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ELEIÇÕES 2022

PSD dificilmente vai compor uma chapa com Bolsonaro

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Anunciada na semana passada, a filiação do prefeito Eduardo Paes (DEM) ao PSD e a negociação com outros nomes de oposição, como o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicam um afastamento do partido de Gilberto Kassab do projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro em 2022. Apesar de representada na Esplanada dos Ministérios, a legenda prega “independência” ao Palácio do Planalto.

Na prática, o recado é de que o PSD dificilmente vai compor uma chapa com Bolsonaro, que ainda não definiu por qual sigla pretende concorrer. Dirigentes da legenda têm o discurso de que a melhor solução para o País passa por uma terceira via entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, conversam com o petista, que se encontrou com Kassab em Brasília nos últimos dias. Ao mesmo tempo, segue no Ministério das Comunicações de Bolsonaro, com Fábio Faria (PSD).

Além de Maia, Paes deve carregar para o PSD outros deputados federais que têm sua base política no Rio, como Pedro Paulo (DEM) e Marcelo Calero (Cidadania), hoje secretários da prefeitura carioca. Vereadores da capital fluminense, incluindo o ex-prefeito e pai de Rodrigo, César Maia (DEM), e o presidente do Legislativo local, Carlo Caiado (DEM), também devem mudar.

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Mirando a eleição no Rio do ano que vem, há ainda a provável filiação do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, favorito de Paes para concorrer a governador. A ideia é que o prefeito tenha poder para decidir os rumos do partido no Estado. O Rio passará a ser a maior cidade brasileira comandada pela sigla. Tomará o posto de Belo Horizonte, do prefeito Alexandre Kalil.

Com isso, o PSD terá o comando das capitais do segundo e do terceiro maior colégios eleitorais do País, atrás apenas de São Paulo, o que representa importantes palanques para candidatos que almejam o Planalto.

Aliança

As conversas no Rio incluem a construção de uma candidatura única de oposição ao governador Cláudio Castro (PSC), aliado de Bolsonaro. No desenho da aliança em discussão, o candidato a governador poderia receber no palanque mais de um presidenciável contrário ao atual presidente.

A postura de Paes em relação ao cenário nacional dá o tom do estado de espírito do PSD neste momento. Ele diz que seu candidato favorito à Presidência é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, hoje um obstáculo aos planos do governador paulista, João Doria, no PSDB. O prefeito, no entanto, não descarta Lula e outros nomes da terceira via.

“Vejo com muita simpatia a candidatura do Lula. Não me parece um movimento simples um eventual apoio no primeiro turno à candidatura, mas é bom nome. Tem demonstrado maturidade na construção de consenso“.

Para parlamentares do PSD mais alinhados ao governo, porém, a entrada de Paes e aliados no partido não significa um distanciamento automático do Planalto. O deputado Francisco Jr. (PSD-GO) defendeu cautela no diálogo sobre eleições.

“O partido respeita muito a posição de cada deputado, mas na ampla maioria temos votado praticamente tudo alinhado com o governo“, disse Francisco Jr.

O deputado Edilázio (PSD-MA) lembrou que a sigla tem “extremos”, que vão do senador Otto Alencar (BA), que faz oposição ao bolsonarista Delegado Éder Mauro (PA).

“Politicamente, não me afeta em nada o Paes ir para o partido“, disse.

A saída de quadros do DEM se dá após o atrito interno entre Maia e o presidente do partido, ACM Neto. No Rio, a sigla de Kassab não tem representantes de expressão nacional, o que permite a novos filiados exercer um protagonismo local.

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A estrutura partidária é considerável: em 2020, foi a quinta legenda que mais recebeu verba do fundo eleitoral.

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Política

Blairo Maggi declara apoio a Flávio Bolsonaro e marca mudança em relação à eleição de 2022

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O empresário e produtor rural Blairo Maggi, uma das figuras mais influentes do Agronegócio brasileiro, anunciou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante o governo de Michel Temer, o líder do setor produtivo tornou pública sua decisão em uma conversa gravada em vídeo com integrantes de um grupo de discussão.

A declaração ganhou repercussão nacional em razão da relevância política e econômica de Blairo Maggi, reconhecido como uma das principais lideranças do Agronegócio no país. Sua posição costuma ser acompanhada com atenção por produtores, empresários e representantes de diversos segmentos ligados à economia rural.

O anúncio ocorreu durante uma conversa informal registrada em vídeo. Na gravação, Blairo Maggi abordou inicialmente a diversidade de opiniões existentes entre os participantes do grupo, destacando que diferentes visões políticas, econômicas e sociais convivem no mesmo ambiente de debate.

Antes de revelar sua decisão, o ex-governador adotou um tom descontraído e fez suspense sobre sua escolha eleitoral. Em determinado momento, afirmou aos presentes:

“Eu até dia 25 vou decidir meu voto, tá certo?”, provocando expectativa entre os participantes da conversa.

Na sequência, após pedir calma aos integrantes do grupo, o empresário revelou sua definição de maneira direta.

“E ele vai ser pro Flávio. Um abraço”, declarou, encerrando o breve pronunciamento e confirmando o apoio ao candidato do Partido Liberal no segundo turno da disputa presidencial.

A manifestação chama atenção principalmente pela mudança de posicionamento político em comparação ao pleito anterior.

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Em 2022, Blairo Maggi apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postura que, à época, teve ampla repercussão entre representantes do Agronegócio e do setor empresarial.

Agora, ao anunciar voto em Flávio Bolsonaro, o empresário Blairo Maggi demonstra uma alteração relevante em sua preferência eleitoral. A mudança ocorre em um momento de intensa mobilização política, no qual lideranças empresariais e representantes do setor produtivo buscam influenciar o debate público e as discussões sobre os rumos da economia nacional.

A decisão também reflete a importância que temas ligados ao Agronegócio, à política econômica, à segurança jurídica e à competitividade do setor possuem no cenário eleitoral. Historicamente, tais questões exercem forte peso nas avaliações feitas por produtores rurais e agentes econômicos ligados à cadeia produtiva do campo.

Embora o anúncio tenha sido feito em tom informal, a declaração possui potencial impacto político, especialmente em Mato Grosso, estado que ocupa posição de destaque na produção Agropecuária brasileira e onde Blairo Maggi construiu grande parte de sua trajetória empresarial e pública.

Com a confirmação do apoio a Flávio Bolsonaro, Blairo Maggi volta a ocupar espaço no debate político nacional e reforça a relevância das manifestações de lideranças do Agronegócio durante o processo eleitoral. Seu posicionamento acrescenta um novo elemento à disputa de segundo turno e evidencia as movimentações políticas em curso entre representantes de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira.

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