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EQUILÍBRIO DE FORÇAS NA CASA DE LEIS

Disputa antecipada pela Mesa Diretora expõe divergências e pressiona articulação política em Cuiabá

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A corrida pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ganhou novos contornos após declarações públicas que anteciparam o debate interno, evidenciando tensões entre vereadores e o Executivo Municipal. O episódio envolve atores centrais do Legislativo cuiabano e ocorre em um momento de reorganização política, com reflexos diretos na governabilidade e na dinâmica institucional da capital mato-grossense.

O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que ainda não foi procurado pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL) para tratar de eventual apoio à candidatura da atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), à reeleição. Segundo ele, apesar da ausência de diálogo formal, sua posição está definida e não há intenção de retirar seu nome da disputa pelo comando do Legislativo.

A movimentação política ocorre no âmbito da Câmara Municipal de Cuiabá, onde 27 vereadores compõem o plenário responsável por eleger a Mesa Diretora. A antecipação do debate, que tradicionalmente ocorre de forma interna, intensificou o clima de disputa e trouxe à tona divergências quanto à condução do processo.

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Além de Ilde Taques, outro nome que desponta como candidato é o vereador Dilemário Alencar (UB), atual líder do prefeito na Câmara de Cuiabá. Ele tem adotado um discurso mais crítico em relação à tentativa do Executivo de influenciar a eleição interna, posicionando-se de forma contundente contra a articulação pública em favor de Paula Calil.

De acordo com Dilemário Alencar, a insatisfação decorre do uso de espaços públicos para tratar de uma eleição que, em sua avaliação, deveria ser restrita ao debate entre os parlamentares. O vereador afirmou ter manifestado pessoalmente seu descontentamento ao prefeito, classificando a postura como inadequada e destacando a necessidade de diálogo institucional mais equilibrado.

O episódio ganhou relevância após declarações públicas do prefeito sugerindo apoio à atual presidente da Câmara Municipal da Capital, o que foi interpretado por parte dos vereadores como uma tentativa de interferência no processo legislativo. A repercussão levou ao endurecimento de posições e ao lançamento de candidaturas alternativas.

Diante desse cenário, Ilde Taques formalizou sua candidatura como resposta à antecipação do debate, argumentando que a movimentação precipitada exigiu um posicionamento claro. A decisão reforça o ambiente competitivo e indica que a eleição da Mesa Diretora deverá ser marcada por disputas intensas.

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Enquanto isso, a vereadora Paula Calil mantém uma postura cautelosa, evitando declarações definitivas sobre sua candidatura à reeleição. Sua posição tem sido interpretada como estratégica, diante do cenário ainda indefinido e das articulações em curso nos bastidores da política local.

No campo das relações institucionais, Dilemário Alencar também sinalizou que sua permanência como líder do prefeito depende de reciprocidade. Ele ressaltou que lealdade e respeito devem ser mútuos, indicando que eventuais desgastes políticos podem impactar diretamente sua atuação na função.

O desfecho da disputa pela Mesa Diretora deverá ocorrer nos próximos meses, com negociações intensas entre os vereadores. O resultado será determinante para o equilíbrio de forças na Câmara de Cuiabá e para a relação entre Legislativo e Executivo, influenciando a agenda política e administrativa de Cuiabá.

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Política

Valdir Teis freia disputa política por vaga no TCE/MT ao rejeitar aposentadoria

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As articulações políticas em torno de uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) perderam força após o conselheiro Valdir Teis afastar, de maneira categórica, qualquer intenção de se aposentar. A declaração encerra uma série de especulações que vinham mobilizando parlamentares e lideranças políticas interessadas em uma eventual sucessão na Corte de Contas.

A definição foi apresentada pelo próprio conselheiro durante sessão realizada na terça-feira (13), quando afirmou publicamente que pretende permanecer em suas funções. Ao se posicionar de forma clara sobre o assunto, Teis colocou fim aos rumores que circulavam nos bastidores da política mato-grossense e que alimentavam expectativas quanto à abertura de uma vaga no órgão de controle externo.

Segundo o conselheiro, apesar de ter recebido sugestões para encerrar sua trajetória no Tribunal de Contas, sua decisão é continuar atuando na instituição. Ele ressaltou que ainda possui disposição para desempenhar suas atribuições e contribuir com o trabalho desenvolvido pelo TCE/MT. Embora tenha confirmado a existência de aconselhamentos para deixar o cargo, não revelou a identidade das pessoas que fizeram tais recomendações.

A manifestação de Valdir Teis impacta diretamente os grupos políticos que já avaliavam cenários para uma eventual sucessão. Nos últimos meses, parlamentares e lideranças partidárias passaram a discutir, ainda que informalmente, possíveis candidatos para ocupar a cadeira caso a aposentadoria fosse confirmada.

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O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), confirmou que houve movimentações de bastidores motivadas pelos rumores envolvendo o futuro do Conselheiro. Entretanto, destacou que nenhuma tratativa oficial foi iniciada e que não houve a formalização de qualquer procedimento relacionado à abertura da vaga.

De acordo com Max Russi, alguns deputados procuraram a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense, para demonstrar interesse em participar das discussões sobre uma eventual indicação ao cargo. Entre os nomes mencionados nos bastidores estavam os deputados Júlio Campos (UB), Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB) e Dilmar Dal Bosco (UB), todos apontados como possíveis postulantes em caso de vacância.

Apesar da movimentação política, o presidente da Assembleia Legislativa enfatizou que as conversas não avançaram além do campo especulativo. Segundo ele, nenhum documento oficial foi protocolado ou encaminhado à Mesa Diretora, o que demonstra que as tratativas permaneceram restritas a discussões informais entre parlamentares e grupos políticos.

Ao comentar o assunto, Max Russi observou que o interesse pelo cargo é compreensível em razão da relevância institucional do Tribunal de Contas. No entanto, ponderou que a decisão sobre uma eventual aposentadoria pertence exclusivamente ao Conselheiro, uma vez que envolve fatores pessoais, profissionais e a avaliação de uma trajetória construída ao longo dos anos no serviço público.

O parlamentar também recordou que, caso uma vaga viesse a ser aberta, caberia à Assembleia Legislativa conduzir o processo de discussão e escolha do indicado, observando os critérios e procedimentos previstos na legislação. Como exemplo, citou o processo que resultou na indicação do ex-deputado estadual Guilherme Maluf para integrar o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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Com a decisão anunciada por Valdir Teis, o cenário político volta à estabilidade no âmbito da Corte de Contas. Ao reafirmar sua permanência e declarar que ainda possui muito trabalho a realizar na instituição, o Conselheiro encerra, ao menos por ora, as especulações sobre sua saída e adia qualquer debate concreto sobre sucessão no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

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