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MEXIDA NAS PEÇAS DO TABULEIRO

O que está acontecendo? A missão de Wellton começa a ficar difícil para 4 de outubro

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Ufaaa! Já chegou a sexta-feira, e o núcleo duro do Boteco da Alameda avisou: para compreender a posição dos candidatos a majoritária em 2026, não basta observar pesquisas eleitorais, alianças partidárias, rejeição, aprovação de governo ou desempenho nas redes sociais. Esses elementos pertencem a superfície imediata da disputa.

A questão mais profunda é outra: o tabuleiro eleitoral está ficando bem mais estreito para o pleito eleitoral de 4 de outubro.

Segue o fluxo e pega as entrelinhas!

Eles vêm lutando para compor seu partido, numa única batalha para tentar as eleições, prometem, fazem compromissos, alinham discursos e afirmam em palanques que são defensores das pautas mais radicais da direita, entre os quais, o Impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que nunca vai acontecer neste governo, inclusive de Gilmar Mendes? Só que não né?

Dizer na pré-campanha que são favoráveis a afastamentos é e seria uma demagogia sem tamanho saindo da boca dos nossos candidatos.

Bom…, a maioria deles estão até o pescoço envolvidos em irregularidades e estão nas mãos dos ministros. Assim não pode fazer nada, nem sonhar com um Impeachments.

A imagem divulgada da participação efetiva no evento em Portugal, causou um estrago sem tamanho em seu projeto e o caldo que já entornava para Wellton, virou o tacho de vez, o Partido Liberal (PL), esta pelas tabelas reavaliando se vai mesmo embarcar na canoa furada de Fagundes que de direita só tem a seta do carro ligado quando dirige eventualmente.

A acirrada campanha que se avizinha não perdoará e os partidos envolvidos pior ainda.

Bom…, para Otaviano Pivetta do partido Republicanos, e o unista Mauro Mendes e Cia., que nem tiveram que se esforçar para mostrar ao eleitorado mato-grossense, como tocaria a banda se fosse eleito.

Que rufem as trombetas, saiam fornadas de pastéis de Belém a ufa, e bacalhau azeitado que vai entupir estômagos para o retorno das Caravelas de Rio, que vão ter muito que rebolar em explicação na sua volta.

Segue o fluxo!

Crescimento de Pivetta

O cenário eleitoral na Terra de Rondon mudou de forma significativa nos últimos dias. Após um longo período em que o senador liberal Wellton Fagundes, aparecia como favorito ao Governo do Estado, o crescimento do governador Otaviano Pivetta do Repúblicanos nas pesquisas eleitorais transformou a disputa em uma das mais competitivas nos últimos 36 anos e colocou o apoio de Jair Bolsonaro no centro do tabuleiro político.

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Levantamento apontam uma redução da vantagem de Wellton Fagundes e, em alguns cenários, já mostram empate técnico.

O movimento acompanha a melhoria de aprovação da gestão de Otaviano Pivetta, impulsionada por ações nas áreas de Segurança Pública, Infraestrutura, Saúde e Serviços, além de uma estratégia mais eficiente de comunicação.

Com a eleição mais equilibrada, a atenção volta agora para o posicionamento do Jair Bolsonaro.

Aliados de Otaviano Pivetta defendem uma manifestação pública de Jair Bolsonaro em favor da candidatura do Repúblicanos, enquanto setores mais próximos a Pivetta trabalha para manter aberta a interlocução com os bolsonaristas.

A disputa passa pela formação das chapas a Casa Alta. Enquanto o liberal Wellton Fagundes busca consolidar uma aliança com sua nora, a deputada estadual e presidente do MDB estadual, Janaína Riva, o Republicanos Pivetta tenta construir uma composição ampla, dialogando com partidos de diferentes espectros políticos.

A reviravolta observada nas pesquisas eleitorais apresentadas recentemente mudou o eixo da disputa em Mato Grosso.

Se antes a questão era saber se Wellton Fagundes conseguiria transformar sua popularidade em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, em uma vitória estadual, agora o foco em está como o governador mato-grossense, Otaviano Pivetta reduziu a vantagem do seu adversário e tornou a eleição novamente competitiva.

Nesse novo cenário: a posição do Partido Liberal (PL), a força dos prefeitos do interior e a capacidade de mobilização das duas chapas tendem a definir uma das corridas estaduais mais observada de 2026.

O que está acontecendo?

O que está acontecendo é que a missão de Wellton Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso, começa a ficar mais difícil, não porque tenha deixado de ser competitiva ou porque a eleição esteja indefinida. Faltam 119 dias para a votação e a política costuma produzir reviravoltas.

O problema é que as principais apostas estratégicas construídas pelo grupo para tentar o governador Otaviano Pivetta vão encontrando obstáculos cada vez maiores. As opções que pareciam capazes de alterar o equilíbrio da disputa estão se afunilando uma a uma.

Os prefeitos

A primeira delas era a expectativa de uma migração em massa de prefeitos para o palanque do Senador liberal. Desde o ano passado, aliados de Wellton Fagundes repetem que muitos gestores municipais permaneceram na mesa de jantar de Otaviano Pivetta apenas por conveniência e desembarcaria no momento politicamente adequado.

O movimento ainda não aconteceu e nunca acontecerá. Pelo contrário. O governador mato-grossense segue ampliando sua influência entre os prefeitos e, nos bastidores é de que possa chegar a campanha com algo próximo de 108 dos 142 gestores municipais em seu campo político. Ou melhor, apoios dos gestores municipais.

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Quanto mais as pesquisas eleitorais indicarem a grande força eleitoral do atual governador mato-grossense, maior tende a ser a resistência dos prefeitos a trocar de lado, ou melhor, pular do barco sem remendo, sem buraco, e com um timoneiro firme na ponta.

Desgaste

A segunda frente era o desgaste administrativo de Governo Estadual. A estratégia foi colocada em prática. Parlamentares alinhados ao Palácio Paiaguás intensificaram críticas na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Wellton também passou a abordar temas ligados a Saúde, Infraestrutura e Prestação de Serviço Públicos.

Os resultados, porém, não acompanha a ofensiva política. A mais recente pesquisa mostrou exatamente o contrário do que esperava os adversários do governador do partido do Republicanos. Em vez de enfraquecimento, os números indicam fortalecimento da imagem administrativa de Otaviano Pivetta junto ao eleitorado.

Isso não significa ausência de problemas na máquina pública. Todo governo acumula dificuldades. Os dados politicamente relevantes são outros. As críticas feitas até aqui não conseguem produzir impacto perceptível na avaliação popular da gestão.

Bolsonaro

Resta então a terceira variável. O apoio exclusivo de Jair Bolsonaro na campanha eleitoral. Formalmente, essa discussão continua aberta. Na prática, entretanto, cresce a percepção de que ela dificilmente será resolvida a favor de Wellton Fagundes por mais que alguns dirigentes regionais insistam. Bolsonaro tem demonstrado interesse em preservar os dois palanques.

Mato Grosso é um Estado relevante para disputa presidencial e Otaviano Pivetta administra um governo mato-grossense bem avaliado, além de apresentar desempenho eleitoral consistente.

Dentro do Partido Liberal (PL) existe quem enxergue no apoio exclusivo de Jair Bolsonaro, a única carta capaz de alterar o rumo da disputa…a viagem para Portugal…. Nos bastidores, a leitura predominante a viagem serviu para Jair Bolsonaro sepultar a difícil posição.

O Boteco vai falar

Nenhuma eleição é decidida em junho. O próprio histórico político de Mato Grosso mostra que campanhas podem mudar de direção rapidamente.

Ainda assim, o quadro atual apresenta um desafio evidente para o Senador liberal Wellton Fagundes.

Os prefeitos não migraram. O desgaste da gestão estadual não apareceu nas pesquisas apresentadas recentemente. O apoio exclusivo de Jair Bolsonaro, continua uma dúvida.

Não está fácil.

Segue o fluxo!

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Política

A fragmentação da direita e o xadrez político rumo ao Palácio Paiaguás

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O cenário político de Mato Grosso em 2026 registra um marco inédito na história eleitoral local devido à expressiva pulverização de forças no campo conservador. O estado apresenta o maior número de pré-candidatos dentro do espectro político da direita entre todas as unidades da federação, revelando uma densa disputa interna. O fenômeno chama a atenção de analistas e eleitores diante do evidente desentendimento e da falta de consenso entre as lideranças que almejam alcançar o comando do Poder Executivo Estadual.

Essa movimentação ocorre neste mês de junho, período que antecede as convenções partidárias e define os rumos das coligações formais. A proximidade dos prazos legais da Justiça Eleitoral acelera as articulações nos bastidores e força os partidos a posicionarem seus quadros publicamente. O momento é considerado estratégico pelas siglas para testar a receptividade de seus nomes junto à opinião pública e consolidar palanques regionais antes do início oficial da propaganda eleitoral.

As articulações e os lançamentos dessas pré-candidaturas concentram-se em Cuiabá, a Capital de todos os mato-grossenses, e se estendem pelos principais polos socioeconômicos mato-grossenses. Centralizadas geograficamente no Palácio Paiaguás, sede do Governo Estadual, as discussões repercutem diretamente nos municípios do interior, onde as bases partidárias buscam alinhamento com as “diretrizes das executivas estaduais”. A centralização do debate na capital reflete a importância de Mato Grosso no panorama político e econômico do país.

O principal fator que impulsiona essa fragmentação é a busca por protagonismo e a ausência de uma liderança unificadora capaz de aglutinar os diferentes matizes da direita. Muitos dos nomes apresentados possuem viabilidade eleitoral reduzida, com projeções que sequer alcançam 5% das intenções de voto. Essa realidade levanta questionamentos sobre as reais motivações das candidaturas, que variam entre a estratégia de massificação de novas lideranças, o fortalecimento de chapas proporcionais e o papel de linha de frente para outros projetos majoritários.

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A engenharia política que viabiliza esse cenário envolve dez personagens com perfis distintos, que vão de figuras tradicionais da política local a empresários e novos quadros técnicos. Entre os nomes mais conhecidos e com viabilidade eleitoral competitiva, destacam-se o atual vice-governador Otaviano Pivetta do Republicanos, os senadores Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), e Jayme Campos (UB), além da médica Natasha Slhessarenko (PSD).

Paralelamente, o bloco de postulantes inclui Marcelo Maluf (NOVO), Caiubi Kuhn (PDT), Maurício Coelho (MOBILIZA), Rafael Millas (Missão), Alex Pucinelli (Democrata), e o policial militar Laudicério Machado (AGIR).

O processo desenvolve-se por meio de reuniões estratégicas, intensa exposição nas redes sociais, entrevistas à imprensa e negociações de bastidores para a atração de legendas aliadas. Os partidos utilizam este período para medir a rejeição e o potencial de crescimento de cada pretenso candidato por meio de pesquisas de consumo interno.

No caso específico de Laudicério Machado, a legislação eleitoral permite uma dinâmica diferenciada, concedendo ao militar da ativa o direito de se filiar a uma sigla até três meses antes do pleito.

A motivação central por trás do lançamento de tantas candidaturas reside no desejo de controle do orçamento estadual e na condução das políticas públicas de um estado com forte pujança no agronegócio. O cargo de governador é historicamente cobiçado pelo peso político que confere ao ocupante nas negociações com o governo federal. Além disso, os partidos buscam garantir tempo de televisão e rádio no horário eleitoral gratuito para difundir suas ideologias e fortalecer suas estruturas partidárias para pleitos futuros.

O eleitorado mato-grossense, composto por mais de 2,4 milhões de cidadãos aptos a votar, constitui o público-alvo e a razão de ser de todo o processo em curso. O comportamento desse grupo de eleitores, majoritariamente conservador, será determinante para definir se a pulverização resultará em um segundo turno ou na consolidação precoce de uma das forças.

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O desafio dos pré-candidatos consiste em dialogar com uma população heterogênea, distribuída por um vasto território geográfico.

Os custos financeiros e políticos dessa estratégia de pulverização representam o preço pago pelos partidos para demarcar território no tabuleiro eleitoral. O financiamento dessas fases preliminares provém majoritariamente dos fundos partidários e de recursos próprios dos pré-candidatos, respeitando os limites da lei. O maior risco político associado a essa tática é o desgaste público de figuras pouco conhecidas que, diante da falta de estrutura e apoio, correm o risco de sair do pleito politicamente menores do que entraram.

O desdobramento natural desse cenário aponta para uma eleição complexa, na qual o horário eleitoral gratuito funcionará como o principal palco de confrontos e promessas aos eleitores. A presença de seis nomes quase desconhecidos do grande público promete intensificar o debate e, potencialmente, confundir a cabeça do eleitorado com um volume excessivo de narrativas. A fragmentação atual poderá se dissipar ou se consolidar nas convenções de julho, definindo se a direita marchará unida ou dividida nas urnas.

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