ESCOLHER UM VICE DE FORMA CORRETA
Como escolher um vice ideal de modo que alavanque a sua campanha
Um vice não é somente uma pessoa que vai ocupar um cargo como sombra do pré-candidato durante a eleição, ele é muito mais que isso. O vice é o principal cabo eleitoral de um candidato a prefeito.
O Blog do Valdemir dará algumas orientações a serem tomadas quando o candidato for efetuar a escolha do vice de forma correta para quando for eleito não levar bola nas costas como estamos acostumados a ver neste cenário político.
O primeiro ponto é o mais importante: alinhamento com suas ideias. Ninguém vai querer trazer para dentro de sua gestão um Cavalo de Troia. Um vice é uma pessoa, que, por mais que seja de um partido diferente do seu ou tenha uma classe social distinta, vocês têm que estar em sintonia.
Exemplo disso foi a dupla eleita em 2002, Lula e José de Alencar. Lula era do PT enquanto Zé era do PMDB (atual MDB); Lula era metalúrgico enquanto Zé era empresário (um dos maiores de Minas por sinal).
Apesar das diferenças iniciais, eles concordavam com uma coisa: o Brasil vinha de uma crise pós-FHC e precisava dar uma melhor condição para seu povo. Pronto, se ambos têm um objetivo claro em comum, as demais diferenças se tornam supérfluas e eles conseguem trabalhar em harmonia.

O segundo ponto: é escolher alguém que é forte onde você é fraco. Mais que uma pessoa que vai ser sua sombra durante a campanha, seu vice é alguém que irá servir como cabo eleitoral para um público altamente fundamental para conquista de votos. Vamos voltar ao exemplo acima citado.
A escolha de José de Alencar como vice não foi à toa. Lula ganhou grande destaque no âmbito político nacional com uma postura agressiva que tinha como principal objetivo defender os direitos dos trabalhadores. Isso aconteceu nas eleições de 1989, 1994 e 1998. Esta postura afastava um dos atores relevantes para que um político ganhe uma eleição. Se você pensou nos empresários você acertou!
“A escolha do vice tem que servir como um fio condutor entre o candidato e o público a ser atingido”.
Com José de Alencar ao seu lado de Lula, ele conseguiu um bom diálogo com os empresários, fazendo com que ele fosse eleito. Seu vice foi a ponte entre ele e a classe empresária/elite do país.
Por último e não menos importante temos o terceiro ponto que é investigar o passado do vice-candidato: Peça a sua equipe para fazer isso e se possível contrate até um detetive particular para garimpar a vida da pessoa que vai estar ao seu lado durante a campanha.

Postagens antigas nas redes sociais, reputação dele na cidade, se é envolvido com algum tipo de atividade controversa (como agiotagem, apostas ou alcoolismo) e até mesmo se já foi processado por infringir a lei. Todo cuidado é pouco e estas ações têm que ser feitas antes dele ser anunciado. Quando você convida uma pessoa para ser seu vice a reputação dele também vem junta, e, ao invés de ganhar votos, você pode acabar perdendo.
Caso o candidato a vice tenha feito algo no passado que é negativo e mesmo assim você quer que ele fique ao seu lado, trace um plano de contingência junto com sua equipe para superar eventuais problemas futuros, pois se ele teve um problema no passado, a pergunta não é “se” a oposição vai descobrir, mas “quando”.
Suponhamos que seu candidato a vice tenha tido no passado problemas com alcoolismo, você e sua equipe podem transformar este ponto negativo em algo positivo.
Quando a integridade e/ou a sobriedade dele for questionada, pode-se usar a narrativa de que “ele vem para um novo recomeço”, por exemplo.
Acima citamos alguns exemplos. Cada caso é um caso e as situações devem ser tratadas de forma bem específica analisando bem o cenário político da nossa cidade.
Em que pese que a importância da discrição deste candidato, ele também é frequentemente escolhido para render uma votação mais expressiva para a chapa. Por isso, nomes com base eleitoral forte são frequentemente escolhidos, na esperança de que consigam transferir alguns votos adicionais para a candidatura.

Ele(a) pode também trazer votos de bases eleitorais em que o titular não é capaz de alcançar uma boa votação devido a diferenças ideológicas. Dessa forma, ele pode ser um bom complemento à votação do titular.
O vice precisa ser uma pessoa da confiança do titular da chapa. Por um lado, ele deve demonstrar que está apto a ser um bom substituto, com qualificações que o credenciem como gestor público.
Também não se pode menosprezar a importância da afinidade de ideias entre o vice e o titular. Eles precisam estar sintonizados e ter prioridades semelhantes, caso contrário, podem surgir conflitos. É frequente que candidatos descrevam o vice ideal como alguém que “trabalhe mais e reclame menos” ou que “ajude mais do que atrapalhe”.
Dia do voto
Em 6 de outubro deste ano, mais de 160 milhões de brasileiros aptos a votar, poderão ir às urnas para escolher prefeitos e vereadores de suas cidades, mas muitos podem não exercer seu direito ao voto por uma série de razões.
O primeiro turno das Eleições de 2024 está marcado para ser realizado no dia 6 de outubro. Já o segundo turno está previsto para o último domingo do mês (27/10) nas cidades com mais de 200 mil eleitores em que o candidato mais votado à Prefeitura não atingir a maioria absoluta dos votos válidos.
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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