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CABO DE GUERRA EM VG

Wellington será o “BOMBEIRO” e mediador de “CRISE” em Várzea Grande

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Desde o início do atual mandato, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), enfrenta um ambiente político marcado por tensão e instabilidade na relação com o Poder Legislativo municipal. O principal foco de atrito está concentrado na Câmara Municipal, sobretudo na atuação do presidente da Casa, vereador Wanderley Cerqueira (MDB). O embate, segundo a chefe do Executivo, tem comprometido a governabilidade e provocado sucessivos episódios de confronto institucional, com reflexos diretos na tramitação de projetos e na condução administrativa do município.

De acordo com declarações da prefeita, o ponto de ruptura ocorreu ainda nos primeiros meses de governo, quando ela recusou pedidos para a ocupação política de secretarias estratégicas. A Secretaria Municipal de Saúde foi citada como o principal alvo das tentativas de interferência, uma vez que, segundo Flávia Moretti, haveria pressão para a indicação de nomes ligados a grupos políticos específicos. A negativa da prefeita em aceitar esse modelo teria desencadeado um conflito prolongado entre os poderes.

A chefe do Executivo Municipal, sustenta que a resistência do Legislativo se intensificou após sua decisão de manter autonomia na composição do primeiro escalão. Em sua avaliação, o presidente da Câmara de Várzea Grande buscaria exercer influência direta sobre a administração municipal, o que teria sido prontamente rejeitado. A prefeita afirma que essa postura resultou em um “cabo de guerra” institucional, marcado por acusações públicas e disputas narrativas sobre a condução da gestão.

Como resposta, a Câmara Municipal passou a intensificar ações de fiscalização e a instaurar comissões para apurar atos do Executivo Municipal. Entre os episódios citados estão investigações sobre o uso de slogans em uniformes escolares e visitas presenciais de vereadores a unidades de saúde e pronto-atendimentos. A prefeita várzea-grandense rebateu essas iniciativas afirmando que a fiscalização, embora legítima, estaria sendo utilizada de forma seletiva e com motivações políticas.

Outro elemento que agravou o cenário foi a alegação de que projetos considerados estratégicos para o município estariam sendo deliberadamente retardados no Legislativo. Segundo a prefeita, a dificuldade de aprovação de matérias essenciais compromete o cumprimento de promessas de campanha e a execução de políticas públicas. Em contrapartida, o presidente da Câmara de Várzea Grande tem afirmado que a gestão carece de planejamento e capacidade administrativa.

O ponto mais sensível do conflito surgiu quando Flávia Moretti declarou haver articulações políticas voltadas a um eventual afastamento ou cassação de seu mandato. A prefeita classificou essas movimentações como uma tentativa de “ganhar no tapetão”, sustentando que haveria uma busca permanente por irregularidades para inviabilizar sua administração, em razão da ausência de espaço político para grupos ligados a gestões anteriores.

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Na tentativa de reduzir o desgaste institucional e reabrir canais de diálogo, a prefeita nomeou recentemente Silvio Fidelis para a Secretaria de Governo, com a missão de melhorar a interlocução com o Legislativo. Ainda assim, ela reconhece que a relação com os vereadores tem gerado dificuldades recorrentes, exigindo constante mediação política para evitar novos impasses administrativos.

Além das pressões externas, a gestão enfrenta críticas internas dentro do próprio partido, especialmente relacionadas à composição do secretariado e à previsão de reajustes nas tarifas de água a partir de 2026. Enquanto o vereador Wanderley Cerqueira ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações, a Câmara Municipal segue em recesso, mantendo suspensos, por ora, novos desdobramentos. Nesse contexto, a disputa de narrativas permanece como elemento central da política local, com impactos diretos sobre a governabilidade de Várzea Grande.

Senador mediador: Flávia x Wanderley

O Senador Wellington Fagundes (PL) anunciou que pretende atuar como mediador na “crise política” que se instalou entre a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e a Câmara Municipal. A iniciativa surge em meio ao agravamento do conflito institucional entre os Poderes Executivo e Legislativo, marcado por embates públicos, trocas de acusações e dificuldades de articulação política. Segundo o parlamentar, o ambiente de confronto pode gerar impactos diretos na governabilidade do município e produzir reflexos eleitorais relevantes no médio prazo.

De acordo com Wellington Fagundes, a falta de harmonia entre a Prefeitura e a Câmara tende a comprometer a execução de políticas públicas e a desgastar a imagem da gestão perante a população. O senador afirmou que pretende dialogar pessoalmente com a prefeita e, se necessário, buscar apoio da Executiva Nacional do Partido Liberal, com o objetivo de reconstruir pontes institucionais e reduzir o nível de tensão política na cidade.

Em avaliação pública, o senador alertou que conflitos prolongados entre os Poderes costumam dificultar projetos de continuidade administrativa. Na visão dele, uma eventual candidatura à reeleição, em 2028, pode ser prejudicada caso o cenário de instabilidade se mantenha. Para Wellington Fagundes, o principal prejudicado em disputas políticas dessa natureza é o cidadão, que depende do funcionamento equilibrado das instituições para o atendimento de suas demandas.

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O desgaste na relação entre a Prefeita de Várzea Grande e o Legislativo teve início logo nos primeiros dias do mandato. No dia 1º de janeiro, durante a posse da nova legislatura, o presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), acusou Flávia Moretti de tentar interferir na formação da Mesa Diretora. A gestora negou a acusação, mas o episódio marcou o início de uma relação conturbada, que se aprofundou ao longo dos meses seguintes.

Desde então, a administração municipal tem enfrentado sucessivas crises internas. Ao longo do primeiro ano de governo, 13 secretários deixaram seus cargos, o que resultou em uma média elevada de trocas no primeiro escalão e alimentou críticas sobre a estabilidade administrativa da gestão. Em meio a esse cenário, Flávia Moretti buscou respaldo político junto à Direção Nacional do partido, participando de eventos e se aproximando de lideranças da sigla.

Em um desses momentos, a prefeita relatou ser alvo de violência política de gênero por parte de vereadores, afirmando que sofre ataques pessoais e tentativas de deslegitimação de sua autoridade. A tensão se intensificou quando, em sessão da Câmara Municipal, a gestora foi chamada de “mentirosa” por um vereador do próprio partido, episódio que ampliou o desgaste público da relação institucional.

Outro ponto sensível do embate envolveu divergências sobre a compra de uniformes escolares e ações de fiscalização promovidas pelo Legislativo. A prefeita passou a acusar o presidente da Câmara Municipal de liderar articulações políticas com o objetivo de afastá-la do cargo, classificando tais movimentos como tentativas de vitória “no tapetão”, sem respaldo das urnas.

Diante desse quadro, Wellington Fagundes reiterou que considera Flávia Moretti uma liderança relevante dentro do Partido Liberal e defendeu que o impasse seja resolvido por meio do diálogo político. Segundo ele, a reconstrução da relação entre Executivo e Legislativo é fundamental para garantir estabilidade administrativa, preservar a governabilidade e evitar que a crise institucional comprometa o futuro político da prefeita e o desenvolvimento de Várzea Grande.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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