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DETERMINA REVISÃO SOBRE FORMAÇÃO DE PREÇOS

TCE/MT mantém suspensão de licitação de R$ 31,9 milhões em Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande mantém suspenso o Pregão Eletrônico nº 39/2026, estimado em R$ 31,9 milhões anuais, destinado à contratação de serviços de limpeza urbana. A medida ganhou novo desdobramento após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), por meio do Julgamento Singular nº 1071/AJ/2026, admitir duas representações que apontam possíveis irregularidades na elaboração do edital e na formação dos preços utilizados como base para a futura contratação.

A decisão foi publicada no Diário Oficial de Contas nesta terça-feira (13) e teve como relator um membro da Corte de Contas responsável pela análise preliminar do caso. Embora as representações tenham sido admitidas para tramitação, o pedido de medida liminar que buscava a suspensão compulsória do certame foi indeferido, uma vez que a própria administração municipal já havia determinado administrativamente a interrupção do procedimento licitatório.

O processo envolve diretamente a Prefeitura de Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti (PL), o vereador Wender Madureira (Republicanos), a empresa Eletroconstro Prestação e Terceirização de Serviços Ltda., e a empresa Ramac Empreendimentos Ltda. As manifestações apresentadas pelas partes integram a fase inicial de apuração realizada pelo órgão de controle externo.

O principal questionamento refere-se à utilização de valores constantes no Contrato Emergencial nº 005/2026, firmado sem licitação com a Ramac Empreendimentos Ltda., como uma das referências para o cálculo do orçamento estimado da nova concorrência pública. Os representantes sustentam que essa metodologia poderia ter influenciado a composição dos preços previstos no edital.

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Segundo os documentos protocolados junto ao Tribunal de Contas, a preocupação decorre do fato de que o contrato emergencial utilizado como parâmetro já é objeto de fiscalização no Processo nº 208.934-3/2025. Em decisão anterior, identificada como Decisão Singular nº 798/AJ/2026, foram apontados indícios de sobrepreço de 66,25%, circunstância que motivou novos questionamentos sobre a utilização desses valores como base referencial.

As representações também destacam possíveis inconsistências técnicas no termo de referência da licitação. Entre os pontos levantados está a contratação da equipe volante de limpeza, estimada em aproximadamente R$ 13,6 milhões, correspondente a 42,62% do valor global do certame. Os denunciantes argumentam que houve alteração na unidade de medição dos serviços para cobrança por metro quadrado sem a demonstração detalhada dos critérios de produtividade adotados.

Outro aspecto contestado envolve os serviços fitossanitários previstos no edital. De acordo com os autores das representações, parte dos preços foi calculada com base em cotações obtidas em outros estados, sem a apresentação de histórico regional ou justificativas técnicas suficientes para comprovar a compatibilidade dos valores com a realidade local do mercado.

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Em sua defesa, a administração municipal sustentou a regularidade do procedimento e afirmou que o contrato emergencial da Ramac não constituiu a única fonte de referência para a composição orçamentária. Conforme a manifestação apresentada ao tribunal, a estimativa de custos foi construída com base em consultas ao mercado, pesquisas públicas e memórias de cálculo elaboradas pela própria administração, além da previsão de que os pagamentos ocorreriam conforme a efetiva execução dos serviços.

Ao analisar o pedido de urgência, o relator concluiu que não havia risco imediato capaz de justificar nova determinação cautelar, justamente porque a licitação já se encontrava suspensa por iniciativa do município. O Tribunal de Contas, contudo, recomendou que a Prefeitura de Várzea Grande utilize o poder de autotutela administrativa para revisar os pontos controvertidos e promover eventuais correções que se mostrem necessárias.

Com a decisão, a licitação permanece suspensa enquanto são reavaliados o termo de referência e os documentos preparatórios da contratação. O TCE/MT determinou ainda que qualquer retomada do procedimento seja imediatamente comunicada à Corte de Contas, acompanhada da comprovação das alterações realizadas. A admissão das representações permite o aprofundamento da análise técnica dos fatos, mas não representa, por si só, a confirmação definitiva das irregularidades apontadas, que ainda serão objeto de apreciação durante a instrução processual.

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Política

Pivetta escolhe Mancioli para a Casa Civil e inicia formação do núcleo estratégico do novo governo

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A definição dos primeiros integrantes do alto escalão costuma revelar as prioridades de uma administração. Nesse contexto, o governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou a nomeação de Eduardo Mancioli para comandar a Casa Civil, uma das estruturas mais estratégicas do Poder Executivo estadual. A decisão marca o primeiro nome oficialmente confirmado para o secretariado do novo mandato e sinaliza os rumos políticos e administrativos da futura gestão.

A escolha foi formalizada após as eleições de 2026, período em que o governador iniciou a composição de sua equipe para os próximos anos de governo. Eduardo Mancioli, que atualmente exerce a função de chefe de gabinete, torna-se o primeiro integrante do escalão superior a ser confirmado por Pivetta, consolidando um movimento de continuidade dentro da estrutura administrativa estadual.

O anúncio ocorre em Mato Grosso, estado onde a Casa Civil desempenha papel central na coordenação das ações governamentais. A pasta atua como principal elo entre o governador, os secretários estaduais, a Assembleia Legislativa, órgãos de controle e os demais Poderes, concentrando parte significativa da articulação institucional do Executivo.

A nomeação foi definida diretamente pelo governador Otaviano Pivetta, que optou por um dos colaboradores mais próximos de sua estrutura administrativa. Ao confiar a função a Mancioli, o chefe do Executivo reafirma a estratégia de manter em posição-chave um profissional com amplo conhecimento da rotina governamental e das demandas do Palácio Paiaguás.

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A escolha tem como principal fundamento a relação de confiança construída ao longo dos anos entre o governador e seu futuro secretário. Além da proximidade política e administrativa, Mancioli acumulou experiências que o credenciam para o cargo, reunindo conhecimento técnico, capacidade de gestão e histórico de articulação institucional.

A Casa Civil é considerada decisiva para o funcionamento do governo porque coordena a execução das prioridades administrativas, acompanha projetos estratégicos e promove a interlocução entre diferentes áreas da administração pública. Nesse cenário, a capacidade de articulação do secretário torna-se elemento fundamental para garantir alinhamento entre as ações do Executivo e os objetivos definidos pelo governador.

Eduardo Mancioli construiu sua trajetória profissional em diferentes esferas da administração pública. No município de Barra do Garças, ocupou cargos como secretário de Fazenda, chefe de Gabinete, secretário de Planejamento e secretário de Pesca e Aquicultura. Também atuou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados entre 2018 e 2019 e exerceu a função de Coordenador Estadual de Cultura, ampliando sua experiência em gestão pública.

No âmbito do Poder Legislativo Estadual, Mancioli desempenhou funções relevantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Foi coordenador da Escola do Legislativo em 2019, superintendente da instituição em 2023 e secretário de Escola e Memória do Legislativo em 2025. Essas experiências contribuíram para o desenvolvimento de competências relacionadas à administração, ao relacionamento institucional e ao conhecimento dos processos legislativos.

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Sua atuação partidária também reforçou o perfil de articulador político. No Republicanos, exerceu o cargo de secretário-geral estadual entre 2017 e 2021 e, posteriormente, assumiu a tesouraria da legenda em Mato Grosso, função que ocupou até abril de 2026. Além disso, presidiu o partido em Barra do Garças por mais de uma década, consolidando amplo relacionamento com lideranças políticas e partidárias em diferentes regiões do estado.

A expectativa do governo é que a experiência administrativa, a trajetória política e a confiança construída ao longo dos anos contribuam para fortalecer a coordenação interna do Executivo durante o novo mandato. Com a nomeação de Eduardo Mancioli para a Casa Civil, Otaviano Pivetta dá o primeiro passo na montagem de sua equipe de governo e sinaliza a intenção de priorizar continuidade, eficiência administrativa e fortalecimento das relações institucionais nos próximos anos.

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