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"PAUTAS-BOMBAS": TAXA DE LIXO E IPTU 2023

Pinheiro desafia vereadores e os chama de “mentirosos”

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Recentemente, uma Audiência Pública foi realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, para discutir o projeto de aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), da Capital mato-grossense.

A Prefeitura de Cuiabá fez sua justificativa alegando que a valorização de alguns imóveis e as melhorias realizadas em bairros da capital para a aprovação do aumento do IPTU em 2023.

Na Audiência Pública, vários moradores que estiveram na Câmara Municipal de Cuiabá, para o debate, e também contestaram a criação da “Taxa do Lixo” proposta pela administração municipal. A taxa seria inserida no talão de água e esgoto.

O Projeto de Lei da “Taxa de Lixo” busca se adequar à legislação do novo marco legal do saneamento básico sancionado pelo presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro (PL) em 2020. Pela legislação, todos os municípios brasileiros devem, de forma obrigatória, regulamentar a “Taxa de Lixo”. Caso contrário, as prefeituras podem sofrer uma ação de renúncia de receita da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em junho deste ano, a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Câmara Municipal de Cuiabá emitiu um parecer favorável ao Projeto de Lei que autoriza a cobrança da “Taxa da Coleta de Lixo” por meio da fatura de água e esgoto na capital. Conforme a mensagem do projeto, a alteração busca adequar os dispositivos à legislação do novo marco regulatório do saneamento básico.

500% de aumento do IPTU

Sobre a mensagem enviada pelo Executivo Municipal que prevê a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), que servirá de base para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Cuiabá para 2023, foi criticada pelo vereador Sargento Joelson Fernandes do Amaral (PSB). Segundo o parlamentar, em alguns bairros o aumento chegaria a 500%.

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Joelson explicou que, no texto, a Prefeitura de Cuiabá afirma que o tributo não é atualizado na capital há cerca de 12 anos e que pretende fazer esse reajuste levando em consideração todo o período em que não houve aumento.

O vereador afirmou ainda que o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro (MDB) pretende aprovar a proposta sem discussão na Câmara Municipal e que essa taxação é injusta com a população.

Sem discussão, sem conversar com a Câmara, sem conversar com os moradores e isso é Cuiabá inteiro, tem bairros que são menos e tem bairros que são mais, mas a média dá entre 400 e 500% de aumento do IPTU e ITBI da Capital. É injusto, se houvesse ao menos uma progressão, a cada ano aumentar uma parte, mas tudo de uma vez o cidadão não vai dar conta”.

Já o vereador José Cezar Nascimento, o Cezinha Nascimento, do Bairro Altos da Serra, disse que, assim como explicou o vereador Adevair Cabral (PTB), a Planta Genérica está desatualizada, sendo que a última modificação foi há 12 anos e o correto é que isso ocorra a cada triênio. Ainda afirmou que os imóveis do bairro se valorizaram nos últimos anos com as obras de asfalto.

Já a vereador Michelly Alencar Neves (UB), utilizou seu perfilem sua rede social, Instagram, para mostrar seu posicionamento referente a mensagem que foi enviada pela Prefeitura de Cuiabá, para a Câmara Municipal, que visa o aumento de aproximadamente 500% o valor do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) para a Capital em 2023.

Pinheiro desmente vereadores

Durante entrevista à Rádio Capital FM, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) chamou de os vereadores da oposição de “mentirosos”, quando os parlamentares municipais afirmaram que haverá aumento de 500% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), caso o Projeto de Lei, que atualiza a Planta de Valores Genéricos, seja aprovado pela Câmara Municipal da Capital. A proposta será votada em breve.

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Emanuel Pinheiro em sua entrevista desafiou os vereadores de oposição Sargento Joelson Fernandes (PSB), Dilemário do Valle Alencar (Podemos) e Michelly Alencar Neves (UB), que eles provem o efetivo aumento da taxa.

Segundo o Prefeito de Cuiabá, os vereadores de oposição querem manchar a sua gestão.

Isso não existe, esse grupo de vereadores de oposição, que não tem nenhum compromisso com a verdade, rejeitada pelas urnas, jogaram, sem nenhuma responsabilidade, essa informação à população. São três que estão toda hora mentindo para a população. Eu quero que eles provem que vai ter aumento de 500%. Quero que mostrem um caso”.

A ideia do Executivo Municipal é atualizar a planta genérica do município por meio da majoração do valor do metro quadrado com a estimativa do valor vendido dos imóveis e terrenos das regiões urbanas de Cuiabá.

O valor do metro quadrado, dependendo da localização, terá aumentos em percentuais que variam entre 100% até 1.000%, em relação aos valores atuais.

Emanuel Pinheiro destacou que essa atualização é uma exigência do Tribunal de Contas e precisa ser feita para fomentar o negócio na capital, gerando emprego e renda.

Não existe 500% de aumento. É uma atualização da planta dos valores genéricos.

Com o fim de ano chegando e o encerramento dos trabalhados legislativos, a Prefeitura de Cuiabá espera a aprovação de duas “pautas-bombas”, que podem impactar nas contas públicas e também no bolso da população.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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