ENTRE TAPAS E BEIJOS 2ª PARTE
Várzea Grande em ebulição, resta saber se vai explodir
Alô Várzea Grande! Cidade linda e “MARAVILHOSA”, “GOSTOSA” e “TRANQUILA?”, onde acontece de tudo. Segundouuu e a cidade, que é Terra de Couto Magalhães está em ebulição, resta saber se vai explodir.
E aí internautas do Blog do Valdemir, acredita que o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) vai pipocar? Eita lasqueira!
Pois muito bem caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, por certo já ouviu esta frase:
“Um jogo todo mundo sabe como começa, mas ninguém sabe como termina“.
E quando se vai atrás dos fatos e de suas consequências é possível descobrir coisas que não interessa a população. E aí, como termina a temporada desse tipo de jogo entre Zaeli e Flávia? Ninguém sabe.
Daí o susto. E todo mundo sabe como começa. Neste caso começou com a fogosa tentativa da alcaide de Vadjú de minar o “ACORDO”. Vixi… “ACORDO”? Bom…, “ACORDO” tem que ser cumprido.
– Se você tem luz, tem que pagar.
– Se você tem água, tem que pagar.
– Se você tem escola dos filhos, tem que pagar.
– Se você fez “ACORDO” de campanha, também tem quer pagar.

O pessoal de lá cumpriu o roteiro clássico: pressionou a Câmara Municipal e hoje tem 10 vereadores apoiando; busca se aliar com o senador Jayme Campos, tirando o vereador Charles (UB) da Câmara Municipal de Vadjú para a Secretaria de Educação, para assumir o 1° suplente João Campos, que vem a ser sobrinho do Senador Jayme Veríssimo de Campos (UB).
Flávia Moretti tem lá as suas razões para esse jogo? Até que o Boteco da Alameda acha que sim. Governantes em geral não gostam desse tipo de atividade: jogo de ameaça.
Esse tipo de jogada cativa as atenções da imprensa e, se for bem-sucedida, também empolga a opinião pública. E atrapalha a elaboração da pauta de interesse do município.
Essas são as razões benignas que a prefeita várzea-grandense tem para brigar contra o “ACORDO” que não está sendo cumprido, o compromisso não está sendo cumprido.

Já além da benignidade e prá lá do que é aceitável, há a suspeita de que poderiam existir motivos malignos para a batalha contra documentos que vão muito além de nossas imaginações.
O burburinho da política em Vadjú, já vinha divulgando a hipótese de que alguns fatos aconteceriam. O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso não foi tomado de surpresa.
Segundo as línguas viperinas, talvez eles até tenham simpatizado com tudo que aconteceu. Difícil de acreditar, mas como também se diz em Mato Grosso: na política só não se vê boi voar.
O Boteco da Alameda não se inclui entre os que acreditam que um mamífero desse porte possa se elevar do solo como um albatroz.
Há farta documentação, ou melhor indicação de que a iniciativa do confronto foi efetivamente das hostes de Tião da Zaeli.
Mas, a lógica sussurra no ouvido dos frequentadores que isso não impede que, começando o espetáculo, os novos habitantes do Paço Municipal Couto Magalhães tenham achado que esse era um acontecimento que lhes traria interessantes benefícios políticos.
Mas, enfim, a turma instalada no Executivo Municipal pode, discretamente, ter soprado as brasas do fogo que começaram a arder. Tudo isso é obscuro e, como resultado, virou uma batalha de versões e narrativas.
A nós, do Boteco da Alameda, aos moradores de Vadjú, resta agora esperar o final da temporada “Zaeli x Flávia” para saber como o “ACORDO” terá terminado, ou melhor, vai terminar.

Colocando gasolina para apagar o fogo
– Hoje, segunda-feira, acontece uma reunião com os envolvidos e o presidente da regional do ainda Partido Liberal, Ananias Filho;
– Flávia tentou puxar o tapete de Tião da Zaeli da presidência do partido Liberal em Vadjú, para colocar o seu esposo Carlos Araújo;
– Flávia está acuada, Zaeli detém a maioria na Câmara Municipal de Várzea Grande;
– A prefeita várzea-grandense teme que Zaeli articula um processo de cassação contra ela para assumir a Prefeitura da Cidade Industrial;
– O que contém nos documentos em posse de Tião: seria infrações eleitorais, disseminação de notícias falsas, as Fake News, reuniões?
– Quem disse para expulsar quem do partido?
– Zaeli está mais próximo a Pivetta.

O Boteco vai falar
Será que estamos prestes a assistir a um novo capítulo de divergências no Poder Executivo? Será que a história de desentendimentos entre prefeitos e seus vices, tão comum na política brasileira, vai se repetir em Vadjú?
Por enquanto, resta-nos acompanhamos de perto os desdobramentos dessa crise. O que está claro é que, não existe só fumaça, há uma verdadeira labareda de fogo. E, na política as reviravoltas podem acontecer quando menos se espera.
Pega aí: tudo o que está acontecendo em Várzea Grande é o resultado da “lógica organização política do Brasil”.
O Boteco da Alameda, cita o conceito do presidencialismo de coalizão, no qual, para garantir a governabilidade o presidente precisa formar alianças com diferentes partidos, algo que vai desde a chapa montada para concorrer o pleito até a distribuição de cargos, caso seja eleito.
E não é diferente nos municípios, lógico, em um nível de poder menos complexo ou menor. A necessidade de alianças ou coalizões, envolvendo diferentes grupos políticos de cada município, pode acabar resultando em desgastes.
Não é difícil, não é algo impossível que acordos que foram montados pré-eleição possam sofrer distúrbios, possam sofrer desgastes.
Sobretudo, quando esses acordos são mais pragmáticos do que programático. Aí, a gente vê rachas acontecendo entre prefeitos e vices.
Antes de irmos embora, cantem com o Boteco da Alameda esse refrão:
“Hoje estamos juntinhos, Amanhã não te vejo, Separando e voltado, A gente segue andando Entre tapas e beijos…“
Segue o fluxo!
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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