FORA DA LEGENDA
PL confirma exclusão de Chico 2000 e afirma que vereador afastado está sem filiação partidária
O Partido Liberal (PL) confirmou oficialmente que o vereador por Cuiabá, Francisco Carlos Amorim Silveira, conhecido como Chico 2000, não integra mais os quadros da legenda desde 19 de fevereiro do ano passado. A informação foi prestada pelo presidente estadual do partido em Mato Grosso, Ananias Filho, que afirmou que o parlamentar deixou de participar de qualquer atividade política da sigla desde a formalização de sua saída, ocorrida ainda em 2025, por meio de autorização expressa do diretório nacional.
De acordo com Ananias, a desfiliação foi respaldada por uma carta de anuência emitida pelo comando nacional do PL, com concordância das instâncias estadual e municipal. O documento autorizou a saída do vereador sem a aplicação de penalidades relacionadas à perda de mandato por infidelidade partidária, permitindo que ele pudesse, em tese, se filiar a outra legenda.
Segundo o dirigente, apesar de a carta ter sido concedida, Chico 2000 não tomou providências formais posteriores, mas, na prática, deixou de manter qualquer vínculo político com o partido.
Trecho da carta diz:
“Afirmam que a presente carta é para declarar e anuir de forma expressa com a desfiliação do Partido Liberal de Francisco Carlos Amorim Silveira (Chico 2000), podendo se filiar em novo partido que assim desejar, sem que o mesmo sofra qualquer ação de perda de mandato em razão de sua desfiliação”.
O presidente do PL reforçou que a exclusão não partiu de um pedido do parlamentar, mas de decisão interna da legenda, diante do afastamento político já consolidado. Conforme explicou, desde a emissão do documento, o vereador não foi mais convocado para reuniões, não participou de deliberações partidárias e deixou de integrar a estratégia política da sigla no estado, o que caracteriza sua saída efetiva do partido.
“Ele não pediu, nós é que estamos excluindo. Desde que a carta foi emitida, ele não foi mais chamado para reuniões e não tem mais ligação política com o PL”.
Com isso, segundo a direção estadual, Chico 2000 encontra-se atualmente sem filiação partidária. A confirmação ocorre no mesmo dia em que o vereador foi novamente afastado do mandato por decisão judicial e apontado como principal alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso.
A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas ao município, à Câmara Municipal de Cuiabá e à Secretaria Municipal de Esportes.

Esta é a segunda vez que Chico 2000 é afastado do cargo por determinação da Justiça. No ano anterior, ele permaneceu cerca de quatro meses fora do Legislativo Municipal, reassumindo a cadeira apenas em setembro, também sob suspeitas de irregularidades.
O vereador ainda foi investigado na Operação Perfídia, deflagrada em abril de 2025, que apurou a suposta negociação de R$ 250 mil em propina para aprovação de um projeto de lei que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, responsável pelas obras do Contorno Leste, orçadas em aproximadamente R$ 125 milhões.
Política
Pivetta lidera com 54% dos votos válidos e consolida vantagem na véspera do pleito em Mato Grosso
A disputa pelo Palácio Paiaguás alcança o seu momento decisivo no Estado de Mato Grosso com a divulgação do mais recente levantamento eleitoral conduzido pelo Instituto Quaest neste sábado, 3 de outubro, véspera do primeiro turno das Eleições 2026. Segundo os dados apurados, o candidato Otaviano Pivetta (Republicanos) lidera a corrida governamental ao alcançar 54% da preferência dos votos válidos. Em segundo lugar figura o senador Wellington Fagundes (PL), com 28%, seguido pela Doutora Natasha (PSD), que soma 13%. O quadro dos sufrágios válidos completa-se com as pontuações do Sargento Laudicério (Agir), detentor de 3%, além de Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão), ambos registrando 1% das intenções de voto.
A verificação do eleitorado sul-mato-grossense ocorreu rigorosamente entre os dias 2 e 3 de outubro por meio da oitiva presencial de 1.800 cidadãos com idade igual ou superior a 16 anos. O levantamento estatístico foi encomendado formalmente pela Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC) para mensurar o panorama político nas vésperas da votação oficial. O estudo obteve seu registro regular perante a Justiça Eleitoral sob o protocolo oficial MT-02649/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assegurando a legalidade da divulgação técnica do estudo de opinião pública no território estadual.
A apuração metodológica fundamenta-se na aferição exata dos votos válidos, sistemática adotada de forma oficial pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado definitivo das urnas no país. O modelo estatístico aplicado pela Quaest emprega o critério do likely voter, fórmula técnica que pondera o perfil demográfico do eleitorado e seu grau real de propensão ao comparecimento nas urnas para projetar a tendência das urnas com maior exatidão. Esse método desconsidera do cálculo final as escolhas nulas, os votos em branco e o percentual estimado de abstenção eleitoral, exigindo ao líder a obtenção de metade mais um dos votos válidos para arrematar a vitória sem necessidade de segundo turno.
A liderança consolidada de Otaviano Pivetta sustenta-se em uma trajetória de crescimento expressivo dentro da contabilização dos votos totais, modalidade estatística que incorpora as manifestações nulas, brancas e a parcela de eleitores indecisos. No comparativo em relação à sondagem anterior, realizada em 25 de setembro, Pivetta saltou de 29% para 40% das intenções totais de voto. Simultaneamente, Wellington Fagundes apresentou uma oscilação em sentido inverso, recuando de 27% para 20%, enquanto a Doutora Natasha permaneceu estável com 11%. Os demais postulantes Sargento Laudicério (2%), Rafaell Milas (1%) e Maurício Coelho (1%) mantiveram-se nos patamares prévios, ao passo que os votos brancos, nulos ou abstenções declaradas atingiram 6% e os indecisos somaram 19%.

O cenário espontâneo de intenção de voto revela um avanço significativo na cristalização da escolha do eleitorado a poucas horas do pleito, registrando queda expressiva da indefinição geral. A parcela de eleitores que declarava não saber em quem votar sem a apresentação de cartela nominativa caiu bruscamente de 65% para 52%. Nesse ambiente sem estímulo visual, a preferência por Otaviano Pivetta expandiu de 16% para 27%, ao passo que a menção a Wellington Fagundes subiu para 10% e a lembrança da Doutora Natasha alcançou 6%. As citações a outros nomes pontuaram 1%, com brancos e nulos mantidos em 4%, demonstrando uma aceleração no afunilamento das escolhas populares na reta final.
O elevado nível de definição demonstrado pelos eleitores é atestado pela firmeza dos dados qualitativos colhidos durante a pesquisa de campo promovida pela instituição de pesquisa. Entre os entrevistados que já manifestaram a opção expressa por determinado postulante, expressivos 80% classificam sua escolha eleitoral como definitiva e inalterável para o pleito deste domingo. Em contrapartida, uma fração correspondente a 20% dos eleitores locais admite que ainda poderá mudar de ideia até o momento de digitação do voto no teclado da urna eletrônica, mantendo uma margem residual de volatilidade que mobiliza a atenção das campanhas partidárias.
A despeito da consolidação da liderança nas intenções declaradas, os índices de engajamento do eleitorado frente ao processo político estadual expõem uma participação marcada pela cautela do público geral. Apenas 36% dos cidadãos abordados afirmaram estar muito interessados na atual disputa pelo Governo do Estado de Mato Grosso. A maior fatia das respostas concentrou-se no grupo que se declara pouco interessado na eleição, somando 41%, ao passo que 22% afirmaram não ter nenhum interesse nas decisões eleitorais e apenas 1% dos pesquisados optou por não responder ou declarou desconhecimento em relação ao tema.

Nas projeções analíticas elaboradas pelo instituto para eventuais disputas de segundo turno, Otaviano Pivetta prevalece com vantagem larga em todas as simulações confrontadas na pesquisa. Em um eventual embate direto contra Wellington Fagundes, o candidato do Republicanos alcança 48% das intenções contra 30% do adversário do PL, revertendo o cenário do levantamento anterior em que Fagundes liderava por 41% a 36%. Na hipótese de confronto contra a Doutora Natasha, Pivetta amplia sua margem, vencendo por 53% a 25%. Em um terceiro cenário simulado entre Wellington Fagundes e Doutora Natasha, o candidato liberal soma 44% das intenções contra 27% da candidata do PSD.
A margem de erro estimada para o presente levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando o índice de confiança estatístico fixado em 95%. Esse intervalo científico significa que, sob as mesmas condições metodológicas de amostragem, existe uma probabilidade de noventa e cinco por cento de os resultados retratarem com precisão o real quadro do eleitorado mato-grossense no momento de realização do estudo. As pequenas variações observadas dentro desse espectro numérico enquadram-se nas oscilações normais previstas pela teoria estatística aplicada ao campo das ciências sociais e do comportamento político.
A importância jornalística e política destes dados reside no fato de que o levantamento retrata com rigor técnico a fotografia do momento eleitoral na véspera imediata da votação. Com o avanço expressivo dos votos válidos de Pivetta acima do patamar de 50%, a pesquisa aponta a probabilidade real de encerramento da disputa majoritária estadual ainda na etapa de primeiro turno.
Entretanto, a presença de 19% de indecisos na amostragem de votos totais e o contingente de 20% de eleitores dispostos a rever a escolha preservam um componente dinâmico que será rigorosamente testado no momento da abertura das urnas eletrônicas em todo o Estado.
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