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AMOSTRAGEM DO IBOPE

Nova pesquisa IBOPE para Prefeito em Cuiabá muda cenário

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O Brasil entra nesta semana na reta final das eleições municipais, com o primeiro turno ocorrendo no domingo, 15 de novembro. Em meio à pandemia, serão escolhidos prefeitos e vereadores dos 5.570 municípios brasileiros.

Nesta quinta-feira (12), foi divulgada uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), e aponta empate técnico entre o vereador Abílio Júnior da Coligação “Cuiabá para Pessoas” do Podemos, que aparece em primeiro com 27% das intenções de votos, e o gestor emedebista que também tem a maior coligação da capital, com a chapa “A Mudança Merece Continuar” (MDB, PV, PP, PSDB, PSB, PL, PTC, PCdoB, PMB, PTB, SD e Republicanos), o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), em segundo lugar com 26%.

Pela margem de erro, que é 4 pontos percentuais para mais ou para menos, tudo indica que o segundo turno devera acontecer entre o candidato do MDB, Emanuel Pinheiro e Abílio Junior.

Na terceira posição aparece a advogada Gisela Simona Viana da Coligação “Mãos limpas e unidas por Cuiabá do PROS, que chegou aos 13%, ultrapassando o ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França Auad da Coligação “Todos por Cuiabá, que caiu para 12 pontos na preferência dos entrevistados.

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Julier Sebastião do Partido dos Trabalhadores (PT), da Coligação denominada “Quem defende você é o PT, obteve 4% e Aécio Rodrigues (PSL) 1%. Já Gilberto Lopes (Psol) e Paulo Henrique Grando não pontuaram.

Os brancos e nulos somam 8% e quem não respondeu ou não souberam responder 9%.

O Ibope também simulou como seria o turno entre os dois primeiros colocados. No confronto entre Abílio e Emanuel, o vereador sairia vencendo com 45% da intenção de votos. Emanuel chegaria a 37%. Brancos e nulos 11% e 7% não responderam.

Rejeição

O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) também fez um levantamento de rejeição dos oito candidatos. Os entrevistados puderam apontar mais de um candidato.

Veja abaixo:

Emanuel Pinheiro (MDB): 36%
Roberto França (Patritoa): 20%
Abilio Junior (Podemos): 16%
Julier Sebastião (PT): 12%
Gisela Simona (Pros): 6%
Aécio Rodrigues (PSL): 5%
Gilberto Lopes (Psol): 5%
Paulo Henrique Grando (Novo): 5%
Votariam em todos: 4%
Não sabe/ não respondeu: 13

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A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de novembro, sendo ouvidos 602 eleitores da capital. O nível de confiança utilizado é de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral com o número MT-05359/2020.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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