Política
Sem estrutura, PT do B abandona Alan da Top Gás e declara apoio a Lucimar
William Cardoso (PSDB) desistiu da candidatura à prefeitura de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Segundo Cardoso, alegou motivações de foro íntimo, sem apoio politico e ajuda financeira. E em seu lugar ficou o empresário Alan Rener (PV). Willian chegou ate de anunciar que teve uma grande pressão para que ele viesse a desistir de sua candidatura.
A chapa ficou com os mesmos moldes, o vice continua sendo o vereador Fábio Saad (PTC). O empresário no ramo de Gás em Várzea Grande teve o seu nome aprovado pelos dirigentes da coligação formada pelos partidos PSDB, PTC, Rede, PSDC, PV, PROS, PT, Solidariedade, PMN, PT do B e PRB.
Só que mais uma baixa aconteceu neste final de semana em Várzea Grande onde tudo pode acontecer e sempre acontece, O Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) acabou anunciando apoio a atual prefeita do Município, Lucimar Campos do partido dos Democratas.
O motivo da saída da coligação “Várzea Grande de Todos Nós” teria sido a falta de estrutura do partido cabeça de chapa para os candidatos a vereador do PT do B, que disputarão à reeleição no município, o vereador Claído Celestino, (Ferrinho), Leonardo Mayer e Gidenor Gonçalves, conhecido como “gordo do goiano”. Já a vereadora Sumaia Leite, desistiu de sua candidatura a reeleição, mas já tinha feito um comunicado que o seu apoio seria para a candidata a reeleição Lucimar Campos.
O empresário Alan da Top Gás, assim como o seu vice na chapa majoritária o vereador Fábio Saad do PTC ,estiveram reunidos com o PT do B na ultima sexta feira em Várzea Grande, quando foram procurar o partido do PV, a noticia caiu como uma bomba para eles. E segundo Sidinei Magalhâes, presidente do PT do B municipal, a conversa foi curta e grossa, “nós não temos estrutura de campanha e nem ajuda financeira para ninguém”. Foi o que ouviu do candidato a majoritária Alan da Top Gás.
Logo após ouvirem a resposta de um “não” da coligação “Várzea Grande de Todos Nós”, os vereadores do PT do B procuraram à prefeita Lucimar Campos (DEM), para comunicar o acontecido, e com isso também acabaram declarando apoio a Democrata.
A coligação da candidata Lucimar Campos, registrada como “Pra Avançar e Melhorar” é composta por um arco de treze partidos (PP, PTB, PMDB, PR, PPS, DEM, PRTB, PHS, PSB, PRP, PSD, PC do B, PTN), e com a vinda do PT do B em apoio, já soma hoje 14 partidos coligados.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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