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Com 100% das vagas ocupadas, Várzea Grande não tem como receber mais pacientes com “Covid-19”

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MAIS DE 18% DOS CASOS ATIVOS NECESSITAM DE INTERNAÇÃO. SEM CONSEGUIR TRANSFERIR AQUELES COM “COVID-19” PARA HOSPITAIS DE REFERÊNCIA, VÁRZEA GRANDE ACENDE O SINAL VERMELHO.

O município chegou ao limite da capacidade de atendimento nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) direcionadas para casos de “Covid-19” na rede pública. O crescimento exponencial de casos levou um grande número de pessoas a buscar atendimento nos hospitais, que já dão sinais de estarem sobrecarregados.

Com 100% de todas as vagas preenchidas nas três unidades de Pronto Atendimento e de Urgência e Emergência, momentaneamente, Várzea Grande, não tem como promover novas internações, mesmo assim, mantém os atendimentos ambulatoriais de urgência e emergência.

A informação é do secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, sinalizando que mesmo a cidade estando com sua estrutura pública destinada para casos não COVID-19, tem 41 pacientes aguardando vagas de UTI e de enfermarias nas unidades referências para a Coronavírus na Grande Cuiabá.

A saúde como um todo está com sua capacidade de internação esgotada, mesmo que momentaneamente, mas o que preocupa é o avanço dos casos em todas as regiões de Mato Grosso e o crescimento naquelas mais populosas. Estamos classificados como muito alto junto com outras 14 cidades, só que Várzea Grande tem a menor taxa de contaminação e incidência da doença entre as sete principais”, disse o secretário apontando que os esforços devem ser no sentido de garantir o atendimento para aqueles que necessitam do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ele reafirmou o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande no sentido de continuar trabalhando para enfrentar a pandemia, mas foi taxativo, a situação se não for revertida tende a se tornar dramática para todos, pois a “COVID-19” não escolhe classe social, não escolhe cor, nem religião, portanto, cada um tem que fazer sua parte, sob pena da conta ser a mais grave possível, disse Diógenes Marcondes.

O distanciamento social, segundo o titular da saúde pública da segunda maior cidade de Mato Grosso, continua sendo a mais importante medida para o enfrentamento da pandemia, conjugada com as medidas de higienização, uso de máscara e o mínimo contanto possível para aqueles que não pode ficar em isolados.

Diógenes Marcondes defendeu o endurecimento das regras de isolamento social, definidas no Decreto 41 da prefeita Lucimar Sare de Campos, e apontou que sempre houve a preocupação com o emprego e renda das pessoas, mas sempre tendo em primeiro lugar a saúde pública de toda a população da cidade, de Mato Grosso e do Brasil.

Ou as pessoas reveem seus conceitos quanto a pandemia da “COVID-19”, ou mais vítimas se terão pela frente e não apenas em termos de óbitos, mas também em termos de convivência em sociedade e de respeito as regras mínimas”, explicou ele reafirmando os esforços daqueles que se encontram na linha de frente.

Os profissionais da área de saúde desde à Atenção Básica até aqueles que atuam na alta complexidade, Utais e outros são verdadeiros heróis por enfrentarem a pandemia segundo a vocação de salvar vidas”, disse Diógenes Marcondes sinalizando ainda respeito a todos os demais outros profissionais.

Outra área fundamental, neste momento, são aqueles envolvidos na fiscalização e cumprimento das regras de isolamento social, de funcionamento do comércio e da indústria, que como os demais se expomos todos os dias para conscientizar a população de que o distanciamento social ainda é a arma mais poderosa nesta guerra contra o inimigo invisível.

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PF deflagra “Operação Curare” na Saúde de Cuiabá

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Nesta sexta-feira (30) foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério da Saúde (MS) a “Operação Curare”, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava em fraudar contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título de indenização sem processo licitatório.

O nome da “Operação Curare“, remete a substâncias tóxicas que produzem asfixia pela ação paralisante do sistema respiratório, cuja origem é associada ao conhecimento tradicional indígena. Na medicina, fármacos curarizantes são empregados em unidades de terapia intensiva, auxiliando o procedimento de intubação.

São 21 mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá, Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC). Além disso, há medidas cautelares de suspensão de contratos administrativos e de apagamentos indenizatórios, bem como a suspensão do exercício de função pública.

Segundo informações da Policia Federal, com o agravo da Pandemia do Coronavírus, o núcleo empresarial passou a ocupar mais postos chaves, os serviços prestados ocorriam na Secretaria de Saúde do Município de Cuiabá, especialmente no gerenciamento de leitos de terapia intensiva para o tratamento de pacientes infectados pela Covid-19, plantões médicos, disponibilização de profissionais de Saúde, sobreaviso de especialidades médica, comodato de equipamento de diagnóstico por imagem, transporte de paciente e outros. De 2019 a 2021, o grupo recebeu R$ 100 milhões da Prefeitura de Cuiabá.

Mas, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que em alguns dos casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 nos serviços públicos prestados pela Secretaria Municipal de Saúde e na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, assumindo a condição de um dos principais fornecedores da Prefeitura de Cuiabá, com pagamentos ao grupo que superam R$ 100 milhões entre os anos de 2019 e 2021.

A Justiça em sua decisão judicial afastou o secretário de Saúde do Município de Cuiabá, Célio Rodrigues, que assumiu o cargo em junho deste ano, e o interino da Secretaria de Gestão, Alexandre Beloto.

A Prefeitura de Cuiabá em nota informou que é a principal interessada na elucidação da investigação e afirmou que vai acatar as determinações judiciais.

A Prefeitura de Cuiabá informa que:

– O prefeito Emanuel Pinheiro é o principal interessado na elucidação de toda e qualquer investigação e vai acatar as determinações judiciais.
– A gestão preza pela transparência e se coloca a inteira disposição da Justiça“.

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