Search
Close this search box.

Política

Fabris manda recado e diz que Sema ficará com o partido

Publicados

em

O deputado Gilmar Fabris, líder do PSD na Assembleia Legislativa, afirma que "nem cogita" a possibilidade do partido deixar a titularidade da Secretaria de Meio Ambiente (Sema). “Não estamos e nem vamos trabalhar com essa possibilidade. Não abrimos mão da Sema”, declarou nesta quarta (1º) Fabris, após tomar posse como vice-presidente do Legislativo Estadual deputado Eduardo Botelho (PSB).

Atualmente, a pasta do Meio Ambiente tem como secretário o vice-governador Carlos Fávaro, do PSD, que assumiu o cargo em abril de 2016. Mas, desde o final do ano passado, políticos do PSB têm dito que existe um acordo com o governador Pedro Taques (PSDB) para que a Secretaria passe a ser comandada pela sigla.

Fabris diz que não existe a menor possibilidade do PSD deixar o comando da Sema. “Primeiro, não queremos que o Fávaro deixe a pasta. Ele tem feito um excelente trabalho, está promovendo a organização da secretaria, os serviços cada vez mais eficientes. Ele deve continuar. Só sai se quiser. Até porque, não se deve mexer no que está indo bem”.

Leia Também:  Natasha e Galvan apostam em desgaste dos medalhões Neri e Fagundes

Mas, mesmo que o vice-governador decida deixar a Sema, Gilmar Fabris diz que o PSD não abre mão da secretaria. “Não acredito que exista este acordo do governador com o PSB. Pode ter havido um pedido do PSB, mas em nenhum momento foi dito que eles ficariam com a Sema. O cargo é do PSD. Eles querem mais espaço, mas nós, com nossa bancada, é que temos que avançar dentro do governo”.

Fabris lembrou que o PSD tem seis deputados estaduais, enquanto o PSB tem apenas três. “Não existe nem como medir quem tem mais poder de negociação política. Temos simplesmente o dobro de deputados”.

Quanto a possibilidade de retaliações por parte da bancada do PSD caso a legenda perca o comando da pasta, Fabris disse que nem comenta o assunto, porque não cogita a possibilidade disso acontecer. “o governador Pedro Taques é um homem razoável. Coerente. Sabe negociar. Sabe o que é certo. Sei que ele não vai fazer isso. Nem vamos trabalhar com essa possibilidade”, completou Gilmar Fabris. 

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Indícios de “Margem Abusiva nos Combustíveis” moveram “Ação de Fiscalização” em Mato Grosso

Publicados

em

O parlamentar estadual Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou uma representação formal no Serviço de Proteção ao Consumidor para denunciar aumentos desproporcionais nos preços dos combustíveis na Região Metropolitana de Cuiabá. A iniciativa do parlamentar fundamenta-se na identificação de elevações consecutivas nos valores cobrados nas bombas de abastecimento ao longo de setembro, período em que os estabelecimentos e distribuidoras já usufruíam de isenções fiscais amplas e subvenções financeiras concedidas pela União e pelo Estado.

O pedido formulado exige a instauração imediata de uma apuração fiscalizatória minuciosa sobre a cadeia de distribuição e revenda de etanol e gasolina. A representação sustenta que o setor privado promoveu o encarecimento injustificado dos insumos energéticos sem que houvesse qualquer elevação nos custos de produção, na carga tributária ou no transporte que pudesse dar respaldo econômico às novas tabelas praticadas nos estabelecimentos comerciais.

Os episódios de inflação tarifária concentram-se precipuamente nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, polos urbanos integrados que concentram o maior volume de frota veicular e consumo de combustíveis do estado de Mato Grosso. O impacto direto dessa majoração incide sobre os consumidores metropolitanos, atingindo tanto os trabalhadores autônomos quanto as famílias que dependem do transporte particular ou do sistema público local.

A documentação jurídica foi protocolada oficialmente no dia 28 de setembro de 2026, momento crucial após a consolidação de sucessivos reajustes registrados nas semanas anteriores. A ação ocorre no encerramento do terceiro trimestre do ano, período no qual as políticas públicas estaduais e federais de desoneração fiscal e aporte financeiro direto já se encontravam em pleno vigor executivo.

Leia Também:  Senador alerta que setor produtivo de carnes pode entrar em colapso

A ação fiscalizatória solicitada deverá ocorrer por meio da composição de uma força-tarefa conjunta articulada entre o Procon estadual e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania. O instrumento prevê a notificação compulsória de postos revendedores e distribuidoras para a entrega de notas fiscais de compra e venda relativas aos meses de agosto e setembro, permitindo a auditagem completa das margens de lucro praticadas.

O motivo central da intervenção reside na violação manifesta do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, o qual veda explicitamente a elevação de preços sem justa causa e a obtenção de vantagem manifestamente excessiva. A suspeita levantada aponta para a apropriação indébita de subsídios estatais pela cadeia econômica, que teria retido os benefícios fiscais para ampliar de forma artificial suas margens de lucratividade às custas da população.

A finalidade primária da medida consiste na recomposição imediata do equilíbrio econômico-financeiro nas relações de consumo e no ressarcimento coletivo das eventuais distorções praticadas. Além disso, a iniciativa busca assegurar que os recursos decorrentes do diferimento tributário promovido pelo Poder Público sejam efetivamente repassados à ponta final da cadeia consumidora, preservando o poder de compra da sociedade.

Leia Também:  Natasha e Galvan apostam em desgaste dos medalhões Neri e Fagundes

A magnitude financeira dos reajustes revelou que o litro do etanol hidratado saltou do patamar inicial de R$ 3,70 para até R$ 4,39, registrando uma elevação acumulada de R$ 0,49 por litro. Simultaneamente, a gasolina comum registrou acréscimo de R$ 0,20 por litro, atingindo a cotação de R$ 7,19, contrastando de forma gritante com a subvenção federal direta concedida ao setor na ordem de R$ 0,2519 por litro.

O cenário mercadológico desenvolveu-se sob a manutenção de alíquotas zeradas para PIS/Pasep e Cofins, somada à redução de 38% na base de cálculo do ICMS estadual incidente sobre o etanol. Mesmo diante desse ecossistema altamente desonerado por decretos executivos federais e leis estaduais, os postos de combustíveis efetuaram reajustes coordenados e simultâneos nos dias 12 e 23 de setembro.

Caso fiquem comprovadas as irregularidades econômicas e a formação abusiva de preços, os estabelecimentos estarão sujeitos a sanções administrativas severas, que incluem a aplicação de multas milionárias e suspensão de atividades. Os relatórios técnicos resultantes da fiscalização serão encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica para a responsabilização criminal e combate ao cartel.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA