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Ministério Publico pede bloqueio de R$ 37 mi de envolvidos em esquemas no MT Integrado

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O Ministério Público do Estado (MPE) confirmou após depoimento do ex-deputado estadual José Geraldo Riva que deputados estaduais desta legislatura e também de legislatura passada assim como ex-parlamentares se reuniram para combinar a cobrança de propina ao ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, entre os anos de 2013 e de 2014, conforme foi o depoimento.

Clóvis de Almeida Júnior, promotor do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco), esclareceu que o ex-parlamentar José Riva, teria afirmado em depoimento que aconteceu uma reunião entre os parlamentares estaduais na época para que fosse feito uma comissão para irem ate o ex-governador Silval Barbosa para cobrar propina, e com isso, não atrapalhariam o andamento das Obras do Programa de Asfaltamento do MT Integrado e da Copa do Mundo em Cuiabá.

Silval Barbosa teria feito a revelação durante a delação premiada junto ao Ministério Publico Federal (MPF), e revelou também que o ex-deputado estadual Jose Geraldo Riva juntamente com o deputado estadual Romoaldo Aloizio Boraczynski Junior, o “Romoaldo Junior”, do MDB, foram as pessoas responsáveis de realizarem a cobrança que era de R$ 600 mil reais para cada deputado estadual em 12 parcelas.

Silval Barbosa revelou também que o deputado estadual, Adalto de Freitas Filho, o “Daltinho”, hoje no partido do Solidariedade, teria feito uma gravação de todas as conversas que foram realizadas pelos parlamentares com a intenção de fazer chantagem com os companheiros para que se não fosse feito acordo com ele de permanecer no cargo, ele divulgaria para a imprensa todas as negociações que aconteceram, já que na época ele era suplente de deputado.

Conforme o promotor do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível, Clóvis de Almeida Júnior, o ex-deputado estadual Jose Geraldo Riva teria confirmado em seu depoimento junto Ministério Publico Estadual, que os pagamentos da propina foram realizados pelo ex-governador Silval Barbosa.

Sete ações foram protocoladas pelo promotor do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível, Clóvis de Almeida Júnior, contra Silval da Cunha Barbosa, Silvio Corrêa seu ex-chefe de gabinete, também contra os ex-secretários de Estado, Valdísio Juliano Viriato, ex-secretário-adjunto de Transportes e Pavimentação Urbana (Septu), Maurício Souza Guimarães e Vanice Marques, ex-secretária de Turismo de MT e irmã do deputado Airton Rondina.

Também entraram nessa lista os ex-deputados estaduais, Airton Rondina Luiz, “Airton Português”, Carlos Antônio Azambuja, Alexandre Luís Cesar, Hermínio J. Barreto, e os deputados José Domingos Fraga (PSD) e José Joaquim de Souza Filho, o “Baiano Filho” (PSDB) e do deputado federal e presidente do Partido Progressista (PP) no Estado, Ezequiel Ângelo Fonseca.

O Ministério Publico Estadual acabou pedindo o ressarcimento do erário publico, as ações contra os envolvidos e os pagamentos estão tramitando em sigilo, e conforme informações do próprio Ministério Publico, por estarem um grande numero de pessoas envolvidas no processo, os inquéritos foram todos eles desmembrados, e novas ações sendo propostas e estão sendo feitos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com todas as provas produzidas no processo que esta em andamento.

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Os políticos estão sendo acusadas de improbidade administrativas por esquemas de cobranças de propinas de empresários, fraudes em procedimentos licitatórios, extorsões, entre outras condutas voltadas para a captação irregular de dinheiro, e o Ministério Publico Estadual em suas ações pediu a indisponibilidade de bens de todos os envolvidos no valor de R$ 37 milhões a título de ressarcimento ao erário.

Para embasar as ações do promotor do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível, Clóvis de Almeida Júnior, as imagens foram usadas como prova contra os deputados e ex-deputados foram flagrados em vídeo recebendo dinheiro no gabinete de Silvio Corrêa no Palácio Paiaguás.

Lançado pelo Governo do Estado em 2013 na época, o MT Integrado era considerado o maior Programa de Infraestrutura do Estado, e seriam aplicados cerca de R$ 1,5 bilhão de reais em pavimentação asfáltica em 2 km de estradas estaduais.

E todo o esquema de desvios dos recursos veio a tona na delação premiada do ex-governador Silval da Cunha Barbosa, e do seu ex-chefe de gabinete Silvio Cesar Correa, homologados pelo Supremo Tribunal Federal.

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O ex-governador Silval Barbosa em sua delação junto ao STF, teria declarado nem todas as empresas contratadas pelo Governo do Estado participavam do esquema de propina, mas que algumas delas teriam feitos acordos com os deputados estaduais para que fossem feitos “caixa 2” para as campanhas estaduais, e que foi pedido para ele (Silval), não criar nenhum tipo de obstáculos durante o andamento das Obras da Copa do Mundo em Cuiabá de 2014.

No depoimento, Silval Barbosa teria confirmado que os deputados estaduais receberiam de 3% a 4% dos R$ 400 milhões de reais do MT Integrado que era para a Copa do Mundo que seriam entregue pelo seu ex-chefe de gabinete Silvio Cesar Correa no Palácio Paiaguas onde foram gravados todos os deputados recebendo propina.

A gravação dos vídeos acabou sendo entregue a Procuradoria Geral de Justiça (PGR) como provas de que o dinheiro teria sido repassado aos parlamentares estaduais no esquema de corrupção.

Segundo Barbosa, o andamento dos projetos também foi afetado pelos desvios de verbas. Ele relatou que conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), tiveram que suspender os editais de licitação do MT Integrado por problemas na distribuição de propinas.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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