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POLITICA DE INDEFINIÇÕES

Daqui a 98 dias, mais de 2,4 milhões de eleitores de Mato Grosso vão as urnas

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A data de hoje, 26 de junho, marca a contagem regressiva para eleições de 2022, daqui a 98 dias mais de 2,4 milhões de eleitores do Estado de Mato Grosso escolherão representantes para o Legislativo, Executivo Estadual, Federal e o presidente da República.

Antes mesmo de uma agenda eleitoral que irá consolidar a disputa em outubro, o cenário já apresenta sinais de polarização e um combate acirrado a desinformação. A proximidade do pleito, entretanto, não parece mudar o cenário da sucessão do governador Mauro Mendes Ferreira do Partido União Brasil (UB).

A maioria das chapas ainda não foi completamente montada, o que dá para muitas especulações. São vagas para vice e para o Senado que ainda estão em abertos, um partido ou outro que ainda não definiu em qual palanque vai subir e tentativas de composição de candidaturas.

É bom registrar que, essa indefinição acontece devido longas e desgastantes negociações.

As maiores indefinições estão na chapa de Mauro Mendes: Wellton Antônio Fagundes, do Partido Liberal (PL), a “Pequena Grande Mulher”, Dr. Natasha Slhessarenko, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e por enquanto, o deputado federal, Neri Geller, do Partido Progressista (PP), tem cumprido algumas agendas com o governador Mauro Mendes.

Entretanto, porém, a proximidade de Natasha e Wellton com o chefe do Executivo Estadual, sugere que… Neri Geller parece estar fora da chapa do Governo do Estado.

Mas tudo está conforme manda o figurino: apoio incondicional em 2024 ou 2026 para o deputado federal Neri Geller, é só escolher se vai querer ser Prefeito ou Senador.

Até antes da matéria publicada pelo Blog do Valdemir, ele dizia que contava com apoio do governador Mauro Mendes (UB), para sua candidatura ao Senado. Depois da publicação, muitas coisas mudaram:

Com apoio ou não do governador, a nossa pré-candidatura vai seguir firme“.

Ui…, pelo jeito ele continua esperando um milagre para se viabilizar politicamente e eleitoralmente. E não me venha com historinha que tem apoio de A, B ou C, aceite enquanto a tempo, contrário nem a cadeira da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) sobrará.

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O nobre parlamentar esteve sexta-feira em Cáceres, então vamos ao tom enigmático do governador em seu discurso:

Espero que Deus nos abençoe nos próximos meses. Todos nós temos que tomar decisões importantes. E todos sabem daquilo que estou falando…espero que Deus ilumine a todos vocês e aquele que vão se colocar a disposição (nas eleições). Mas acima de tudo, ilumine a cada mato-grossense que vai fazer suas escolhas…tem um ditado que diz o seguinte: a gente se torna fruto de duas coisas, primeiro das alternativas que temos, segundo das escolhas que fazermos…“, disse Mauro Mendes em Cáceres na última sexta-feira. E segue a Chalana.

Se o Partido Progressista (PP) vê seu pré-candidato ao Senado da Republica desidratar, a situação do Partido dos Trabalhadores (PT) está longe de ser confortável.

Federado com o PV e o PCdoB, o partido tenta em Mato Grosso convencer possíveis aliados e lideranças que sua pré-candidata ao Governo do Estado, tem condições reais de furar a bolha petista, se tornar mais conhecida e crescer nas intenções de voto.

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Na semana passada, ante a insistência das direções nacionais por uma solução, PT, PV e o PCdoB retornaram as negociações no Estado, mas falta ritmo no diálogo.

Nota da redação

Aceitem senhores navegantes, o cenário é mais estável aos pré-candidatos à direita. O Partido Liberal (PL) lançou Wellton Fagundes para a reeleição. Na sequência, como parte também de uma articulação regional, o partido fechou aliança com o governador Mauro Mendes. A vaga de vice irá continuar com Otaviano Olavo Pivetta.

Wellton e Pivetta, tem em Mato Grosso, grupos de admiradores no União Brasil (UB), sigla resultante da fusão do DEM com o PSL. A preferência na base é tal que vem influenciando as articulações do comando da sigla e travando avanços do PP.

O União Brasil, é presidido no Estado, pelo Senador em exercício Fábio Paulino Garcia. A sigla apesar, de reuniões para tratar do tema eleições, não demonstra pressa em decidir e deve se posicionar apenas quando o cenário estiver mais definido.

Além do União Brasil (UB), Wellton e Pivetta possuí simpatizantes declarados ou discretos em parte do MDB, tanto por laços estabelecidos na política regional como por afinidade de emedebista com o Senador Wellton.

O PP.…, bem o PP, cumpre roteiros intensos pelo Estado a meses…esperando um milagre dos deuses da política.

Se liguem: a tendência é de alterações nas próximas semanas, já que o período de articulações, neste ano, em especial, vem sendo caracterizado por uma sucessão de reviravoltas.

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Política

Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”

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A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.

A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.

O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.

A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.

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Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.

A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.

Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.

Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.

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A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.

Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.

A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.

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