ALTA TEMPERATURA CUIABANA
Termômetro na política em MT, chegará nos próximos dias em 45° graus
A queda na temperatura já foi anunciada, e a próxima semana será marcada por uma grande mudança das condições meteorológicas em Cuiabá e cidades circunvizinhas. O padrão seco dará lugar a grandes acumulados de chuvas e as temperaturas despencarão, com chance de 15° graus em Cuiabá.
Entretanto, todavia, porém, a temperatura nos bastidores da política cuiabana, chegará facilmente na casa dos 45º graus, além de observarmos uma intensificação de diálogos no núcleo duro do Palácio Paiaguas.
Porém, não para por aí! A partir do dia 12 de junho, ele estará de volta. O moço que vive nas clínicas de estéticas, o moço que comanda o segundo maior orçamento do Estado de Mato Grosso, o meu amigo e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Zé Edu Botelho.

Saúde em Cuiabá
Desde o dia 15 de março, a gestão da Saúde do município está sob intervenção estadual. O prazo para acabar será segunda feira (12).
Assim sendo o menino da Rua Joaquim Murtinho, o meu amigo Nenel Pinheiro (MDB), bem que poderia vir a público e dizer que vai cumprir o Termo de Ajuste de Gestão (TAG).
“Cada compra de medicamento, cada empresa contratada, vão ser acompanhadas pelo Tribunal de Contas, para que não haja mais nenhuma compra acima da necessidade, nenhum empresário, fornecedor e empresa, fiquem sem receber“, disse recentemente o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida.
O núcleo duro do Boteco da Alameda falou e a equipe de reportagem do Blog do Valdemir confirmou: os bastidores políticos vai esquentar, Cuiabá vai viver uma semana decisiva com a votação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
ALMT
Tramita na Casa de Leis, o Projeto n° 1.363/2023, chamado “Transporte Zero”, que propõe a proibição de pesca profissional em Mato Grosso pelo período de 5 anos.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Zé Edu Botelho, retorna ao seu posto, entretanto, evita tomar uma posição.
“Nem contra nem a favor, vamos trabalhar para encontrar o melhor caminho… eu como presidente vou ouvir todos os setores“, pontuou Edu Botelho.
A partir de segunda-feira, Zé Edu Botelho também irá definir os cinco nomes para compor a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, para analisar uma possível cessação do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
O parlamentar Cattani é acusado de preconceito contra as mulheres, vai responder por quebra de decoro. Movimentos de defesa da mulher convocaram um ato pela destituição de Cattani da presidência da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso. As mulheres também pediam a cassação do mandato do deputado.
Segundo Gilberto Cattani, a comparação com entre mulheres e vacas foi apenas uma “analogia” na pretensão de “defender os valores que aqui eu alertei e farei isso se necessário for com a minha própria vida, quanto mais com o mandato, então nada disso me preocupa“.
O ato foi publicado no Diário Oficial de 23 de junho e tem entre os membros titulares dois correligionários do parlamentar bolsonarista.
Cattani foi alvo também de uma representação da Seccional de Mato Grosso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), em um suposto caso de homofobia. Ele fez publicações nas redes sociais nas quais afirmava que “ser homofóbico é uma escolha, ser gay também”.
Surpresa
Teremos surpresas na disputa do comando do Palácio Alencastro. Os últimos movimentos das peças, levam a um possível entendimento para a escolha. Segue o fluxo!
O que falta no UB? Diálogo e juízo
Fonte ligada ao núcleo duro do Palácio Paiaguas, não quis adiantar, mas afirmou que tudo vai se resolver da melhor forma possível “o partido é de muito diálogo”.
Essa fonte avalia que a falta de diálogo dentro do União Brasil (UB) é a maior do que o tamanho das estrelas dos pré-candidatos à Prefeitura de Cuiabá.
Analistas do Boteco da Alameda chamam a atenção para a necessidade de se abrir o diálogo entre o comandante da “MARAVILHOSA” Casa de Leis, Zé Edu Botelho e o deputado federal, Fábio Garcia, o menino Fabinho. Se ambos se dispuserem a discutir suas possibilidades, sem receio de perder espaço político, o partido só terá a lucrar.
“Não sei o que é, se procede essa questão de preocupação, mas o que posso dizer é que realmente está faltando acertarem alguns pontos. E as lideranças do União Brasil em Mato Grosso, principalmente, precisam se encontrar para conversar de uma maneira mais aberta, mais desarmada, porque não podem irem para uma disputa em Cuiabá rachado, principalmente com esses bons resultados obtidos nas urnas em 2022“, disse um do nosso representante que faz parte do núcleo duro do Boteco da Alameda.
O que está faltando muito mais é o diálogo, do que qualquer sentimento de receio e medo. Se começarem a conversar, com certeza vão escolher um candidato com plenas condições de ganhar a eleição e manter o projeto político do União Brasil (UB) para as eleições de 2024 e principalmente para 2026.
O núcleo duro do Boteco da Boteco avalia que é importante manter o partido unido e que, está nas mãos do governador, o unista Mauro Mendes iniciar as conversas.

Foto: Ednilson Aguiar
O governador Mauro Mendes é eficiente, faz uma excelente administração. Mas…, o problema é que ele pensa muito na administração e peca por não dialogar com o partido. Mauro valoriza muito a boa administração, mas esquece que tem hora de discutir com o conjunto do partido.
Na verdade, o que falta é alguém para conduzir o diálogo, sentar com os pré-candidatos para discutir as opções.
Um jantar cairia bem nessa conversa entre os caciques do União Brasil e os pré-candidatos do partido. Vamos fazer de conta que a expressão “acertar, aparar, limar arestas” diga respeito a nós. Arestas são criadas por nós. No fundo, todos nós temos algum problema de relacionamento com nós mesmos. Não é verdade?
Atualmente, nem se sabe mais que remédio usar nesse meio político ou entre os políticos, ou que alimento ingerir, tamanha a variação constante de opiniões.
Sei que não adianta muito questionar essa situação. Vale mais questionarmos a nós mesmos. Ideologia! Não é, Cazuza?
Política
PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.
Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.
Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.
Foi quebrada medida cautelar?
A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na “Operação Heritage“, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.
O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.
As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.
Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.
Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.
No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.
O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.
Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.
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