a pergunta: se a receita de 2017 chegará mais de R$ 22 bilhões, como pode estimar uma receita de R$ 20,3 bilhões em 2018?
Além disso tudo, o Governo do Estado ainda já atingiu o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), já alertou o governador quanto ao fato.
José Pedro Taques, nega que a folha esteja inchada. Segundo o governador, para não perder o costume jogou a culpa na gestão passada, “a questão são as leis que foram aprovadas de forma irresponsável. Mais de 100 leis foram aprovadas no passado sem o impacto econômico e orçamentário fiscal. Então, o problema são as leis que foram aprovadas de forma criminosa para agradar determinados grupos, e agora, nós estamos pagando“.
Taques, afirma que a sua administração é que possui o menor número de comissionados da história de Mato Grosso, “na nossa administração só chamamos 3.663 servidores para segurança pública, e nós temos o menor número de comissionados da história de Mato Grosso, apenas 1.top comissionados“.
Já o Secretario de Fazenda do Estado (SEFAZ), Gustavo Pinto Coelho Oliveira, acabou confirmando recentemente, motivada pela situação em que se encontra o Estado, o possível escalonamento dos salários dos servidores estaduais ate o final do ano.
O secretario da Sefaz disse ainda que outros estados estão com a mesma situação financeira em “crise”, e estão escalonando os salários dos servidores e explicou dizendo que “sete Estados brasileiros estão definitivamente escalonando a folha de pagamento, os Estados antes pagavam em dia, agora, estão anunciando o pagamento parcelado entre os dias 10, 15 e 20 de cada mês”.
Gustavo Pinto Coelho Oliveira que esteve recentemente em uma emissora de Radio da Capital, a Mega FM, disse que tem conversado muito sobre a situação financeira do Estado com o governador Pedro Taques. “Nós estamos nos reunindo, temos conversado muito sobre a situação do CAIXA do governo que esta bastante apertado, chegando ao limite, nos teremos que escalonar os salários se for preciso, mas no momento estamos ainda trabalhando com os números da arrecadação do Governo do Estado, e temos que fechar o ano, caso a nossa arrecadação fique abaixo do esperado, ai sim teremos que escalonar de verdade, mas a nossa expectativa e bastante grande para 2018, esperamos uma melhora na arrecadação”. Finalizou o secretario de Fazenda do Estado.
Destaques
Consolidação econômica e trajetória política reafirmam a influência de Blairo Maggi no Agronegócio Nacional
O empresário e ex-governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, alcançou a sexta posição no ranking dos maiores magnatas do Agronegócio brasileiro em 2026. A revelação foi feita após o mapeamento do setor produtivo demonstrar a força expressiva dos grandes players nacionais no cenário econômico global.
A divulgação oficial dos dados ocorreu na última sexta-feira (28), por meio de levantamento anual realizado pela revista Forbes Brasil. A publicação, reconhecida internacionalmente por mapear as maiores fortunas do planeta, apresentou o balanço atualizado dos patrimônios corporativos do país.
O patrimônio líquido do acionista da Amaggi está avaliado em R$ 7,2 bilhões no período atual. O resultado financeiro reflete a performance operacional e a valorização global das commodities agrícolas negociadas por sua holding nos últimos trimestres.
A consolidação patrimonial coloca o empresário no 50º lugar do levantamento geral dos super-ricos brasileiros. Tal posição reflete a alta relevância do Agronegócio na formação das maiores fortunas do país, figurando ao lado de setores como o financeiro e o industrial.
A ascensão ao topo da lista decorre da sólida estrutura da Amaggi, uma das maiores companhias tradings de grãos e fibras do planeta. A corporação, fundada originalmente por seus pais, André e Lucia Maggi, expandiu exponencialmente suas operações comerciais e logísticas ao longo das últimas décadas.

Além do desempenho estritamente empresarial, a expressiva capilaridade pública acumulada pelo executivo fortaleceu sua representatividade setorial. Ele esteve à frente do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso por dois mandatos consecutivos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.
A atuação institucional prosseguiu no Congresso Nacional, onde exerceu mandato no Senado Federal entre 2011 e 2019. Posteriormente, assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante a gestão presidencial de Michel Temer, liderando missões comerciais no exterior.
A presença de Maggi e de seus sócios no topo do ranking evidencia a centralidade do Estado de Mato Grosso na produção e exportação global de grãos. O estado se firma como o principal polo gerador de divisas e fortunas ligadas ao cultivo de soja e milho na América Latina.
A estrutura societária da Amaggi demonstra força coletiva no levantamento da Forbes, figurando também entre as dez maiores fortunas do setor os acionistas Hugo de Carvalho Ribeiro e família, com R$ 7,2 bilhões, e Itamar Locks, detentor de patrimônio avaliado em R$ 6,7 bilhões.
Atualmente, o empresário encontra-se totalmente desvinculado de cargos partidários ou funções públicas, dedicando-se exclusivamente aos conselhos estratégicos do setor privado.
A lista dos dez maiores bilionários do Agronegócio é liderada por Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, com R$ 35,1 bilhões, seguido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, com R$ 21,9 bilhões cada, Alceu Elias Feldmann (Fertipar) com R$ 19,2 bilhões, Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) R$ 7,9 bilhões, Blairo Borges Maggi (Amaggi) R$ 7,2 bilhões, Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi), R$ 7,2 bilhões, Itamar Locks (Amaggi), R$ 6,7 bilhões, Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) R$ 6,3 bilhões, Marcos Molina dos Santos (BRF/Marfrig) com R$ 6,1 bilhões.
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