HEGEMONIA NO CAMPO
Mato Grosso consolida liderança econômica com valor de produção recorde em 2026
O Estado de Mato Grosso reafirma sua posição de proeminência como o principal motor do agronegócio brasileiro ao alcançar indicadores econômicos históricos no decorrer do presente ano. De acordo com as projeções oficiais, a unidade federativa mantém-se no topo do ranking nacional de produtividade, distanciando-se de outros importantes polos agrícolas do país. Este protagonismo não apenas consolida a vocação regional para o setor produtivo, como também estabelece um novo paradigma de eficiência para o mercado global, refletindo o amadurecimento das cadeias produtivas locais e a robustez das políticas de desenvolvimento implementadas no território mato-grossense.
A engrenagem fundamental desse desempenho é o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário, que, para o exercício de 2026, está estimado na impressionante cifra de R$ 206 bilhões. Tal montante representa, em termos comparativos, aproximadamente 15% de toda a riqueza gerada pelo setor primário no Brasil, evidenciando uma concentração de produtividade sem paralelos em outras regiões.
O VBP é um indicador essencial para a compreensão da economia rural, pois quantifica o faturamento bruto total dos estabelecimentos produtivos antes de qualquer etapa de industrialização, servindo como o termômetro mais fiel da capacidade de geração de valor diretamente no campo.
Os dados que sustentam essa liderança foram recentemente divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e minuciosamente compilados pelo DataHub, o Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A sistematização dessas informações estatísticas permite observar a evolução constante do estado frente às oscilações do mercado internacional de commodities. O rigor técnico no levantamento desses índices assegura a transparência necessária para que investidores e gestores públicos possam planejar ações estratégicas a curto e longo prazos no setor.

No panorama geográfico da produção nacional, Mato Grosso lidera com folga um grupo seleto de estados que compõem o eixo dinâmico da agricultura brasileira. Logo atrás, Minas Gerais ocupa a segunda posição com um VBP de R$ 167 bilhões (12,09%), seguida por São Paulo, que registra R$ 157 bilhões (11,36%). O estado do Paraná figura em quarto lugar com R$ 150 bilhões (10,86%), enquanto Goiás encerra o grupo dos cinco maiores produtores com R$ 117 bilhões (8,45%). Essa hierarquia produtiva demonstra a vantagem competitiva mato-grossense, que supera inclusive estados com tradição industrial e logística mais antiga.
A composição dessa liderança absoluta fundamenta-se em uma base produtiva diversificada e extremamente volumosa, com destaque para quatro pilares principais. A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora, respondendo por 43% de tudo o que o estado produz, acompanhada pelo milho, que detém uma fatia de 21,67%, e pela bovinocultura de corte, com 17,96%. Além desses, o estado mantém a hegemonia nacional no cultivo de algodão.
Essa multifuncionalidade do solo mato-grossense garante ao estado o primeiro lugar nacional simultaneamente na produção de soja, milho, algodão e no efetivo de rebanho bovino.
O sucesso econômico reflete-se de maneira direta no tecido social e no fortalecimento do mercado de trabalho regional. Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o Agronegócio atua como o principal vetor de capilaridade de renda para a população mato-grossense. O setor não se limita apenas à exportação de grãos, mas movimenta uma vasta rede de serviços, transportes e tecnologia. Essa dinâmica econômica impede a estagnação e promove um ciclo virtuoso de crescimento que beneficia tanto os grandes produtores quanto os trabalhadores vinculados às diversas etapas da cadeia produtiva.
A concretização dessa prosperidade é visível nos dados de empregabilidade referentes ao início deste ano. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, o Agronegócio de Mato Grosso foi responsável por um saldo positivo de 9.066 novos empregos formais, devidamente registrados. Este superávit na geração de postos de trabalho demonstra que a mecanização e a tecnologia, embora presentes, não substituem a necessidade de mão de obra qualificada e diversificada, evidenciando o papel do campo como um estabilizador social importante em tempos de transição econômica.

A secretária Mayran Beckman enfatiza que a relevância do setor extrapola as métricas financeiras frias, convertendo-se em bem-estar social. Em suas palavras, é fundamental perceber como o volume monumental de recursos movimentados pelo campo se transforma em oportunidades reais de subsistência e ascensão para os cidadãos.
A visão governamental foca na premissa de que a riqueza gerada deve alcançar a “ponta”, ou seja, o indivíduo que reside no interior do estado e depende da saúde financeira do agronegócio para manter sua qualidade de vida e perspectivas de futuro.
Em âmbito nacional, o cenário para 2026 projeta um otimismo moderado, com a estimativa do VBP agropecuário brasileiro totalizando R$ 1,38 trilhão. Dentro desta vasta soma, a contribuição de Mato Grosso é decisiva para o equilíbrio da balança comercial do país e para a manutenção da segurança alimentar em diversos continentes. O Brasil consolida-se como uma Potência Agroambiental, e Mato Grosso figura como o seu epicentro produtivo, ditando o ritmo do crescimento e influenciando as cotações nas principais bolsas de valores globais.
Dessa forma, o encerramento do primeiro trimestre de 2026 aponta para um ano de consolidação e desafios superados. A manutenção da liderança mato-grossense exige investimentos contínuos em infraestrutura logística e sustentabilidade, garantindo que a produção recorde possa ser escoada com eficiência. Com a manutenção desse ritmo, o estado não apenas garante sua autonomia econômica, mas reafirma o compromisso com o desenvolvimento nacional, provando que a união entre recursos naturais abundantes e gestão técnica apurada é a fórmula do sucesso para o Agronegócio Contemporâneo.
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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