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SES ALERTA PARA BAIXA VACINAÇÃO CONTRA GRIPE

Cobertura vacinal contra a gripe está em apenas 26% em MT

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A medida mais eficaz para prevenir a Influenza grave e suas complicações é a vacinação. Como os vírus da gripe mudam constantemente, é necessário o desenvolvimento a cada ano de novas vacinas específicas para a cepa (tipo) do vírus que está circulando. No caso do Brasil, essas vacinas são produzidas anualmente pelo Instituto Butantã.

A campanha de vacinação voltada para crianças de seis meses a seis anos, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde, gestantes e mulheres puérperas (que estão no período de até 45 dias após o parto), a adesão também foi abaixo do esperado. O resultado da baixa procura pela vacina vem causando a maior procura pelos serviços médicos, públicos e privados, e aumentando os casos de internações por conta da Influenza.

A chegada do inverno

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as baixas temperaturas dessa época do ano propiciam a ocorrência de infecções virais, como gripes e resfriados, que podem ser agravadas com doenças bacterianas como amigdalites, sinusites, otites, pneumonias e até meningites. A Influenza é mais comum nesse período, por isso é importante se vacinar.

A Influenza é uma infecção respiratória aguda, causada por agentes virais dos tipos A, B, C e D. O tipo A está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias”.

SES alerta para baixa vacinação contra a gripe

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) alerta a população e as prefeituras para a baixa vacinação contra a Influenza, mais conhecida como gripe, entre os grupos prioritários (crianças, idosos e gestantes) e estratégicos. Segundo dados da SES, a cobertura vacinal do público prioritário está em apenas 26%, tendo sido aplicadas 363.156 doses em Mato Grosso.

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta que crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes compareçam às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para garantir a imunização antes do inverno, período de maior circulação de vírus respiratórios.

A vacinação contra a gripe tem o objetivo de reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus Influenza, além de ajudar a reduzir a sobrecarga dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Precisamos do empenho dos gestores municipais para que a gente possa ampliar de forma substancial a cobertura vacinal em Mato Grosso. Pais, levem seus filhos para vacinar. Idosos, gestantes e pessoas que integram o público elegível, vacinem-se!”, alertou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Além do grupo prioritário, são elegíveis para a vacinação pessoas dos grupos estratégicos: puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, profissionais da força de segurança e salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transportes coletivos, trabalhadores portuários, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) já distribuiu 1.117.750 doses aos municípios, mas vale ressaltar que a responsabilidade pela aplicação das vacinas é das gestões municipais.

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O superintendente de Vigilância em Saúde em substituição, Marcos Roberto Dias, destaca a atuação do Estado na orientação dos municípios para a imunização contra a gripe.

A vacinação contra a gripe está disponível no SUS para os grupos prioritários e estratégicos. Além de termos distribuído as doses e prestado orientações às gestões municipais, a SES tem divulgado as ações que precisam ser executadas pelos municípios, na medida em que monitora a cobertura vacinal, informou.

Marcos Roberto ainda enfatizou que, no momento, a vacinação não será ampliada para outros públicos em Mato Grosso.

Em conversa com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Mato Grosso (Cosems/MT), nós entendemos que Mato Grosso ainda não tem capacidade para fazer a ampliação da vacinação contra a gripe, pois atingimos muito pouco o nosso público-alvo prioritário e não recebemos 100% das doses ainda”, explicou.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apontam que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) subiu de 1.085, de janeiro a maio de 2024, para 1.290, de janeiro a 27 de maio de 2025, uma alta de 18%.

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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