ACESSO AO CRÉDITO
Governo Bolsonaro retoma Crédito Fundiário em Mato Grosso
A cidade de Lucas do Rio Verde mais uma vez será contemplada por ações do Governo Federal, e dessa vez, num projeto piloto com 50 famílias que serão atendidas pelo Programa Nacional do Crédito Fundiário, antigo Banco da Terra. Parado desde 2012, o processo marca a retomada Crédito Fundiário em Mato Grosso.
De acordo com o líder da bancada no Congresso Nacional, deputado federal Neri Geller (PP/MT), a iniciativa é uma modalidade diferenciada de acesso ao crédito para a compra do imóvel rural, garantindo acesso facilitado ao financiamento, em condições acessíveis ao produtor.
“Isso mostra o compromisso do presidente Bolsonaro com Mato Grosso. As negociações estão em andamento entre Mapa, Incra, Seaf, Banco do Brasil, e por fim, perto de ser tornarem realidade“, comemorou o parlamentar.
Após ser aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Secretaria de Estado e Agricultura Familiar do Estado de Mato Grosso (SEAF/MT encaminhou toda a documentação para a Superintendência do Banco do Brasil e agora já seguem os trâmites do financiamento. O valor total da negociação é de R$ 6 milhões numa área de 347.0323 hectares, ou seja, R$ 17 mil/ha.

Neri Geller garante ainda que o município de Lucas do Rio Verde está se tornado um importante mercado consumidor e fornecedor.
“Os agricultores estão conscientes sobre o papel que têm na cadeia produtiva, e com a instalação das famílias e o grande apoio que temos recebido da SEAF vamos dar robustez à produção de itens que serão comercializados em importantes frentes como a cesta básica, a merenda escolar e o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos]“, comemorou.
O secretário de Agricultura do Estado, Silvano Amaral, afirma que serão investidos recursos para a formação de infraestrutura básica de atendimento comunitário.
“A Empaer tem a função de auxiliar no processo de identificação e orientação das famílias, além de atuar na vistoria técnica da área e na elaboração do laudo agronômico demonstrando a capacidade produtiva do espaço. A SEAF não tem medido esforços para retomar com eficiência a execução do PNCF em Mato Grosso, e queremos fazer de Lucas do Rio Verde um projeto-modelo para as demais implantações no Estado“, declarou.
Os próximos passos serão a assinatura das minutas individuais do contrato por cada família, registro no cartório e pagamento da área.
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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