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Política

Sachetti responde às críticas sobre emendas para hospitais de outros Estados

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O deputado federal Adilton Sachetti, respondeu através de uma nota, os reais motivos que o levaram a fazer a indicação de recursos financeiros a Hospitais Filantrópicos que são de fora do Estado de Mato Grosso.

Em sua nota, Sachete diz que ele é um dos parlamentares mais ligados a área da Saúde do Estado, e que desde o seu mandato, vem destinado recursos federais para as entidades filantrópicas.

E segundo o deputado, toda a discussão gerou muita polemica, e que envolve o seu nome é porque ele indicou emendas para três entidades que não são do Estado de Mato Grosso.

                      Veja Nota:

Venho hoje aqui para esclarecer algumas informações que estão veiculando nas mídias sociais na última semana. Sou um deputado que sempre esteve atento à área de saúde, principalmente ligado às necessidades de entidades filantrópicas que atendem pessoas com câncer. Posso dizer que sou um dos parlamentares do estado que mais destinaram emendas para essa área desde o início do meu mandato.

De maneira geral, para atendimento à Saúde Pública, destinei emendas para todos os níveis, da atenção básica especializada, urgência e emergência e também hospitais filantrópicos. De 2015 a 2018 (emendas que já estão no Orçamento Geral da União deste ano), indiquei R$ 25.280.739. E juntamente com os meus colegas da bancada federal também já destinamos, só para 2018, mais de R$ 100 milhões para essa área no Estado.

Toda a discussão que envolve o meu nome é porque indiquei emendas para três entidades que não são do estado. Sendo que duas delas são referência no Brasil em tratamento de câncer. A Beneficência Portuguesa que possui um dos maiores e mais completos núcleos de tratamento de câncer no país e uma unidade filantrópica exclusiva para atendimento de pacientes encaminhados pelo SUS; e o hospital do Câncer de Barretos que tem um importante Centro de Pesquisa em Oncologia Molecular. Além deles, a Rede Sarah de Hospitais, maior centro de reabilitação para lesão medular no país e referência na América Latina. O total indicado para esses hospitais em 2017 e 2018 é de R$ 1.800.000. Essas entidades atendem pacientes de todo o Brasil. Só como exemplo, no Hospital do Câncer de Barretos foram mais de 30 mil atendimentos a mato-grossenses em 2016.

Lembro aqui que é prerrogativa de um parlamentar federal, indicar emendas para qualquer unidade da federação. Além disso, todos os projetos apresentados para obtenção de recursos públicos são regidos por legislação específica e passam pelo crivo de uma equipe técnica do órgão, que analisa a viabilidade das propostas e acompanha a execução. Entidades que não são filantrópicas, que não estão com a documentação em dia, ou que são inadimplentes, não conseguem receber.

O importante mesmo é o cidadão ter o atendimento especializado, seja onde for. Se não puder ser em sua região, ele acaba buscando esses hospitais de referência e que atendem pelo SUS em outros estados. Acho estranho veicularem matérias onde só citam o meu nome. Por que não colocaram as emendas de todos que também destinam para hospitais de outros estados, só as minhas? Onde querem chegar com esse tipo de matéria?

*O quadro mostra todas as emendas indicadas por nós para os hospitais filantrópicos de MT desde o início do nosso mandato.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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