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MUDANÇA DE POSICIONAMENTO POLÍTICO

Blairo Maggi declara apoio a Flávio Bolsonaro e marca mudança em relação à eleição de 2022

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O empresário e produtor rural Blairo Maggi, uma das figuras mais influentes do Agronegócio brasileiro, anunciou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante o governo de Michel Temer, o líder do setor produtivo tornou pública sua decisão em uma conversa gravada em vídeo com integrantes de um grupo de discussão.

A declaração ganhou repercussão nacional em razão da relevância política e econômica de Blairo Maggi, reconhecido como uma das principais lideranças do Agronegócio no país. Sua posição costuma ser acompanhada com atenção por produtores, empresários e representantes de diversos segmentos ligados à economia rural.

O anúncio ocorreu durante uma conversa informal registrada em vídeo. Na gravação, Blairo Maggi abordou inicialmente a diversidade de opiniões existentes entre os participantes do grupo, destacando que diferentes visões políticas, econômicas e sociais convivem no mesmo ambiente de debate.

Antes de revelar sua decisão, o ex-governador adotou um tom descontraído e fez suspense sobre sua escolha eleitoral. Em determinado momento, afirmou aos presentes:

“Eu até dia 25 vou decidir meu voto, tá certo?”, provocando expectativa entre os participantes da conversa.

Na sequência, após pedir calma aos integrantes do grupo, o empresário revelou sua definição de maneira direta.

“E ele vai ser pro Flávio. Um abraço”, declarou, encerrando o breve pronunciamento e confirmando o apoio ao candidato do Partido Liberal no segundo turno da disputa presidencial.

A manifestação chama atenção principalmente pela mudança de posicionamento político em comparação ao pleito anterior.

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Em 2022, Blairo Maggi apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postura que, à época, teve ampla repercussão entre representantes do Agronegócio e do setor empresarial.

Agora, ao anunciar voto em Flávio Bolsonaro, o empresário Blairo Maggi demonstra uma alteração relevante em sua preferência eleitoral. A mudança ocorre em um momento de intensa mobilização política, no qual lideranças empresariais e representantes do setor produtivo buscam influenciar o debate público e as discussões sobre os rumos da economia nacional.

A decisão também reflete a importância que temas ligados ao Agronegócio, à política econômica, à segurança jurídica e à competitividade do setor possuem no cenário eleitoral. Historicamente, tais questões exercem forte peso nas avaliações feitas por produtores rurais e agentes econômicos ligados à cadeia produtiva do campo.

Embora o anúncio tenha sido feito em tom informal, a declaração possui potencial impacto político, especialmente em Mato Grosso, estado que ocupa posição de destaque na produção Agropecuária brasileira e onde Blairo Maggi construiu grande parte de sua trajetória empresarial e pública.

Com a confirmação do apoio a Flávio Bolsonaro, Blairo Maggi volta a ocupar espaço no debate político nacional e reforça a relevância das manifestações de lideranças do Agronegócio durante o processo eleitoral. Seu posicionamento acrescenta um novo elemento à disputa de segundo turno e evidencia as movimentações políticas em curso entre representantes de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira.

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Política

AL/MT autoriza diagnósticos técnicos para viabilizar irrigação agrícola na Baixada Cuiabana a partir do reservatório de Manso

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A busca por soluções estruturantes para mitigar os impactos da estiagem rigorosa no meio rural mato-grossense alcançou um marco legislativo decisivo na capital do Estado. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (7), o Projeto de Lei nº 8/2026, que faculta ao Poder Executivo a realização de estudos detalhados de viabilidade técnica, ambiental e econômica para o transporte de águas do reservatório do Lago do Manso, visando ao abastecimento agrícola.

O projeto de lei surge em resposta direta ao estresse hídrico sazonal que limita a capacidade produtiva e ameaça a rentabilidade das propriedades rurais situadas no cinturão verde mato-grossense. Proposta pelo deputado estadual Gilberto Cattani, a matéria legislativa visa estabelecer bases científicas para expandir o acesso à água no meio rural, garantindo maior estabilidade operacional às lavouras durante os períodos prolongados de seca que historicamente atingem a região central do estado.

A medida legislativa foi formalmente chancelada no Plenário das Deliberações da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá, marcando o avanço formal da proposta no rito parlamentar estadual. O avanço da matéria reflete a convergência de interesses entre o parlamento estadual e os produtores do campo quanto à necessidade de um planejamento hídrico de longo prazo.

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A deliberação fundamenta-se no expressivo contingente social dependente da agricultura na região metropolitana e adjacências. Segundo levantamentos da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), mais de 14,6 mil produtores rurais estão cadastrados nos 12 municípios abrangidos pela proposta. Dados adicionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) corroboram a relevância da medida, indicando que aproximadamente 65% dos estabelecimentos agropecuários da Baixada Cuiabana pertencem à agricultura familiar.

A viabilização do projeto prevê a transposição planejada de recursos hídricos do reservatório da Usina Hidrelétrica de Manso para áreas agrícolas estrategicamente mapeadas. Os 12 municípios contemplados na proposta normativa integram a Baixada Cuiabana e áreas adjacentes, onde a irrigação por aspersão ou gotejamento pode revolucionar o perfil produtivo local.

As metodologias de engenharia sob análise priorizam a condução hidráulica por gravidade, aproveitando o desnivelamento topográfico para minimizar custos energéticos na transposição, sem descartar a integração de modernos sistemas de bombeamento e distribuição. Todo o processo dependerá rigorosamente da comprovação da disponibilidade hídrica e da outorga do uso da água pelos órgãos ambientais competentes.

A aprovação inicial ocorreu após o projeto receber parecer favorável da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia. A tramitação, iniciada em janeiro de 2026, cumpre os prazos regimentais exigidos para matérias de grande impacto socioeconômico e ambiental no estado.

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Diante do quadro de incerteza climática, a regularização do fornecimento hídrico é vista por especialistas e agricultores como indispensável para assegurar a sustentabilidade das colheitas, permitir a diversificação de culturas de alto valor agregado e viabilizar até três ciclos produtivos anuais nas mesmas áreas cultivadas.

O texto aprovado garante resguardo jurídico pleno, determinando que os diagnósticos não poderão impor obrigações adicionais à concessionária da Usina Hidrelétrica de Manso, tampouco alterar contratos vigentes ou licenças ambientais já expedidas. O arcabouço prevê ainda a celebração de parcerias estratégicas entre instâncias governamentais, centros de pesquisa e o setor privado.

Superada a primeira etapa no plenário, a proposta permanecerá em pauta por cinco sessões ordinárias para o recebimento de eventuais emendas parlamentares antes de retornar para a segunda votação definitiva. Caso obtenha aprovação final, o texto seguirá para sanção ou veto do Poder Executivo Estadual, etapa prévia à elaboração efetiva dos cronogramas e orçamentos dos estudos ambientais.

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