DE BEM COM O POVO
Pesquisa Datafolha: Bolsonaro atinge sua maior aprovação desde o início do mandato
Na pesquisa realizada entre os dias 11 e 12 deste mês, com 2.065 pessoas por telefone celular em todo o Brasil, 37% disseram que o governo de Bolsonaro é bom e ótimo, 27% como regular, e 34% fizeram sua avaliação como ruim e péssima, sua rejeição caiu de 44% para 34%, 1% dos entrevistados não soube ou não quiseram responder. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Confiança do povo brasileiro
Na pesquisa, 41% dos pesquisados, não confiam em Bolsonaro, 22% sim, e 35% as vezes.
No Nordeste
Sua rejeição caiu na região Nordeste, mas ainda tem uma das piores avaliações, de 52% para 35% de ótimo e bom.
No Sudeste
Na região mais populosa do País, a aprovação do presidente subiu de 29% para 36%, e sua rejeição caiu de 47% para 39%.
O presidente Jair Messias Bolsonaro continua sendo bem avaliado nas regiões Sul e Norte/Centro Oeste, onde atinge 42% de ótimo e bom.
Com isso, a capa do jornal da “Folha de São Paulo” circulou logo cedo pelos grupos de WhatsApp do Palácio do Planalto. A pesquisa Datafolha confirmando o “efeito coronavoucher” sobre a popularidade de Jair Bolsonaro, sobretudo no Nordeste, deixou eufóricos os assessores do presidente.
Nada que o faro dos políticos da região já não tivesse detectado.
Nas últimas semanas, choveram convites de lideranças nordestinas para que o ex-capitão visitasse suas bases. Além dos louros que vem colhendo com a distribuição do auxílio emergencial, o presidente tem outros trunfos na região.
O ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, trabalhou quieto, mas trabalhou muito. E se não tocou nenhuma grande obra até agora, teve a esperteza de investir no término das muitas que encontrou inacabadas, como as rodovias 116 e 101 na Bahia, e a ferrovia Oeste-Leste, por exemplo. Sem falar no Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, iniciada no Governo Lula e concluída pela pasta de Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. No final, quem capitaliza é quem entrega.
Nas eleições de 2018, Bolsonaro perdeu feio no Nordeste. Foram quase 4 votos contra 1 para o petista Fernando Haddad. Agora, com a pesquisa Datafolha, o Palácio já arrisca que Bolsonaro conseguirá chegar a 2022 com um placar de 2 a 1 sobre o PT.
Paulo Guedes, como disse Flávio Bolsonaro, vai ter de “arrumar um dinheirinho” para não deixar a fonte do seu pai secar. Bolsonaro achou o mapa da mina, e agora é tarde demais para querer que volte atrás.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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