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CRISE NA SAÚDE DE CUIABÁ

Saúde em Cuiabá em crise: secretária entrega o cargo, medicamentos sumiram e Covid-19 aumentou

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Em 28 de dezembro de 2018, o atual Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), entregou o Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto Socorro Dr. Leony Palma de Carvalho.

Foi a partir desta data, que a nossa gente recebeu o que tanto esperava: mais humanização da Saúde Pública, para pacientes de Cuiabá e de municípios do interior do Estado de Mato Grosso, por aqui todos são acolhidos“, pontuou o menino da Rua Joaquim Murtinho em seu artigo publicado nesta quarta-feira (28), nas suas redes sociais.

Pois muito bem Nenel, palmas para você, muito bom artigo, parabéns! Além de útil, esclarecendo os trabalhos, o texto é espontâneo, muito agradável de ler.

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, gostou muito e até pontuou algo que também merece um artigo do senhor prefeito: falta de medicamento nas UPAs, motivo que leva a mudança de secretariado na área de Saúde constantemente, dia 31 de dezembro, já teremos o sétimo secretário e a nova onda do Coronavírus que chegou.

Seriam ótimos artigos, não acha Nenel? Afinal o que esperamos de um bom prefeito e amigo do povo? Espera-se em primeiro lugar fidelidade ao seu povo.

Essa fidelidade se expressa principalmente no cumprimento do programa de governo, obras e ações com que ele se comprometeu para Cuiabá durante a sua campanha, ou ao menos no cumprimento do programa de ação que explicitou no artigo “Materialização de um sonho”, publicado também no Blog do Valdemir.

Além disso, equilíbrio no enfrentamento de conflitos e crises, capacidade de decisão no tempo certo, paciência e disponibilidade para ouvir a população.

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Vamos parando por aqui e focamos os fatos que vem acontecendo na Saúde de Cuiabá: Ações Judiciais, a transparência da Administração Pública, as Operações Policiais, um desastre a Saúde Pública na Capital.

Nenel abre o seu coração

O grupo político do Boteco da Alameda não está entendo o que se passa com o menino da Rua Joaquim Murtinho. Quem está te pressionando meu amigo, diz aí para a quebrada do Boteco da Alameda. As denúncias são equivocadas e visa tumultuar a Saúde em Cuiabá? Estão tentando macular a sua administração que serve como referência em Saúde para toda região Centro Oeste?

Ou está um caos realmente e você não quer dar discurso para a turma do Mauro Mendes? Vem falar que o meu amiguinho, o menino da Rua Joaquim Murtinho está somente no discurso, não acredito. E o dinheiro que entraram no caixa da prefeitura? Já sei, governo federal, o Mauro Mendes, nem os munícipes, não compareceram no caixa. Tá difícil!

Medicamentos em falta

Por favor Nenel, há falta de medicamentos na rede básica de saúde, remédios para tratamento de hipertensão e diabetes. Na realidade está faltando tudo nas Unidades de Saúde, e o pior, a secretaria de Saúde da capital, Suelem Alliend, não aguentou a pressão e entregou o cargo ao prefeito cuiabano Nenel Pinheiro.

Suelem Alliend fica no cargo até hoje, quinta-feira, amanhã (31) assume o sétimo secretário na gestão de Nenel. Eitaaaa…, pasta difícil de administrar.

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Covid-19

Nenel, há exatos 43 dias, a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, emitiu alerta sobre aumento de casos de Covid-19, e aí prefeito, até quando ficará no monitoramento? O caso avança em Cuiabá, e ficará só no discurso?

Por acaso o nobre menino da Rua Joaquim Murtinho recebeu uma notificação por parte da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MT), para abrir leitos hospitalares para tratamento da Covid-19? E aí Nenel? Não acredito que vocês até o momento não abriram nenhum leito de UTI Covid-19. O que? Só cinco leitos de UTIs pediátricos está em funcionamento em Cuiabá? Tá brincando com coisa séria Nenel, cuidado com mais um processo.

Cuiabá números de casos confirmados: 147.734; em monitoramento 407; óbitos 3.727. Isso significa que, a taxa de letalidade da doença em Cuiabá é de 2,5%.

Nota da redação

Não vamos tampar o sol com a peneira. Aceite, as críticas pontuais em seu governo. Isso acontece, devido o que falta na ponta. O nobre alcaide cuiabano esqueceu do atendimento básico. Saiba que o seu esquecimento com a Saúde na ponta acarreta no município de Várzea Grande. Não é politicagem, é a realidade.

Nenel, cabe aos municípios a responsabilidade de abertura de leitos hospitalares, ou você tá pensando que Cuiabá tem somente responsabilidade de brigar pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)? Tá terrível a Saúde em Cuiabá Nenel!

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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