ELE ESTÁ DE VOLTA A VIDA PÚBLICA?
Uma pesquisa, vários dados, nem sempre o 1° vence, Maggi é prova disso
Segundouuu! E sabem quem voltou a ser assunto dos frequentadores do Boteco da Alameda? O queridinho do Agronegócio e de boa parte do povo mato-grossense, devido aos seus posicionamentos políticos nas últimas 72 horas (após alguns meses longe das bocas benditas).
Segue o fluxo!
As pesquisas são ferramentas…
São ferramentas de extrema importância dentro de um contexto eleitoral, desde que seus resultados sejam reais, fidedignos, sem maquiagem, assim podem ser utilizados como parâmetros, termômetros, mapas para guiar os próximos passos no cotidiano político, mas quando a ferramenta é utilizada apenas para ganhar dinheiro, e na tentativa de manipular a opinião do eleitorado, eis que surge o lado negativo.
Há muitos, em uma disputa, o então desconhecido na baixada cuiabana, o mega-super-hiper Agricultor, o empresário Blairo Borges Maggi, que apareceu na época nas primeiras pesquisas com 2% das intenções dos votos, para enfrentar a máquina e o candidato do então governador, Dante Martins de Oliveira, no caso, Antero Paes de Barros, que já despontava na casa dos 60% das intenções de votos.
Para muitos, antes mesmo do jogo começar, a vitória do grupo tucano era garantida, porém, o desenvolvimento e resultado da eleição foi outro, o grupo de Blairo Maggi conseguiu a vitória na “Palma da Mão”, os todos poderosos tiveram que degustar do amargor da derrota, tanto para Governador do Estado e Senador da República.
Segundo os frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda, as pesquisas eleitorais são importantes na corrida eleitoral, desde que seja utilizada de forma correta, do contrário vira tropeço, já que o iludido é pior que o doido.
O ex-governador…
Blairo Maggi, mesmo distante da política, continua sendo influente nas decisões ligadas ao seu grupo político. O apoio do mega-super-hiper Agricultor, o empresário Blairo Borges Maggi tem um peso importante, ainda que não tenha investimento financeiro direto.
Os internautas do Blog do Valdemir, já percebeu que uma frase do Blairo Maggi pode mudar o rumo da política na Terra de Rondon? Uma declaração aparentemente casual, mas que carrega um peso estratégico: “futuro governador”.
Decifrando as entrelinhas: esse apoio pode estar pavimentando uma candidatura robusta do vice-governador Otaviano Olavo Pivetta (Repúblicanos) ao Palácio Paiaguás em 2026, respaldado pelo grupo do Agronegócio.
O deputado estadual unista Júlio José Campos reconhece essa estrutura:
“Ele (Pivetta) tem o partido que é dele, que é o Repúblicanos. Já tem dois partidos que declararam que vão apoia-lo que é o Novo, que esteve com ele, e o PRD do Mauro Carvalho, que também já consolidou. Então, ele já tem três partidos. Ele tem Fundo Partidário. Ele tem recursos próprios pessoais“, pontuou recentemente Júlio Campos.
Ao mesmo tempo, essa articulação pode indicar um acordo de bastidores para evitar fragmentação dentro do setor e viabilizar uma chapa majoritária forte.
Ao endossar Otaviano Pivetta, o grupo do Agronegócio sinaliza um pacto de unificação, desencorajando outras candidaturas do setor ao Palácio Paiaguás.
Esse movimento não apenas fortalece a posição de Otaviano Pivetta como nome de consenso, mas também abre caminho para a contenção de uma aliança mais ampla, que acomode outras lideranças em torno da disputa a Casa Alta.
A conjuntura aponta que o aval está direcionado para as candidaturas do governador Mauro Mendes (UB) e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD).
O problema é que Carlos Fávaro está rompido com Mauro Mendes desde 2022, e, provavelmente, terá um palanque próprio no Estado de Mato Grosso junto com o presidente Lula (PT).

Já o vice-governador, o Republicanos, Otaviano Pivetta, deverá ter em seu palanque o Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas de seu mesmo partido, como candidato ao Palácio do Planalto.
Pega aí: caso o atual governador mato-grossense Mauro Mendes leve adiante seu projeto de candidatura ao Senado, precisará renunciar ao cargo até 5 de abril de 2026.
Nesse cenário, o seu vice, Otaviano Pivetta, estaria recendo as chaves e assumiria automaticamente o comando do Estado de Mato Grosso a partir de 6 de abril do próximo ano.
Se liga: agora, o nome do vice-governador Otaviano Pivetta precisa ser consolidado nas bases partidárias.
Bom…, primeiro tem que combinar com o povo, aqueles que votam, aqueles que depositam os votos nas urnas.
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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