Destaques
Justiça pacifica o trânsito de Cuiabá
Quase 60% dos usuários do Serviço de Atendimento Imediato (SAI) do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) fecharam acordo em ocorrências de trânsito, registradas em 2018.
O resultado significa menos processos tramitando na Justiça e principalmente a pacificação social, pois as partes envolvidas se acordam entre si com o apoio de um conciliador. É válido ressaltar que os serviços são gratuitos e destinados a atender acidentes de trânsito sem vítimas (lesão corporal ou morte). Também não podem estar envolvidos veículos oficiais e de órgãos públicos.
A auxiliar de escritório Lurdes Soares de Azevedo, utilizou os serviços.
“Desde o primeiro contato fui bem atendida. O serviço de mediação é muito importante. Mesmo no meu caso que foi um acidente entre um carro de passeio e um ônibus do transporte coletivo de Cuiabá, que não teve acordo devido à necessidade de uma avaliação da assessoria jurídica da empresa, o serviço do SAI foi muito proveitoso e me deixou muito tranquila e satisfeita“.
O motorista do ônibus, Fernandes de Oliveira, que se envolveu no acidente também elogiou o atendimento do Serviço de Atendimento Imediato (SAI).
“Foi muito bom o serviço prestado, relatamos o que aconteceu e tivemos orientações de como proceder para fazer a ocorrência, ali na hora é mais rápido e prático para resolver tudo“.
Ao longo do ano passado o Serviço de Atendimento Imediato (SAI) do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) foi acionado 1.265 vezes em Cuiabá e Várzea Grande. Os acordos chegaram a 59,30% dos atendimentos realizados, Termos de Ocorrência foram 33,72%, desistências 5,81% e impedimentos 1,16%.
O juiz responsável pelos serviços, Mário Roberto Kono de Oliveira, disse que a agilidade e eficiência do trabalho têm dado resultados positivos à sociedade.
“A facilidade ao usuário ajuda muito. O amadurecimento do conhecimento em relação ao trabalho prestado pelo SAI proporcionou mais confiança. Tudo isso vai somando para que os trabalhos se tornem melhores“, destacou Mário Kono.
O magistrado elencou as facilidades e vantagens aos usuários:
– O serviço vai até o local da ocorrência e não é necessário se deslocar ao batalhão de trânsito.
– Já no primeiro contato, por telefone, o conciliador inicia a busca pela solução do impasse e acalma as partes, além de informar o que podem ou não fazer no cenário do acidente.
– São usadas técnicas de conciliação e mediação a fim de se pacificar os envolvidos.
– São explicadas as vantagens de se aceitar o acordo.
– As seguradoras aceitam os termos lavrados pela Justiça.
– Uma vez fechado acordo a parte credora tem um título executivo judicial.
Os conciliadores são preparados pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário, mas recebem um reforço do próprio Serviço de Atendimento Imediato (SAI).
“Fazemos outra capacitação aqui, mais específica, que envolve conteúdo prático, como lidar com o emocional dos envolvidos no acidente pela busca da pacificação social. Tem se demonstrado muito eficaz“, concluiu o juiz.
O conciliador José Carlos de Arruda disse que é essencial se preparar e que percebe os resultados de seu trabalho.
“A filosofia é resolver a situação e proporcionar às partes respaldo jurídico, pois existe a colisão e um conflito. Atuamos como facilitadores”.
Como acionar:
Para acionar o Serviço de Atendimento Imediato (SAI) do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) é preciso ter em mãos o nome completo dos envolvidos, o endereço de onde ocorreu o acidente, número de telefone das partes e as marcas, placas e cores dos veículos.
O serviço funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 22h, nos telefones (65) 9982-8282 e (65) 9982-8383. O serviço é gratuito.
Destaques
Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
-
Artigos5 dias atrásPrincípio da Impessoalidade do Concurso Público
-
Política3 dias atrásALMT volta a convocar secretário da Sinfra para explicar contratos milionários e atrasos nas obras do BRT
-
Artigos4 dias atrásMenopausa também é saúde mental — e falar de desejo, humor e autoestima é essencial
-
Artigos4 dias atrásCrescer para cuidar: o desafio de sustentar a saúde pública com qualidade
-
ESPORTES5 dias atrás4ª etapa Campeonato Brasileiro de Motocross
-
Destaques2 dias atrásApós denúncia do TCE, Taques amplia representação sobre obra da MT-170
-
Política5 dias atrásO impacto das decisões Judiciais na linha de frente do “Poder Legislativo”
-
Artigos6 dias atrásPor que os adolescentes precisam conhecer a Amazônia?




Você precisa estar logado para postar um comentário Login