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CANDIDATO PARAQUEDISTA

Tá de brincadeira! Ministro não tem ligação com MT e quer ser candidato

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A exportação no Estado de Mato Grosso vai muito além da soja ou carne. O Estado possui políticos espalhados pelo País afora. A busca pelo poder gera uma onda de “políticos paraquedistas”, que não estabelecem sua base em um local específico, mas vão conforme as possibilidades identificadas. Fato não exclusivo de nosso Estado.

Claro que as mudanças de domicílio eleitoral não ficam restritas a apenas o cenário “interestadual”. A verdade é que a mudança de cidade para cidade é muito mais comum.

Recentemente, já se ventilam nomes de várias figuras políticas, alguns deles como o ministro da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas, que segundo informações, quer ser Senador da Republica pelo Estado de Mato Grosso.

A disputa pela única vaga que Mato Grosso terá no Senado da Republica na Eleição de 2022 promete ser uma das mais acirradas, em um cenário bem diferente do verificado em 2014, quando Wellington Antônio Fagundes, hoje Senador pelo Partido Liberal (PL) foi eleito.

Em 2022, no entanto, além do próprio Wellington Fagundes, teremos outros candidatos com potenciais como: José Antônio Medeiros do Podemos, José Pedro Taques, Neri Geller do Partido Progressista (PP), Janaína Greyce Riva do MDB, e nos últimos dias quem apareceu com vontade de ser pré-candidato pelo Estado de Mato Grosso é o ministro de Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas.

Na verdade, é mais uma tática de levantar boatos para sentir a opinião pública, isso faz parte no governo Bolsonaro (uma das práticas mais recorrentes é sobre ideias em relação às quais não há consenso sequer dentro do governo).

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A candidatura

Tudo é conjectura, já que o cenário pode mudar. A tentativa do ministro é projetar seu nome, entretanto, prestem atenção nos movimentos de Freitas, estas visitas constantes ao estado, os investimentos que o governo federal vem realizando nos últimos meses, o deixa como “noivo”.

Se a pré-candidatura despontar, significa a mesma coisa que a de Zé Pedro Taques que, colocou o nome para ver no que dá.

A candidatura de Tarcísio, vincula a imagem do Agronegócio e automaticamente nos leva a Blairo Borges Maggi, do Partido Progressista (PP).

Vamos então reportar o que o cientista político João Edson disse; o baile esta pronto e o moço começou com frescura, e por isso, podem trazer outro e os políticos daqui perde para o paraquedista”.

Te lembrou alguém?

Então errou. Roberto Campos era cuiabano, tudo bem que chegou as vésperas e foi eleito Senador por Mato Grosso. Mas Tarcísio Freitas não tem ligação nenhuma com o Estado de Mato Grosso.

Faz parte

A política mato-grossense não cansa de inventar aberrações, sendo a mais esdrúxula a figura do político presidiário que transformam numa bancada Centro Custódia de Cuiabá (CCC) em pleno Palácio Paiaguas, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), prefeituras e Câmaras Municipais.

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Infelizmente não existe critérios nem limites no dicionário político atual. Sobra cara de pau e falta óleo de peroba.

E para completar, para o desgosto dos possíveis candidatos ao Senado. Estamos prestes a dar uma contribuição involuntária nesse vasto cardápio de vigarices dos nossos políticos.

Trata-se do paraquedista tradicional aquele candidato de fora da cidade que só aparece em tempo de eleições para serem eleitos a cargos eletivos, sem ter nenhum relacionamento ou compromisso com a nossa gente e que depois de eleito ou não, dá as costas e nunca mais aparece.

Aqui cabe registrar que ninguém é contra a vinda de migrantes e imigrantes para Mato Grosso, estado que tem como maior riqueza cultural justamente, a comunhão de tantos povos. O que se questiona é o quanto zomba da nossa inteligência. Imaginam que ninguém percebe a farsa?

Tudo bem que alguns possam até lhe conceder um título de cidadão honorário, afinal sempre há mais espaço para bajulação.

Entretanto, quem tem o mínimo de discernimento, não pode aceitar esse jogo.

O Blog do Valdemir pergunta: Teremos mais um “paraquedista em Mato Grosso”?

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Política

Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026

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O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.

A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.

O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.

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O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.

Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.

No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT

Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.

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O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.

A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.

Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.

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