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Depois de pedir a proibição da exibição do BBB e criminalizar transgênicos, Galli agora insinua que Mickey é gay
O pastor e deputado federal Vitório Galli (PSC) vem sendo um ferrenho opositor da liberdade de gênero e até mesmo do direito de se assistir ao que quiser na TV e de se ir a qualquer tipo de apresentação teatral ou cinematográfica. Bem ao estilo radical religioso, o parlamentar resolveu usar as redes sociais para mostrar seu posicionamento antagônico a liberdade de gênero ao acusar a Disney e seu principal personagem, Mickey Mouse, de representarem o “homossexualismo”.
"A minha postagem é uma crítica a Disney que representa mais uma inversão de valores. Estão querendo destruir a família. A Disney, o Mickey representa o homossexualismo. Aquilo é uma fantasia para destruir nossas crianças", disse o deputado em seu post.
O pastor deputado ao justificar seu sentimento de que o ratinho mais famoso do mundo e amado pelas crianças, de postar em sua página a imagem de Cristo com fase. “Pare! Não mexa com os meus pequeninos.”
Já em conversas com eleitores e na igreja onde pastora, Galli pediu aos pais que não permitam mais que seus filhos assistam aos desenhos e filmes da Disney, principalmente do Mickey ou que os levem até a Disneylândia, nos Estados Unidos.
"Os pais tem que ficar atentos, tem que entender que essas coisas são do diabo. Isso atrapalha na formação da criança. Essa é a minha crítica. E como a minha bandeira será sempre a família, vou sempre criticar", disse em uma entrevista a uma rádio de Cuiabá.
Toda essa campanha de "boicote" que Galli vem fazendo contra empresa dos Estados Unidos, (uma produtora americana) começou a algum tempo pelo polemico e radical pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus, depois da exibição de um beijo gay durante a animação "Star vs. As Forças do Mal".
O parlamentar mato-grossense do PSC deputado federal Victorio Galli, disse que fez um estudo bem mais aprofundado sobre a atuação dos personagens da Disneylândia, Mickey Mouse e o Rei Leão e nesse estudo que foi realizado pelo federal, ele afirma que eles são gays.
Victorio Galli diz mais ainda: “As pessoas estão enganadas com essa mensagem subliminar que a Disney está repassando para a nossa sociedade, principalmente para as nossas crianças, nos estamos vendo que a Disney, em todas as suas atuações, faz apologia à homossexualidade. Inclusive o Mickey, se for fazer um estudo profundo, como já fiz, é homossexual, assim como o outro personagem que deveria ser um animal feroz é o “Rei Leão”, ele deveria impor respeito entre os animais, e isso não acontece em seu personagem, um animal delicado, carente, muito frágil, e isso caba caracterizando que ele é gay”.
Mesmo fazendo as suas criticas contra a Disneylândia e seus personagens, o deputado Victorio Galli garantiu que não é contrário à homossexualidade. “Eu não sou contra ninguém ser gay ou lésbica, não sou contra um homem barbudo viver casado com outro homem barbudo ou uma cara lisa viver casada com a outra cara lisa, tirando a natureza do homem e da mulher. Respeito desde que a pessoa tenha mais de 18 anos faça isso entre quatro paredes e não faça apologia”.
"Não estou aqui dizendo que não respeito eles ou a posição deles, quando acontecem os calorosos debates políticos ou não políticos, e se eles passarem dos limites, eu sento a lenha e falo a verdade que tem que ser dita. Passar dos limites é quando as pessoas ficam querendo ultrapassar o direito dos outros”.
O parlamentar mato-grossense parece que se esquece de apresentar projetos importantes para o estado, mostrando apenas o seu lado religioso para apresentar projetos polêmicos. Antes de criticar a Dysnei e Mickey assinou projetos que foram considerados inócuos na Câmara, como e de proibir a veiculação de qualquer reality show do estilo "Big Brother Brasil" e também a para criminalizar pessoas transgênero (que não se identificam com o sexo biológico) que utilizarem o banheiro de acordo com seu gênero.
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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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