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50 Anos de História, Bairro Cidade Verde Primeiro Conjunto Habitacional de Cuiabá
O Bairro Cidade Verde que na verdade se chama “Núcleo Habitacional Cidade Verde”, completa nesse 1º de maio 50 anos. Foi o primeiro Conjunto Habitacional de Cuiabá a ser planejado pelo governador do Estado de Mato Grosso, Pedro Pedrossian o grande responsável por lançar o programa habitacional “Companhia de Habitação do Estado” (COAHB/MT).
A implantação do Projeto Estadual de Habitação se deu na década 60. Cuiabá possuía aproximadamente 100.000 habitantes, na época estavam ocorrendo um forte crescimento populacional, que gerou a necessidade de construir moradias direcionadas a pessoas de baixa-renda.
Na época o Poder Executivo recebeu uma doação de um vasto terreno localizado as margens do Rio Cuiabá do fazendeiro da região Ezequiel Generoso Malheiros. No ano de 1966 iniciaram naquelas terras as obras da Coahb, após dois anos de construção no dia 1 de maio de 1968 foi inaugurada, com a totalidade de 365 lotes.
O presidente de bairro Josias Lemes Rodrigues morador desde a sua abertura conta como foi a sua infância. “A canalização da água e o saneamento básico era precário, lembro-me da minha mãe e das vizinhas descerem até o Rio Cuiabá para pegar água, lavar louça e as roupas. No local onde faziam esses serviços tinham um grande rochedo onde as mulheres esfregavam as roupas para deixá-las limpas, essa prática apelidou o lugar de “Pedreira””, declara Josias.
Josias Rodrigues conta com nostalgia quando morava na Rua 09 com a Rua Santa Catarina, uma das suas vizinhas a Dona Lurdes era uma das poucas pessoas que possuía uma televisão em preto e branco. “A criançada reunia na casa dela para ver TV, gostávamos de ver filmes de faroeste, por volta das 20h, ela pedia licença educadamente para desligar o aparelho, pois tinha que dormir. Sempre pedíamos pra ficar um pouquinho a mais para ver o final do filme, e ela sempre acabavam cedendo“, declarou o presidente.
O Conselheiro Tutelar Oílson Fermiano de Souza Junior é morador do bairro desde o seu nascimento, em 1979. Ele cresceu em uma fase diferente onde tinha deixado de ser chamada pelos cuiabanos de “Núcleo Habitacional Cidade Verde” e passou ser simplesmente o “Bairro Cidade Verde”. “Lembro da interação e da amizade dos moradores. Tínhamos aquele típico costume cuiabano de colocar as cadeiras na calçada no final da tarde para conversar com os vizinhos. E enquanto isso as crianças brincava de jogar bola e bolita nas ruas“, declara o Conselheiro.
Em 1990 o pai de Junior o senhor Oílson Fermiano de Souza foi presidente da Associação de Moradores do Bairro, ele relata um dos feitos do seu progenitor que perdura até hoje. “O meu pai foi o responsável pela construção da Capela São João Batista. Essa sua obra é o segundo maior feito na comunidade, o primeiro é asfaltamento que foi efetivado em 1971“, fala Junior.
O historiador e vereador por Cuiabá, Mário Nadaf (PV) fala um pouco da importância da implantação do Projeto de Habitação Popular. “A criação da COAHB-MT foi fundamental para o desenvolvimento de Cuiabá. Outros Bairros tiveram a sua origem de forma semelhante como Pedra 90 na década de 1990 e a comunidade do Centro Político Administrativo em 1974. Poucos sabem da grandiosidade do projeto arquitetado desse último, pelo governador José Fontanillas Fragelli que desejava fazer do CPA uma Brasília Mato-grossense“, finaliza o historiador.
O “Bairro Cidade Verde” foi palco de dois blocos carnavalescos a “Escola de Samba a Acadêmico do Pedroca” do senhor Camargo e da Escola de Samba Marinheiro do Samba, o dono era o Nelson Bueno morador muito popular da época. No segmento esportivo chegou a ser fundado o Núcleo Esportivo Cidade Verde.
Hoje a avenida principal recebe o nome de Avenida Ezequiel Generoso Malheiros em homenagem ao fazendeiro que fez a doação de terras para a construção do bairro. – (Aline Barbosa)
Destaques
Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso
O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.
Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.
O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.
A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.
A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.
O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.
O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.
O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.
Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.
As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.
O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.
A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.
O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.
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