BRIGA PELO ALENCASTRO
“Temos pessoas altamente capacitadas para disputar a Prefeitura de Cuiabá”
Daqui a dois anos, os eleitores vão voltar às urnas para escolher os representantes nas eleições municipais, que elegem prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O próximo pleito será em outubro de 2024. As datas exatas ainda não foram definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Porém, o primeiro turno sempre é marcado para o primeiro domingo de outubro, que será dia 6. Já o segundo turno, acontece no último domingo do mês, que será dia 27.
Em 2024, serão escolhidos os 27 prefeitos das capitais e do Distrito Federal e das outras mais de 5.500 cidades do país, além dos representantes da Câmara dos Vereadores de cada uma delas. Só os municípios com mais de 200 mil eleitores terão, caso necessário, segundo turno.
O desempenho dos grupos políticos nas eleições deste ano pode representar a formação de projeto para a disputa municipal de 2024. Além das divergências políticas de vários partidos políticos no Estado de Mato Grosso, sobre os palanques estaduais deste ano, as eleições municipais de 2024 tem representado um entrave nas negociações para que se concretize a “Federação”.
De olho na Prefeitura de Cuiabá
Mauro Mendes Ferreira, da Coligação “Mato Grosso avançando, sua vida melhorando”, do Partido União Brasil (UB), na Federação composta com PSDB, Cidadania, União Brasil, Republicanos, PL, MDB, PODE, PSB e PROS, foi reeleito com aprovação maciça dos mato-grossenses, com mais de 68% dos votos válidos, o governador acredita que seu grupo saiu fortalecido, e que a vitória poderá refletir na disputa eleitoral de 2024, na sucessão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), na Capital.
Sucessão de Emanuel Pinheiro
O suplente de Senador, Mauro Carvalho Junior (UB), nesta semana, durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá, o ex-secretário-chefe da Casa Civil deixou um clima de suspense, ao ser questionado sobre uma possível disputa, em 2024 à Prefeitura de Cuiabá em 2024 dentro de seu grupo político.
“O sucesso na política, como no mundo empresarial é você ter pessoas capacitadas para ocupar cargos de alta relevância. Dentro do nosso grupo há uma aliança selada em 2018 e revalidada agora em 2022. E temos pessoas altamente capacitadas para disputar a Prefeitura de Cuiabá. Eu não tenho essa pretensão, como não tinha nenhuma pretensão ser suplente de senador. Então as coisas são imprevisíveis na nossa vida, pois o futuro a Deus pertence“.
Logo em suas primeiras entrevistas, após a vitória com quase 70% da preferência do eleitor mato-grossense, Mauro Mendes, chegou de citar alguns nomes para a eleição de 2024 na sucessão de Emanuel Pinheiro (MDB), no comando do Palácio Alencastro.
Dentre eles o atual secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho (UB), Gilberto Figueiredo (UB), ex-secretário de Saúde, que não se elegeu, mas ficou com a primeira suplência, Fábio Paulino Garcia (UB), eleito deputado federal e o ex-secretário de Estado de Cultura e deputado estadual eleito Alberto Machado, o Beto Dois a Um (PSB).
O suplente do Senador do Partido Liberal (PL), Wellington Fagundes, prefere se esquivar do tema, ao apontar que existem pessoas capacitadas dentro do grupo que reelegeu Mauro Mendes que podem se articular no momento certo para esta disputa. Ao lembrar que essa construção, contudo, vai começar a ser feita, mas não agora.
“Essa discussão deve ocorrer a partir do segundo semestre do ano que vem. Para saber quem realmente tem essa pretensão. Pois essa pessoa tem que demonstrar vontade de querer ser prefeito de Cuiabá e ter poder de aglutinar e manter este grupo unido, porque você não pode ser candidato do seu umbigo, de si próprio. As candidaturas majoritárias são diferentes das proporcionais“.
O Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, em 2024, não poderá disputar a reeleição, mas deve apresentar um nome para disputar o Palácio Alencastro.
Política
Flávia Moretti desafia crise no PL, mantém filiação e consolida apoio a Pivetta
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (24) que não pretende deixar voluntariamente o Partido Liberal (PL), apesar do conflito com a direção estadual da legenda provocado por seu apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição em Mato Grosso. Durante um ato político da campanha do republicano, a Prefeita da Cidade Industrial declarou que permanecerá filiada ao PL e que somente deixará a sigla caso seja expulsa. A manifestação ocorreu em meio ao avanço de sua aproximação pública com Pivetta.
A posição de Flávia Moretti ocorre após ela contrariar a orientação política de seu próprio partido e declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso. O PL lançou o Senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, o que colocou a prefeita várzea-grandense em uma situação de divergência com a direção estadual da legenda. O episódio ampliou o debate sobre a permanência de lideranças municipais do partido que decidiram apoiar uma candidatura adversária.
Apesar do desgaste partidário, Flávia voltou a demonstrar publicamente sua proximidade com Pivetta durante o evento realizado em Cuiabá. A prefeita participou da mobilização eleitoral e foi registrada dançando ao som do jingle “Bora Pivetar”, gesto que reforçou visualmente seu alinhamento com a campanha do governador. A participação ocorreu mesmo com sua permanência formal no PL e com Wellington Fagundes concorrendo ao Governo pelo mesmo partido.
Questionado sobre a situação partidária da prefeita, Pivetta evitou tratar de um eventual convite para que ela se filie ao Republicanos. O governador destacou a relação administrativa entre o Estado e o Município de Várzea Grande e afirmou, segundo relatos publicados sobre o episódio, que Flávia não precisaria discutir uma eventual mudança partidária neste momento. A declaração deslocou o foco da disputa interna do PL para a parceria entre as duas administrações.
A aproximação entre Flávia e Pivetta também está relacionada a demandas consideradas prioritárias para Várzea Grande. Entre elas está o abastecimento de água, tema que passou a integrar uma atuação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal. A própria prefeita já havia associado seu apoio político ao governador ao auxílio recebido pelo município para enfrentar problemas estruturais, especialmente aqueles relacionados ao fornecimento de água.
A crise entre Flávia e o PL Estadual não começou com o ato desta quinta-feira. Nos dias anteriores, a prefeita havia admitido que recebeu convites de diferentes partidos, inclusive do Republicanos, mas também afirmou que sua eventual saída da legenda ainda estava em avaliação. A mudança de postura apresentada agora indica que, ao menos neste momento, sua intenção é permanecer formalmente no PL, mesmo mantendo o apoio eleitoral a Pivetta.
O conflito ganhou dimensão maior depois que a Direção Estadual do PL anunciou procedimentos internos para analisar a situação de prefeitos que declararam apoio a Pivetta. Flávia está entre os gestores que passaram a integrar o grupo de prefeitos ligados ao PL que apoiam o governador, ao lado de outros administradores municipais que também se afastaram da orientação eleitoral da legenda. A possibilidade de medidas disciplinares passou, desde então, a fazer parte da discussão política.

A situação também evidencia uma divergência entre a orientação partidária e as prioridades defendidas por algumas administrações municipais. Enquanto a direção do PL sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo, prefeitos filiados à legenda têm manifestado apoio a Pivetta, justificando suas escolhas, em diferentes momentos, por questões relacionadas às necessidades de seus municípios. Wellington, por sua vez, afirmou anteriormente não defender a expulsão de prefeitos que optaram por apoiar o adversário.
No caso específico de Várzea Grande, a questão do abastecimento de água ganhou peso na aproximação entre a Prefeitura e o Governo do Estado. A cooperação administrativa passou a ser apresentada como um dos elementos que explicam a posição política de Flávia. Em paralelo, a disputa eleitoral transformou a relação institucional entre Estado e Município em um dos pontos de destaque do embate político que envolve Pivetta, Wellington e diferentes lideranças do PL em Mato Grosso.
Com a declaração desta quinta-feira, Flávia Moretti mantém, portanto, uma posição política definida em favor de Otaviano Pivetta, mas continua oficialmente filiada ao PL. A prefeita não anunciou desfiliação e afirmou que não pretende deixar a legenda por iniciativa própria. O cenário mantém aberta a possibilidade de novos desdobramentos entre a gestora, a direção estadual do partido e o grupo político do governador, enquanto a campanha eleitoral avança em Mato Grosso.
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