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ELEIÇÃO MUNICIPAL 2024

PT confirma Lúdio como pré-candidato em Cuiabá

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Além das disputas entre candidatos da base do governo Lula que se avizinham, a articulação para as eleições municipais de 2024 opõe lideranças partidárias aliadas ao Palácio do Planalto, que concorrem entre si pela filiação de prefeitos e possíveis candidatos. A briga para abrigar nomes vistos com potencial eleitoral é mais um foco de tensão na coalizão de 13 siglas que apoiam o governo.

Especialistas consideram que o PT, ao tentar ampliar sua base de prefeitos a reboque da volta do partido à Presidência da República, pode entrar em conflito com interesses locais de aliados, com risco de eventuais fissuras na base governista. As divergências arrastam lideranças do Congresso Nacional e titulares da Esplanada dos Ministérios.

Em Cuiabá há uma queda de braço entre o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e a cúpula local do Partido dos Trabalhadores (PT), que deseja lançar um petista à sucessão municipal. Pinheiro mostra preferência pelo seu vice, José Roberto Stopa (PV), que recebeu recentemente um aval do PT para concorrer, já que ambos os partidos formam uma Federação. Para driblar a situação, Pinheiro avalia filiar Stopa ao MDB.

PSD vice do PT

Na disputa interna dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), estava a ex-deputada federal Rosa Neide, e atual executiva da Conab, que tinha apoio do presidente estadual da sigla em Mato Grosso, Valdir Barranco, que permanece nos quadros para manter a as relações entre o governo federal, e o deputado estadual Ludio Cabral.

A confirmação de Ludio veio nesta quinta-feira 14, quando a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleise Hoffman, anunciou que o nomes oficial para a disputa pela cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá seria do parlamentar estadual Ludio Cabral.

Para Lúdio Cabral a noticia o deixou honrado e muito feliz. Mas consciente da responsabilidade que terá pela frente.

O anúncio que a Gleise fez hoje pela manhã é um sinal importantíssimo de maturidade, e unidade partidária. Além do fortalecimento do papel que todas as nossas lideranças têm”.

Lúdio Cabral também afirmou que possivelmente o vice deverá vir do PSD, partido do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Fávaro. Até por conta de que o ministro já havia anunciado em janeiro o apoio em qualquer candidato que fosse da Federação Brasil da Esperança que tem o PT, PCdoB e o PV.

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PL quer reforço de Bolsonaro

No Encontro Regional do Partido Liberal (PL) de Cuiabá e Várzea Grande. O deputado federal Abilio Jaques Brunini assumiu a presidência do Diretório Municipal do PL, e anunciou que durante a campanha, terá o reforço do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro dando seu apoio ao parlamentar em um vídeo publicado, que é o nome da agremiação para disputar a prefeitura da capital mato-grossense nas eleições de 2024.

Bolsonaro gravou um vídeo ao lado do pré-candidato e aproveitou para convocar jovens do Estado que buscam espaço no meio político a se filiar à agremiação para se candidatar ao cargo de vereador, classificado por ele como o “primeiro degrau” para constituir carreira no segmento.

O parlamentar em Brasília desbancou o vereador e presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 200 (PL), que estava à frente do Diretório Municipal com total autonomia para costurar as conjecturas políticas em nome do partido. A confirmação de que Abilio Brunini se ausentaria do Congresso para buscar o principal posto do Palácio Alencastro começou a desenhar a situação, que pode ocasionar na saída de Chico 2000, caso ele não recue e repense o projeto eleitoral focado na prefeitura.

Apoio caseiro

O pré-candidato a Prefeito de Cuiabá, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho (UB), acredita que o apoio caseiro do governador Mauro Mendes (UB) influenciará mais do que a do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo eleitoral da Capital.

Na analise do deputado estadual Eduardo Botelho, as pesquisas recentes, após a confirmação de sua pré-candidatura pelo União Brasil, ainda não foi possível medir a força do apoio de Mauro Mendes, mas que isso deverá ser comprovado nas próximas análises de intenção de votos.

O apoio do governador Mauro Mendes é importante, a aprovação dele em Cuiabá é muito grande. Todas as sondagem que fazemos mostram que o governador é o melhor apoiador que tem em Cuiabá. Obviamente, deve ter resultados melhores pela frente. Nesse primeiro momento ainda não refletiu o apoio do governador, mesmo porque nós vimos praticamente estabilizado”.

Não quer polemizar

Eduardo Botelho preferiu não polemizar quando foi questionado, sobre se ter Mauro Mendes no palanque é melhor do que Bolsonaro ou Lula, e disse que os dois têm seu peso, mas que o debate eleitoral será sobre Cuiabá e não o Brasil, o que aumentaria a importância do governador.

Melhores apoiadores são Deus e o povo. Mas eles são importantes, cada um tem o seu peso. Lula, Bolsonaro e Mauro Mendes tem o seus pesos. Eu acredito que como vamos discutir Cuiabá e quem vai viver Cuiabá quem mora é Mauro Mendes e nesse aspecto, eu acho que o apoio dele é muito importante.

A declaração ocorre por conta das agendas que Lula e Bolsonaro terão em Mato Grosso por conta das eleições municipais. Bolsonaro já confirmou a data e estará no dia 8 de abril em Cuiabá para oficializar o nome do deputado federal Abilio Brunini como candidato do PL.

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Lula iniciou nessa semana uma agenda pelos “Estados do Agro“, iniciando por Minas Gerais. Contudo, passará também por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul.

Expansão

As disputas por filiações também opõem outras siglas da coalizão do presidente Lula, como o União Brasil, que aumentaram sua base de prefeitos em 2020 e buscam manter a toada.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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