RETA FINAL DA CAMPANHA
Em MT: “Paradeiro Político” na campanha; quantos votos para eleger um deputado?
Sabemos que nem sempre é possível acompanhar tudo o que acontece com a política na “QUERIDA”, “LINDA”, e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon ao longo do dia. Às vezes, tudo o que você precisa é do Boteco da Alameda.
E.…, pensando nisso, preparamos para os internautas do Blog do Valdemir, respostas que vem tirando o sono de muitos (as): o “paradeiro político” que chega a irritar na campanha eleitoral 2026 e quantos votos são necessários para conquistar uma vaga para deputado federal ou estadual?
Você vai gostar, porque ficará por dentro do Quociente Eleitoral, confira abaixo às informações.
Paradeiro político
“Este ano está diferente, está tudo mais devagar“.
Essa frase resume o sentimento dos eleitores na Terra de Rondon. Estamos na reta final da campanha eleitoral, mas distantes, longe mesmo de um clima eleitoral.
A disputa não mexe, nem dá sinais de que vai mobilizar muito a população mato-grossense. A Propaganda Eleitoral Gratuita no Rádio e Televisão que tempos atrás era decisiva. Hoje, com as redes sociais “buzinando” na cabeça das pessoas o dia todo praticamente, não se espera audiência para os programas eleitorais.
Mas como estas eleições serão definidas? A se considerar verdadeiras as pesquisas, a disputa para o Palácio Paiaguás, em primeiro turno pelo menos, parece que haverá surpresas, no posicionamento dos dois primeiros colocados embora, é bom destacar nas últimas eleições municipais em Cuiabá, o deputado estadual Zé Botelho, foi quem liderou durante todo o decorrer da eleição todas as pesquisas de primeiro turno, e acabou saindo das urnas. Bom…, quase perdeu para branco, nulos e indecisos.

Entretanto, contudo, todavia, será necessária uma guinada muito forte no comportamento do eleitor para que haja uma mudança no quadro atual.
É bem verdade que há um alto índice de indecisos apontando pelas pesquisas eleitorais, mas…, não se vê, por parte dos candidatos um discurso capaz de reverter este quadro.
As críticas que fazem aos que lideram é as propostas que apresentam, para solucionar problemas que afligem a população, não entusiasmam ninguém.
A verdade é que há um “paradeiro político” que chega a irritar. E nada indica, que a propaganda no Rádio e TV’s vai mudar este quadro.
Não há, o que é muito ruim para Mato Grosso, nem sinal de surgimento de novas lideranças (em 2030, tem três surgindo, líderes com ideias novas, não apenas em votação).
Nota de rodapé: infelizmente, parece, caminhamos para uma eleição de “João ninguém”.
Depende
As eleições de 2026 vão definir novos representantes para o Senado, Câmara dos Deputados e uma das disputadas cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Entretanto, contudo, todavia uma dúvida comum entre os eleitores: quantos parlamentares serão eleitos e quantos votos são necessários para conquistar uma vaga?
A resposta do Boteco da Alameda é: depende do cargo.
Deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional, enquanto para a Casa Alta, só eleitos pelo sistema majoritário.

Quantos votos são necessários para eleger um deputado?
Não existe um número fixo de votos que garanta a eleição de um deputado federal ou estadual. Isso acontece porque essas eleições seguem o sistema proporcional. Por isso, os números de votos necessários variam de acordo do comparecimento de eleitores as urnas.
A disputa proporcional para o cargo eletivo na Câmara dos Deputados é maior. Serão 138 candidatos para oito vagas, média de 17 candidatos por cadeira.
Já para a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT) 267 candidatos concorrerão a 24 vagas, média de 11 por cada vaga.
Então pega a visão: Mato Grosso possui 2,6 milhões eleitores e, a projeção de comparecimento é de 1.970 milhão às urnas no dia 4 de outubro, com base na média das últimas eleições realizadas em Mato Grosso.
Senão vejamos e acompanhamos: em 2020 participaram da votação cerca de 1.617 milhão de eleitores. Já nas eleições gerais de 2022, o número chegou a 1.730 milhão, enquanto nas eleições municipais foram registrados 1.862 milhão de votantes.
Com a expectativa de aumento no comparecimento, o Quociente Eleitoral também deve crescer.
Para a Câmara dos Deputados a projeção é de aproximadamente 250 votos por vaga, enquanto para Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) o índice deve alcançar cerca de 83 mil votos por cadeira.
Nas eleições de 2022, Mato Grosso registrou 1.730.277 votos válidos para Câmara dos Deputados. Como o Estado de Mato Grosso possuí 8 representantes, o Quociente Eleitoral ficou em 216.284 votos. Já para deputado estadual, o índice foi de 72.011 votos.
Se liga leitores: pelo sistema eleitoral brasileiro a eleição de deputados não depende apenas da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho dos Partidos e das Federações Partidárias.
Por isso, um candidato pode receber mais votos que outros concorrentes e, ainda assim, não ser eleitos.
Existe votação mínimo para um candidato a deputado?
Pelas regras eleitorais, para ocupar uma vaga distribuída pelo Quociente Partidário, o candidato precisa ter recebido pelo menos 10% do Quociente Eleitoral.
Nas vagas distribuídas pelas sobras, há duas etapas. Na primeira participam os Partidos e Federações que tenham alcançado pelo menos 80% do Quociente Eleitoral e possuem candidato com votação com votação equivalente a pelo menos 20% desse Quociente Eleitoral.
Se ainda assim restarem cadeiras, elas são distribuídas entre todos os Partidos e Federações que participaram da eleição, sem exigências de votação mínima para o candidato.
Nota de rodapé: não é correto dizer que um candidato precisa simplesmente atingir determinado número de votos para ser eleito deputado.
Quantos votos são necessários para eleger um Senador?
Para senador a lógica é diferente, eleição majoritária. Em 2026, teremos duas vagas em disputa na “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, e serão eleitos os dois candidatos mais votados. Dessa forma, não há quantidade mínima de votos previamente definida.
O candidato precisa ter mais votos que os concorrentes para ficar entre os dois primeiros colocados na Terra de Rondon.

O Boteco vai falar
É melhor que alguns candidatos, dirigentes partidários, cabos eleitorais, não leiam a análise do Boteco da Alameda, que vai jogar pá de cal em muitos sonhos…
No pleito eleitoral de 2026, teremos 17 Partidos e ou Federações lançaram candidatos para a Câmara dos Deputados. Entretanto, contudo, todavia, somente 6 vão conseguir vaga na bancada da Terra de Rondon.
– O PL e a Federação União Progressista (UB/PP) vão garantir duas vagas, sendo uma pela sobra.
– Pelas projeções internas, feitas por líderes partidários e analistas políticos, o PL e a Federação União Progressista tendem a somar pouco mais de 330 mil votos. Com isso garantiriam uma cadeira direta e outra pela média.
– A chapa do Repúblicanos chegaria a 290 mil votos, ficando com uma cadeira. O Podemos, somando 283 mil votos, o PSD (265 mil) e a Federação PT/PV/PCdoB (245 mil).
– Pá de cal nos seguintes partidos: PSDB, Novo, Avante, PSB, PRD/Solidariedade, Democracia, Missão, PDT, DC, Agir e PSOL/Rede, estão concorrendo, mas não irão alcançar o quociente, nem pela média.
Segue o fluxo!
Política
Engrenagens “Proporcionais” e “Majoritárias” definem a ocupação de 1.626 cadeiras Legislativas em 2026
O sistema eleitoral brasileiro se prepara para movimentar a estrutura política do país no pleito de 2026, quando os eleitores escolherão os ocupantes de 1.626 vagas legislativas nas esferas federal, estadual e distrital. A renovação engloba representações na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, nas Assembleias Legislativas dos Estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Esse processo complexo reorganiza as forças partidárias e redefine as bancadas que atuarão na formulação de leis e na fiscalização do Poder Executivo ao longo dos próximos anos.
A disputa abrange a totalidade das vagas para a Câmara dos Deputados e para as casas legislativas regionais, além da renovação de dois terços do Senado Federal. No plano federal, 513 parlamentares buscarão um mandato de quatro anos, enquanto nas instâncias estaduais e distrital estarão em jogo 1.035 vagas para deputados estaduais e 24 para deputados distritais, perfazendo 1.059 cadeiras regionais. Concomitantemente, a eleição senatorial definirá 54 novos representantes, garantindo a renovação de duas das três vagas pertencentes a cada unidade da Federação.
O processo de votação e apuração ocorrerá em todo o território nacional durante o pleito geral agendado para o ano de 2026. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal participarão simultaneamente da escolha de seus representantes federais e locais. Os eleitores comparecerão às urnas para depositar seus votos em uma única jornada eleitoral, definindo as lideranças que assumirão seus respectivos cargos no início da legislatura subsequente.

A motivação central dessa mobilização institucional cumpre a determinação constitucional de alternância periódica do “PODER” e de renovação representativa. A eleição legislativa permite que a sociedade atualize a composição das Casas de Leis de acordo com as correntes de pensamento e os anseios políticos contemporâneos. A distribuição de mandatos reflete diretamente as mudanças na preferência do eleitorado, moldando as maiorias e minorias parlamentares necessárias para a governabilidade.
O preenchimento dessas vagas não obedece a um critério único de votação, visto que a legislação eleitoral brasileira adota simultaneamente dois modelos distintos: o proporcional e o majoritário.
Enquanto os senadores são eleitos por votação majoritária simples na qual vencem os candidatos mais votados em cada estado, os deputados federais, estaduais e distritais dependem do sistema proporcional. Essa dualidade exige estratégias partidárias bem estruturadas para a captação de votos em diferentes frentes.
No sistema proporcional aplicável aos deputados, não é possível prever uma quantidade exata de votos necessários para assegurar uma cadeira antes da apuração final. O cálculo depende primordialmente do quociente eleitoral, obtido pela divisão do total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na circunscrição. Em seguida, estabelece-se o quociente partidário, que distribui as vagas entre os partidos e as federações com base no somatório das votações nominais de seus candidatos e dos votos de legenda.

Pouca renovação em MT
Os impactos das regras eleitorais refletem-se intensamente nas articulações locais, como se observa nas projeções para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). O presidente da Casa de Leis mato-grossense e dirigente regional do Podemos, deputado estadual pelo Podemos, Max Russi, projeta uma taxa de renovação parlamentar entre 5 e 10 cadeiras na próxima Legislatura. A estimativa cautelosa busca equilibrar as expectativas dos atuais mandatários que tentarão a reeleição e dos novos postulantes ao cargo.
O dinamismo das campanhas antecipadas demonstra que as lideranças políticas já atuam nos bastidores para consolidar bases de apoio com vistas ao pleito. Nos bastidores políticos estaduais, observadores apontam que as articulações conduzidas por dirigentes como Max Russi visam não apenas à manutenção da vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense, mas também à construção de governabilidade futura e à permanência no comando do Poder Legislativo regional após a consolidação das urnas.
A indefinição sobre o número exato de votos necessários para a eleição proporcional impõe às legendas a necessidade de formar chapas competitivas e coesas. Como a soma dos votos de todos os candidatos do partido determina o número total de cadeiras obtidas pela agremiação, o desempenho individual de cada concorrente contribui diretamente para o sucesso coletivo da legenda ou da Federação Partidária, impedindo garantias prévias de vitória.
Diante desse cenário complexo, as eleições de 2026 reafirmam o papel central das regras matemáticas e regimentais na consolidação da democracia brasileira. A combinação entre a escolha direta de senadores e o cálculo proporcional para deputados garante uma representação heterogênea nas Casas Legislativas, refletindo as dinâmicas locais e nacionais que conduzirão os rumos políticos, econômicos e sociais do país pelos anos seguintes.
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