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Política

Roseli Barbosa é indiciada pelo MPE em quatro processos e pode ir para a cadeia

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A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Roseli Barbosa corre sério risco de ter o mesmo destino que seu marido, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB): a cadeia. É que contra ela foram protocolados quatro processos pelo Ministério Público Estadual (MPE) junto ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ). Os processos foram distribuídos na Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá. Dois estão sob responsabilidade do juiz Luís Aparecido Bortolucci e outros dois com a juíza Célia Regina Vidotti.

roseli 300Além de Roseli, outras 25 pessoas físicas e 12 empresas são réus nas quatro ações. Contudo, os fatos que fundamentam os processos ainda não foram divulgados.

Segundo o blogdovaldemir apurou junto ao Ministério Público, com acesso a vários documentos, os processos são referentes a investigações do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que encontrou indícios de desvios dos cofres públicos da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) durante a gestão de Roseli Barbosa, entre 2012 e 2013.

Em uma das ações, o MPE pede a condenação da ex-primeira-dama e seu sucessor no cargo, Jean Esteves Campos por enriquecimento ilícito no exercício de função pública. Neste mesmo processo, figuram como réus o ex-assessor de Roseli, Rodrigo Marchi; a ex-secretária-adjunta da Setas, Vanessa Rossin Figueiredo; os empresário Ricardo Mário Ceccarelli e Paulo Cesar Lemes; e o funcionário público Sivaldo Antônio da Silva.

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Paulo Lemes e Sivaldo da Silva, aliás, são delatores do esquema de corrupção na Setas. Vale ressaltar ainda que Roseli Barbosa foi presa, em 20 de agosto de 2015, durante a segunda fase da "Operação Arqueiro", denominada "Ouro de Tolo".

Em seu depoimento, Sivaldo que era funcionário do primeiro delator do suposto esquema, Paulo Lemes contou que foi um dos responsáveis por distribuir os R$ 2,8 milhões supostamente desviados da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), entre 2011 e 2014, por meio de convênios fraudulentos.

Paulo Lemes, que era um dos beneficiados do esquema, falou que teria desviado cerca de R$ 8 milhões da Secretaria de Estado de Trabalho e Asistência Social (Setas) por meio de institutos "sem fins lucrativos" de fachada.

Ao MPE, Lemes explicou que ficava com 36% do valor desviado dos cofres públicos por meio de suas três instituições de fachada. Enquanto isso, Roseli ficava com 40% e os outros dois "cabeças" da quadrilha dividiam os 24% restantes.

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Com a denúncia de Lemes, ficou claro que Roseli “que antes era tida como autoridade que teria conduta omissiva, passou a ser apontada como líder da organização e destinatária de grande parte do dinheiro oriundo da corrupção”, disse a juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétima Vara Criminal, na decisão que prendeu Roseli Barbosa em 2015.

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Política

Impasse na Federação União Progressista desafia candidatura de Jayme Campos

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A disputa pela sucessão ao Palácio Paiaguás atinge um ponto decisivo de afunilamento político devido aos entraves jurídicos e partidários que ameaçam inviabilizar o projeto do senador Jayme Campos (UB) de concorrer ao Governo do Estado de Mato Grosso. O imbróglio político-partidário ganha contornos complexos à medida que os prazos regimentais se esgotam, colocando em xeque a coesão do grupo governista no estado.

O epicentro desse debate técnico ganhou ressonância pública por meio de declarações concedidas pelo presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, o qual analisou a posição política ocupada pelo senador Jayme Campos. Apesar de reconhecer a importância histórica do parlamentar como uma das principais lideranças políticas mato-grossenses, o dirigente do PL apontou que a viabilidade de seu nome esbarra na rígida estrutura colegiada que governa a aliança.

A definição desse panorama eleitoral possui momento crucial marcado no calendário oficial com a realização da convenção do União Brasil, agendada para quinta-feira, dia 30 de julho, além do encontro oficial do Republicanos no dia 5 de agosto. Esses marcos temporais delimitam a margem de manobra das siglas para registrar oficialmente as chapas majoritárias antes do encerramento dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

O palco das articulações estende-se geograficamente do Palácio Paiaguás e das sedes partidárias em Cuiabá até a jurisdição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. É no âmbito federal que os estatutos das federações foram homologados, estabelecendo diretrizes normativas com validade nacional que se sobrepõem às deliberações regionais isoladas dos partidos constituintes.

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A dinâmica interna que dificulta a consolidação da postulação decorre do estatuto regimental da Federação União Progressista, bloco formado pela união entre o União Brasil (UB) e o Progressistas (PP). Segundo o regimento interno, a aprovação na convenção isolada do partido não garante o registro da chapa, cabendo exclusivamente à direção executiva do bloco federativo a prerrogativa do aval definitivo sobre candidaturas majoritárias.

A razão central para a criação deste impasse repousa no racha interno instaurado no bloco governista, dividido entre o apoio ao senador e a priorização da candidatura à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A falta de consenso quanto à liderança que encabeçará a chapa majoritária expõe divergências estratégicas que ameaçam a unidade construída ao longo dos últimos anos.

Na teia de coligações e alianças que se desenha no estado, a composição da Federação União Progressista desempenha papel central ao tentar harmonizar os interesses do União Brasil e do PP em um único projeto eleitoral. O diálogo com outras siglas da base governista, como o Republicanos, exige articulação contínua para evitar a sobreposição de palanques e a consequente perda de força política do grupo.

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O propósito subjacente à defesa da manutenção do nome de Jayme Campos na disputa reflete a intenção de enriquecer o debate público por meio da experiência de um político com longa trajetória Executiva e Legislativa. Defensores do diálogo democrático sustentam que a pluralidade de ideias no pleito amplia as alternativas apresentadas ao eleitorado mato-grossense para os próximos quatro anos.

As consequências imediatas da indefinição apontam para uma provável fragmentação da base de apoio do atual governo, cenário que pode dividir votos em bases eleitorais estratégicas do estado. A eventual dispersão das forças governistas entre candidaturas concorrentes altera os cálculos de alianças e pode redefinir o equilíbrio de forças na corrida eleitoral.

Diante do iminente desfecho do processo de homologações, o quadro eleitoral mato-grossense delineia-se com nomes já confirmados na disputa majoritária, destacando-se a candidatura de Wellington Fagundes pelo Partido Liberal. Paralelamente, despontam na corrida Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério Machado (Agir) e a médica Natasha Slhessarenko, cotada para ser oficializada pelo PSD, definindo um cenário competitivo e multifacetado para o pleito estadual.

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