Política
Sindicato critica Governo Taques por não abrir canal de negociação com grevistas
O governo Pedro Taques (PSDB) continua enfrentando sérios problemas com os servidores públicos que com a PEC do Teto dos Gastos poderá ficar um bom tempo sem aumentos salariais. O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig) emitiu nota pública nessa terça-feira onde condena a intransigência do Governo do Estado em negociar com os servidores da categoria, em greve desde a última quarta-feira. Com isso, fornecedores deixaram de ser pagos e a folha salarial correu risco de não ser integralizada e paga.
Na nota, os servidores condenam a elaboração de dois decretos pelo Executivo estadual e que impedem as negociações com 3 categorias, incluindo o Sinpaig. Eles reivindicam a reposição das perdas salariais e criticam a correção salarial para apenas algumas carreiras do funcionalismo público estadual, a exemplo dos servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), procuradores, auditores e peritos criminais do Estado. “Porquê somente para a área meio o governo não cumpre a lei?”, questiona o presidente do Sinpaig, Edmundo César Cícero Leite.
CONFIRA A NOTA PÚBLICA DO SINPAIG-MT SOBRE A GREVE DA CATEGORIA
Diante da radicalização do Governo do Estado, ao anunciar sem diálogo, a elaboração de dois decretos que, na prática, impedem a continuidade das negociações com os servidores de 03 categorias, entre as quais nos incluímos, o Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo/SINPAIG-MT, vêm a público esclarecer alguns fatos.
Sempre demonstramos a boa-fé negocial. Sempre combatemos os discursos econômicos de crise com dados e, fatos técnicos irrefutáveis. Nunca o SINPAIG induziu a categoria para um enfrentamento radical e desrespeitoso. Sempre esteve a postos e procurando o diálogo institucional. Afinal, é uma entidade representativa de uma parte, a negociar com representantes de um todo da sociedade. Há de haver respeito mútuo!
Nossas pautas não são apenas salariais. E as que são, vêm de longe, não começaram a ser discutidas neste governo. Foram paulatinamente sendo atendidas, porquanto nossa luta, na busca de corrigir distorções salariais históricas. E o que buscamos neste caso, é não permitir um distanciamento salarial ainda maior por conta desta estagnação, com algumas carreiras, cujas atividades, sequer têm a mesma relevância e complexidade técnicas que as da nossa categoria.
Tal fato prejudica a continuidade dos serviços públicos, ferindo um Princípio Constitucional, pois excelentes Economistas, Advogados, Administradores, Contadores entre outros perfis profissionais, com larga experiência, acabam deixando os cargos, por outros, melhor remunerados. Além do quê, cerca de 70% ou mais de nossos técnicos de nível médio, possuem curso superior, e os mais jovens, acabarão deixando a carreira. Quem PERDE com isso é o ESTADO e toda sociedade.
Não estamos lutando por nada intangível, muito menos imoral. Nada que não fora concedido a outras categorias e nos é garantido POR LEI, tal qual a eles. A “quebra do interstício” não é privilégio. Foi conquistado por aqueles que fizeram cursos, especializações, Mestrados e Doutorados, gastando seu dinheiro antes do que era exigido por lei, para se qualificarem e melhor prestarem serviços a sociedade. Milhares de reais foram gastos, pois o governo não garante a qualificação continuada dos servidores da Área Meio. Luta que travamos para RECONHECER o esforço intelectual destes PROFISSIONAIS, altamente qualificados e, garantir a permanência dos mesmos. É DEVER DO ESTADO!
A sociedade precisa saber, que tal direito foi concedido aos servidores da Sema, dos Gestores Governamentais dos Fiscais e Agentes de Tributos, dos Procuradores do Estado, dos Auditores, dos Peritos Criminais entre outras, e por que SOMENTE PARA A ÁREA MEIO o Governo NÃO CUMPRE A LEI? Onde está a promessa de VALORIZAÇÃO de antes da campanha?
Nesta semana estivemos por 03 dias, 72 horas em greve, ordeiramente, no saguão da SEFAZ. Mais de 400 Servidores paralisaram as atividades. Fornecedores deixaram de ser pagos. Planejamentos estratégicos foram interrompidos. Estudos econômicos e pareceres deixaram de ser confeccionados. A folha de pagamento de 99% do Executivo correu risco de não ser integralizada e paga, pois são sistemas altamente complexos que não é qualquer um quem manuseia.
Nossa responsabilidade com os demais servidores do estado e com o comércio, que têm nos nossos salários, importante fonte de recursos e, por nossa responsabilidade técnica, orientamos tais servidores deste setor a cumprir seu mister de servir, de ser Área meio, pela qual os fins se atinge. Sempre orientamos a manutenção dos 30% exigidos em lei, como comprovam nossos ofícios ao estado. Responsabilidade e nossa marca!
GREVE por tempo indeterminado foi deliberada na última quarta-feira. O governo precisa cumprir sua promessa e NEGOCIAR. Não aceitaremos sermos postos como vilões, quando buscamos o cumprimento de uma lei, além de justiça salarial. Somos responsáveis pela LDO, LOA, PTA, PPA etc. Somos responsáveis pela Contabilidade Pública e pelo Tesouro Estadual. Responsáveis pelo repasse para os Municípios e, aos demais poderes, entre outras importantes atribuições.
Sabemos os números. Conhecemos os dados financeiros do estado. E sabemos o que é ou, não é possível neste momento. A crise só existe no discurso, e a que há, foi provocada pela farra fiscal que permeia o agronegócio e um pequeno clube de privilegiados fiscais, bem como a benevolência com os privilégios dos demais poderes.
A área Meio do Poder Executivo continuará com sua costumeira UNIÃO em torno dos seus ideais e objetivos. A Greve continua!
Cuiabá, 05 de novembro de 2017
A DIREÇÃO
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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