Política
Taques anuncia uma nova ponte ligando o Parque Atalaia ao Parque do Lago
O Governo do Estado pretende nos próximos meses investir alto em obras que visam atender a população cuiabana, notadamente de quem reside na região do Coxipó e precisa seguir para Várzea Grande, sendo obrigado a enfrentar um intenso trânsito e distâncias. O governo vai também promover a retomada de obras do Rodoanel e duplicações de importantes rodovias.
Segundo o governador ainda neste ano terá início a construção de uma ponte no Rio Cuiabá entre o Parque Atalaia e o Parque do Lago, com construção de uma avenida que vai passar pelo Parque Cuiabá indo até a Avenida Fernando Correa da Costa. Outra obra confirmada pelo chefe do Executivo Estadual será a construção de uma ponte no bairro Santa Rosa com a Passagem da Conceição, também no Rio Cuiabá. Segundo ele, serão três novas ligações entre Cuiabá e Várzea Grande, ao confirmar que a terceira ponte a ser construída será para finalizar o Rodoanel.
Taques ressaltou o compromisso do governo na infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Para o governador, a proximidade com o Legislativo Municipal deixa o governo mais próximo da população.
Ao lado do governador, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, destacou que o Governo faz grande obras de infraestrutura na cidade, entre elas a execução do trecho urbano da MT-251 entre o trevo da Estrada da Guia até a Fundação Bradesco, que deve ser inaugurada ainda neste ano. O Estado já finaliza também a duplicação da MT-040 que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. A entrega está agendada para setembro desde ano. Antes, a empresa deve fazer as correções necessárias.
Outras duas ações que também estão em andamento são a duplicação do trecho urbano da MT-010 (Estrada da Guia) que deve ser entregue em julho de 2018, por ter uma complexidade menor. No mesmo local, o Governo de Mato Grosso, através da Sinfra executa a trincheira de acesso à MT-010, obra que também deve ser entregue em novembro do próximo ano. Segundo a Sinfra, todas as obras estão com o cronograma em dia e com pagamento dentro do prazo estabelecido.
Um novo projeto que o governador Pedro Taques anunciou é a pavimentação para ligar a rodovia MT-251 (Rodovia Emanuel Pinheiro), passando pela comunidade Coxipó do Ouro e chegando até a Ponte de Ferro, num total de nove quilômetros. "É um grande sonho daquelas comunidades, estamos fazendo os projetos e já temos o dinheiro em conta para a execução da obra", disse o governador.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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