PAPEL ATIVO NA ESTRUTURA DO GOVERNO
Simona é eleita vice-governadora e assume papel estratégico na transição para o Governo Pivetta
A deputada federal Gisela Simona (UB) foi eleita vice-governadora de Mato Grosso ao lado de Otaviano Pivetta (Republicanos), consolidando uma das principais composições políticas do Estado nas eleições de 2026. A vitória foi confirmada ainda no primeiro turno, quando a chapa alcançou mais de 1,1 milhão de votos, o equivalente a 60,77% dos votos válidos, assegurando o comando do Palácio Paiaguás para o período que se iniciará em janeiro de 2027.
A definição da candidatura de Gisela ocorreu em agosto de 2026, em meio a uma mudança inesperada no cenário eleitoral. O convite para integrar a chapa foi feito diretamente por Otaviano Pivetta após a desistência do então pré-candidato Fábio Garcia da disputa majoritária. Segundo a própria vice-governadora eleita, a escolha foi resultado de uma decisão pessoal do futuro governador, sem a interferência ou articulação de lideranças políticas externas.
A substituição ocorreu em um momento decisivo da campanha. Fábio Garcia optou por recuar de sua candidatura ao Executivo Estadual para concentrar esforços na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Com a mudança, abriu-se espaço para que Gisela Simona assumisse a posição de candidata à vice-governadora, fortalecendo a composição política da coligação.
A escolha de Gisela também agregou importantes elementos de representatividade à chapa vencedora. Mulher negra e com forte atuação política na Baixada Cuiabana, ela passou a simbolizar a ampliação da participação feminina nos espaços de poder em Mato Grosso.
Sua presença foi considerada estratégica para dialogar com diferentes segmentos da sociedade e ampliar o alcance eleitoral da candidatura liderada por Pivetta.

O resultado das urnas demonstrou a ampla aprovação do eleitorado ao projeto apresentado pela dupla. A vitória expressiva em primeiro turno eliminou a necessidade de uma segunda etapa da disputa estadual e consolidou a confiança dos mato-grossenses na proposta de continuidade administrativa associada a novas diretrizes de gestão para os próximos quatro anos.
A partir de janeiro de 2027, Gisela Simona deverá exercer um papel ativo na estrutura de governo. A vice-governadora eleita já sinalizou que pretende contribuir diretamente para a governança estratégica da administração estadual, com especial atenção às demandas dos servidores públicos e às políticas voltadas para as mulheres, áreas que considera prioritárias para o desenvolvimento social e institucional do Estado.
Entretanto, a definição exata de suas atribuições ainda será construída durante o processo de transição governamental. De acordo com Gisela, uma comissão específica será instalada após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais para realizar um diagnóstico detalhado da situação administrativa, financeira e operacional do Estado, permitindo a identificação das áreas que exigirão maior atenção da futura gestão.
Segundo a vice-governadora eleita, o objetivo da transição será compreender não apenas os programas e projetos que apresentam bons resultados, mas também os desafios e gargalos existentes em cada secretaria. Com base nesse levantamento técnico, serão definidas as funções que cada integrante do novo governo exercerá, incluindo a possibilidade de ela vir a comandar alguma pasta estratégica, caso a necessidade seja identificada.

A trajetória que levou Gisela à disputa ganhou novos contornos após os desdobramentos políticos envolvendo Fábio Garcia. Diante das dificuldades enfrentadas pelo parlamentar em razão de investigações conduzidas pela Polícia Federal e de medidas cautelares que impactaram sua atuação política, Otaviano Pivetta optou por convocar Gisela Simona para compor a chapa, atendendo ainda à expectativa de setores políticos que defendiam a presença de uma mulher na vice-governadoria.
Ao projetar sua atuação para os próximos anos, Gisela Simona tem destacado o compromisso com uma relação de parceria institucional e cooperação administrativa com Otaviano Pivetta. Inspirando-se na atuação discreta, porém estratégica, desempenhada pelo próprio Pivetta durante os sete anos e meio em que foi vice-governador na gestão de Mauro Mendes, ela afirma que pretende contribuir para a estabilidade e a eficiência da futura administração, priorizando resultados para a população mato-grossense acima de interesses pessoais ou disputas por cargos.
Política
Pivetta escolhe Mancioli para a Casa Civil e inicia formação do núcleo estratégico do novo governo
A definição dos primeiros integrantes do alto escalão costuma revelar as prioridades de uma administração. Nesse contexto, o governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou a nomeação de Eduardo Mancioli para comandar a Casa Civil, uma das estruturas mais estratégicas do Poder Executivo estadual. A decisão marca o primeiro nome oficialmente confirmado para o secretariado do novo mandato e sinaliza os rumos políticos e administrativos da futura gestão.
A escolha foi formalizada após as eleições de 2026, período em que o governador iniciou a composição de sua equipe para os próximos anos de governo. Eduardo Mancioli, que atualmente exerce a função de chefe de gabinete, torna-se o primeiro integrante do escalão superior a ser confirmado por Pivetta, consolidando um movimento de continuidade dentro da estrutura administrativa estadual.
O anúncio ocorre em Mato Grosso, estado onde a Casa Civil desempenha papel central na coordenação das ações governamentais. A pasta atua como principal elo entre o governador, os secretários estaduais, a Assembleia Legislativa, órgãos de controle e os demais Poderes, concentrando parte significativa da articulação institucional do Executivo.
A nomeação foi definida diretamente pelo governador Otaviano Pivetta, que optou por um dos colaboradores mais próximos de sua estrutura administrativa. Ao confiar a função a Mancioli, o chefe do Executivo reafirma a estratégia de manter em posição-chave um profissional com amplo conhecimento da rotina governamental e das demandas do Palácio Paiaguás.
A escolha tem como principal fundamento a relação de confiança construída ao longo dos anos entre o governador e seu futuro secretário. Além da proximidade política e administrativa, Mancioli acumulou experiências que o credenciam para o cargo, reunindo conhecimento técnico, capacidade de gestão e histórico de articulação institucional.
A Casa Civil é considerada decisiva para o funcionamento do governo porque coordena a execução das prioridades administrativas, acompanha projetos estratégicos e promove a interlocução entre diferentes áreas da administração pública. Nesse cenário, a capacidade de articulação do secretário torna-se elemento fundamental para garantir alinhamento entre as ações do Executivo e os objetivos definidos pelo governador.
Eduardo Mancioli construiu sua trajetória profissional em diferentes esferas da administração pública. No município de Barra do Garças, ocupou cargos como secretário de Fazenda, chefe de Gabinete, secretário de Planejamento e secretário de Pesca e Aquicultura. Também atuou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2018 e 2019 e exerceu a função de Coordenador Estadual de Cultura, ampliando sua experiência em gestão pública.
No âmbito do Poder Legislativo Estadual, Mancioli desempenhou funções relevantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Foi coordenador da Escola do Legislativo em 2019, superintendente da instituição em 2023 e secretário de Escola e Memória do Legislativo em 2025. Essas experiências contribuíram para o desenvolvimento de competências relacionadas à administração, ao relacionamento institucional e ao conhecimento dos processos legislativos.
Sua atuação partidária também reforçou o perfil de articulador político. No Republicanos, exerceu o cargo de secretário-geral estadual entre 2017 e 2021 e, posteriormente, assumiu a tesouraria da legenda em Mato Grosso, função que ocupou até abril de 2026. Além disso, presidiu o partido em Barra do Garças por mais de uma década, consolidando amplo relacionamento com lideranças políticas e partidárias em diferentes regiões do estado.
A expectativa do governo é que a experiência administrativa, a trajetória política e a confiança construída ao longo dos anos contribuam para fortalecer a coordenação interna do Executivo durante o novo mandato. Com a nomeação de Eduardo Mancioli para a Casa Civil, Otaviano Pivetta dá o primeiro passo na montagem de sua equipe de governo e sinaliza a intenção de priorizar continuidade, eficiência administrativa e fortalecimento das relações institucionais nos próximos anos.
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