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Advogado de Silval Barbosa rebate Pedro Taques; Mato Grosso é demais, é show de escândalo, é “FANTÁSTICO”
Em nota encaminhada à imprensa pelo advogado Délio Lins, que faz a defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), rebateu nesta na noite desta sexta-feira (01), o governador Pedro Taques (PSDB), negando que Silval, em nenhum momento ameaçou a vida do tucano.
Além disso, o advogado de defesa de Silval rebate a informação de que após a saída do peemedebista, o caixa do Executivo estava apenas com R$ 84 mil.
"O real saldo das contas do governo ao final de seu mandato era de seiscentos e dez milhões de reais em 31 de dezembro de 2014, mais setenta milhões de reais inexplicavelmente estornados pelo próprio governador Pedro Taques", diz trecho da nota, assinada pelo advogado Délio Lins.
A declaração de Taques foi dada em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, nesta sexta-feira (1°). Na polêmica entrevista, o governador detonou e apontou todas as “armas” contra o ex-chefe do Executivo, que citou o tucano em sua delação premiada, homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O governador chegou a chamar Silval de "vagabundo", acusando o peemedebista de roubar dinheiro de "crianças aleijadas" e disse que até os tapetes do Palácio Paiaguás teria surrupiado. Inclusive Taques incluiu Silval como um de seus quatro inimigos, os demais seriam os ex-deputados: José Geraldo Riva e Hildebrando Pascoal, além de João Arcanjo Ribeiro.
A Justiça de Mato Grosso aceitou pedido da defesa do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, preso desde março de 2016 na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), e determinou a transferência dele para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A decisão é da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
"Eu sou inimigo do Silva Barbosa. Eu tenho quatro inimigos: Hidelbrando Paschoal (ex-deputado federal pelo Acre), que eu meti 48 anos nele, Arcanjo, que eu meti 100 anos nele, José Geraldo Riva (ex-deputado de Mato Grosso), e Silval Barbosa. Esses são meus inimigos e eu tenho orgulho desses meus inimigos, que já tentou me matar. Essas pessoas. Eu estou com escolta policial há 12 anos", afirmou o governador Pedro Taques.
Em Mato Grosso, não é a primeira vez, mas sim, é a terceira narrativa que envolve pistolagem, tentativa de assassinato e simulação de atentado desde quando as delações do ex-governador Silval Barbosa vieram à público. Duas delas envolveram o ex-deputado José Geraldo Riva.
Conforme delação firmada por Antônio Barbosa, irmão de Silval, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 24 de maio de 2017, mensagens foram recebidas por meio do aplicativo Whatsapp que diziam: "Chefe a ordem é passar fogo nesse sujeito". O referido chefe seria José Riva.
O interlocutor que alertou sobre o possível plano de morte teria sido contratado para proceder ao serviço. O deputado estaudal Mauro Savi também seria um dos alvos do pistoleiro.
Segundo Antônio Barbosa, um contato identificado como “José Riva” alerta num grupo do aplicativo de mensagens: "preciso conversar com todos vocês", e segue: "Precisamos conversar sobre o ex-governador e seu irmão e o Mauro, preciso antes dele sair da cadeia". "Em relação ao irmão do ex-governador e pra sentar chumbo nele e isso". Dizia um dos trechos da mensagem.
Leia a nota na íntegra:
"Em relação à matéria onde o Governador Pedro Taques afirma que Silval Barbosa teria tentado matá-lo e deixado o governo com um caixa de oitenta e quatro mil reais quando de sua saída, a defesa tem a dizer que tais acusações são levianas.
Isso se confirma pelo fato de que ninguém em sã consciência se reúne várias vezes com alguém que ameaça sua vida, tal como o próprio Governador admite ter acontecido com Silval ao confirmar várias reuniões entre eles; bem como porque, conforme comprovantes entregues por Silval no acordo de colaboração firmado com a PGR, acostado no apenso 16 da PET 7085, o real saldo das contas do governo ao final de seu mandato era de seiscentos e dez milhões de reais em 31 de dezembro de 2014, mais setenta milhões de reais inexplicavelmente estornados pelo próprio Governador Pedro Taques".
Mato Grosso é demais, é show de escândalo, é Fantástico
E para não perder o primeiro lugar, da revista eletrônica dominical no programa do Fantástico, da Rede Globo, Mato Grosso será mais uma vez destaque, hoje à noite no show da vida.
E pela 10ª vez, estampara o quadro em que corrupção e agentes públicos são os personagens principais, no qual mostrará o “propinoduto” organizado por Silval Barbosa, que alimentava deputados e agentes públicos.
Mostrará, também, que os flagrados em vídeo recebendo vultosas quantias em dinheiro no Palácio Paiaguás sumiram do mapa, a exemplo dos prefeitos Emanuel Pinheiro (PMDB) e Luciane Bezerra (PSB), prefeita de Juara, cidade localizada pouco mais de 700 km da capital Cuiabá.
A expectativa, após o impacto inicial, é que a Polícia Federal faça uma "Operação" e cumpra mandados do Supremo Tribunal Federal.
Fica ligado! Hoje, no Fantástico, porque tudo indica, o "conteúdo monstruoso" do depoimento de Silval Barbosa está apenas começando a estremecer o país.
Destaques
Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
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