Política
Secretário diz que Várzea Grande vai se tornar um canteiro de obras
A Prefeitura Municipal, por meio da secretaria de Viação, Obras e Urbanismo vai colocar em prática em 2016, o projeto estratégico de urbanização que vai dar a Várzea Grande uma estrutura de cidade moderna e funcional. Mais de R$ 400 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já estão assegurados e serão investidos em obras de esgotamento sanitário, ampliação da rede de abastecimento de água, pavimentação asfáltica, recuperação da malha viária, além da construção de escolas, creches e postos de saúde e conclusão de obras paralisadas há alguns anos e, que serão injetados recursos próprios do município.
“Vamos deixar para traz as marcas de um passado difícil e devolver a Várzea Grande o título de cidade industrial, com amplo desenvolvimento. Nesses sete meses de atuação investimos pesado na aparência da cidade e devolvemos o sorriso da população que estava descrente e descontente com o poder público. Várias ações emergenciais foram realizadas no decorrer do ano para que a cidade pudesse ganhar um novo visual”, destacou o titular da pasta, Luiz Celso de Moraes.
Segundo o secretário, a pavimentação asfáltica foi uma das ações mais executadas neste semestre e todos os bairros foram atendidos. “Utilizamos dez mil toneladas de massa asfáltica e, no primeiro momento, priorizamos as linhas de ônibus, devolvendo aos usuários do transporte coletivo o direito de pegar a condução, próxima a sua residência. Com o pavimento asfáltico recuperado as linhas voltaram a ser utilizadas pelos motoristas de ônibus, para alegria e comodidade dos moradores”.
Luiz Celso disse ainda que parte dos problemas de infraestrutura foram resolvidos neste ano, e que em 2016 a cidade será totalmente reestruturada. O projeto estratégico da prefeitura via PAC, vai beneficiar com obras de infraestrutura, nos próximos meses, os bairros: Nova Era, Ikaray e Frutal de Minas, São João, Ipanema e Alto da Boa Vista, Santa Maria, Primavera e Costa Verde, região de influência sobre 60 bairros, da Avenida Alzira Santana, passando pela Avenida dos Imigrantes, estrada do Capão Grande, Filinto Müller e São Mateus, totalizando 80 quilômetros quadrados (km²).
O PAC Habitação, com obras em execução, traz 270 unidades habitacionais sendo 98 para a região do bairro Ikaray e outras 172 para o bairro São João, fora as parcerias via emenda parlamentar e com órgãos federais que tem a previsão de restaurar e revitalizar as avenidas Ulisses Pompeo de Campos e Júlio Campos, além de ampliar a Avenida Filinto Müller e as MTs que cortam o município. “2016 será um ano que Várzea Grande se transformará em um canteiro de obras não só na infraestrutura, como também abrangendo as áreas da educação e saúde. O ano de 2015 foi um ano de planejamento, já o 2016 de grandes realizações e execuções”, comemorou o secretário.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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