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DIVERGÊNCIAS DE PENSAMENTOS NA SIGLA

“Partido político não é um instrumento de brincadeira. Não é usar o partido para só viabilizar a sua candidatura, não”

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Não aceitando algumas diretrizes e também a situação de debandada do PSDB, o deputado estadual Wilson Pereira dos Santos levantou voo e deixou o ninho tucano mato-grossense. Ele assinou sua ficha de filiação ao PSD, sigla comandada no Estado de Mato Grosso, o Senador licenciado e hoje ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro.

Na época, sua desfiliação do ninho tucano, cuja militância de Wilson Santos em Mato Grosso é histórica, acabou sendo motivada pela dificuldade imposta pela legislação eleitoral para os partidos formalizarem chapas, e que toda situação política do parlamentar foi discutida e decidida com a base do deputado, cerca de 80 pessoas. Após desfiliação e filiação no PSD, o parlamentar estadual se disse “animado” na chegada da nova legenda.

Discutimos longamente esse assunto e decidimos aceitar o convite do Senador Fávaro. A base nos surpreendeu, de maneira unânime, me deu carta branca para tomar essa decisão“.

Santos é destituído da presidência do PSD de Cuiabá

Após anunciar que estaria apoiando a candidatura a Prefeito de Cuiabá pelo União Brasil (UB), do companheiro de parlamento José Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o deputado estadual Wilson Santos foi destituído da presidência do Diretório Municipal PSD de Cuiabá.

As divergências de pensamentos na caminhada na disputa da Prefeitura de Cuiabá foram um dos motivos. Wilson Santos desejava apoiar Eduardo Botelho do União Brasil (UB), enquanto a presidência estadual ordenava apoio ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), com o nome de Lúdio Cabral, por ordem do ministro Carlos Fávaro, aliado de Lula, e participou da reunião em que foi confirmado o candidato a vice-prefeito na chapa, o médico Marcelo Sandrin (Republicanos).

O PSD não tinha um Diretório Municipal, mas sim uma comissão provisória, que foi totalmente destituída para que os membros desse grupo ficassem livres para apoiar quem quisessem. Uma nova comissão provisória foi montada em Cuiabá, presidida pelo suplente de vereador Raufrides Macedo, que migrou do PV para o PSD.

Oficialmente, o PSD tem compromisso com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e com a Federação PSOL/Rede, que apoiam o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que também disputa o Palácio Alencastro. Porém, lideranças dos partidos de esquerda já adiantaram que não irão punir seus membros por apoiarem outros candidatos em Cuiabá.

Questionado se caminhará ao lado do colega petista, Wilson Santos preferiu manter sigilo e restringiu-se dizer que;

Vamos ver, estamos analisando.

Neste sábado (3), o PT e demais siglas aliadas lançaram oficialmente o nome de Lúdio Cabral na disputa pela cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de 6 de outubro. Além disso, a vice do deputado estadual petista é a filha do presidente estadual da sigla, Rafaela Fávaro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro.

Sanções contra Wilson Santos

Um aviso chegou de ser dado pelo líder do PSD em Mato Grosso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro, afirmando que mais sanções poderão ser tomadas contra o deputado estadual Wilson Santos (PSD), ou contra qualquer outro membro do partido, caso sejam constatados atos que configurem infidelidade partidária.

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Carlos Fávaro disse que;

Precisamos começar a tratar a política com o devido respeito. Partido político não é um instrumento de brincadeira. Não é usar o partido político para só viabilizar a sua candidatura, não. Partido político é uma instituição onde você se identifica. Existe uma situação que é recorrente na política, que é da imprevisibilidade, quando em determinado momento as conjunturas momentâneas mudam a direção. E aí, neste momento, a gente precisa ter razoabilidade. Muitas vezes não dá certo uma construção, um palanque, e aí você tem que respeitar as particularidades“.

E concluiu ainda dizendo que o PSD já passou por essa situação, mas que foram liberados pela nacional, mas que hoje nada foi autorizado ou liberado pelo PSD em Mato Grosso.

Isso aconteceu, por exemplo, em 2022, com o partido PSD aqui em Mato Grosso e também nacionalmente, por determinação do nosso presidente Gilberto Kassab, que liberou os nossos filiados e candidatos para terem posições livres com relação às eleições presidenciais. Nós compreendemos isso e fizemos isso aqui também. Esta eleição em Cuiabá é diferente. Esta eleição não teve nenhum ato improvisado“.

Carlos Fávaro que é presidente do Diretório Estadual do PSD e tem uma relação próxima com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele contou que há meses esta aliança vem sendo discutida e nenhum membro do partido foi pego de surpresa com a aproximação.

No dia 8 de janeiro o presidente Lula me chamou ao Palácio do Planalto para falar um pouco de política. Para falar um pouco de construção política em Cuiabá. Me perguntou se o PSD tinha candidato a Prefeito de Cuiabá. E não tinha, nós não tínhamos uma candidatura formalizada. Nós consultamos, por exemplo, ‘Wilson, quer ser candidato?’, ‘Natasha, quer ser candidata?’, e ninguém firmou este compromisso. Eu não podia mentir para o presidente Lula, óbvio que não. Ele falou assim; ‘você tem dificuldade de apoiar o projeto que a Federação Brasil da Esperança irá apresentar?’, nós nem sabíamos se era Lúdio, se era Rosa Neide, se era Stopa. Portanto, não teve surpresa, eu dei a palavra ao presidente. De lá até as convenções, que é hoje, ninguém se surpreendeu, foi um passo a passo, explicou.

Eu falei isso, por exemplo, para a nossa chapa de vereadores. Tinham em março a oportunidade para escolher sigla partidária, para que campo ideológico iriam, não teve surpresa. Quem ficou aqui no PSD sabe qual é o rumo da política, eu não escondi de ninguém. Agora, desrespeitar isso é desrespeitar a sigla partidária. Por isso o Wilson foi destituído da presidência municipal e tantas quantas sanções forem necessárias para membros do partido durante o processo eleitoral serão tomadas com muita tranquilidade“.

Além de Wilson Santos, outra integrante do partido que constantemente está presente em eventos com membros do União Brasil é a Senadora Margareth Buzetti. Ela ocupa a cadeira no Senado em substituição a Carlos Fávaro, por ser sua primeira suplente, já que ele foi nomeado ministro. Na época da nomeação ela era filiada ao PP, mas deixou a sigla como sinal de que não seria oposição ao governo do PT no Senado.

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Carlos Fávaro quase não ficou com o cargo de ministro por causa do receio que o Governo Federal tinha com a atuação que Margareth Buzetti poderia ter, considerando que no passado ela já apoiou Jair Bolsonaro. Há alguns meses, inclusive, ela chegou a afirmar que apoiaria a candidatura de Eduardo Botelho à Prefeitura da Capital. Fávaro disse que medidas poderão ser tomadas contra os dois.

Eu não vi o ato ainda, mas na medida que se caracterizar contra o regimento do partido, medidas serão tomadas, não só para os dois, como também para os pré-candidatos a vereadores (…), e não é só aqui. Porque convenção é um ato muito sério, é algo muito forte da nossa democracia, não é um ato banal, não é um ato que se desrespeita. Precisamos começar a tratar a política com o devido respeito. Em todos os municípios de Mato Grosso será cobrada fidelidade às convenções. Eu não interferi em nenhum município de Mato Grosso, todo mundo compôs no PSD do jeito que quis, agora, cumpra com a sua fidelidade“.

Outro parlamentar que também não está contente com o posicionamento político do PSD é o deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho. Em junho ele anunciou que pretendia deixar o partido por conta do alinhamento da sigla com a esquerda. Carlos Fávaro disse que não quer que o colega saia do PSD.

O Nininho é um grande quadro, é uma pessoa maravilhosa, um amigo pessoal, e eu não vou perder o Nininho, deixar ele sair do PSD, vou fazer de tudo para ter ele junto conosco sempre, finalizou.

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Política

Fator imprevisível pode mudar o destino da sucessão estadual

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Já estamos em uma quarta-feira de frio leve, em breve que apareça o sol, e caminhando para mais um final de semana. Caros amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, neste ambiente turbulento nos bastidores da política na Terra de Rondon… eis que surge o “Guri refestelado da Guarita”, perguntando, os motivos de nenhum jogador do Cuiabá Esporte Clube foram convocados para a Copa do Mundo? Esse guri não tem jeito.

Depois os frequentadores do Boteco da Alameda vão te explicar meu “pequeno gafanhoto”. Sabe porquê? Estamos a caminho da última das últimas do cenário político do nosso “QUERIDO”, “LINDO”, E “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso e a chapa que esquentou na disputa ao Palácio Paiaguás, fortalecendo assim um novo cenário.

Quer saber? Venha com o Boteco da Alameda e siga o fluxo!

O clima é de guerra…

Silenciosa entre os maiores grupos políticos do Estado: Partido Liberal (PL), União Brasil (UB), e o Podemos, surgem hoje como os três pilares capazes de construir o próximo Governador de Mato Grosso.

São partidos que concentram prefeitos, deputados, senadores, lideranças regionais, estrutura política e influência direta nos maiores colégios eleitorais do Estado.

Entretanto, contudo, todavia, o que era para ser demonstração de força, começa a revelar divisões internas, disputas de vaidade e articulações que podem mudar completamente o cenário da sucessão estadual.

PARTIDO LIBERAL

A sigla conquistou as principais prefeituras do Estado, elegendo gestores em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, fortalecendo o projeto da direita em Mato Grosso.

Apesar de liderar as pesquisas na Terra de Rondon, a sigla ainda está longe de demonstrar “UNIÃO” interna para uma disputa majoritária.

Se liga: nos corredores palacianos (Paiaguás e Dante de Oliveira), a aposta é que Wellton Fagundes poderá recuar da disputa. As peças começaram a serem mexidas no tabuleiro político eleitoral mato-grossense.

O que se vê nas últimas movimentações vai pegar muitas pessoas e políticos de surpresa. Wellton quer sobreviver?

Então intensifique as visitas polos, reorganiza o seu time e começa a mostrar que independe do apoio do pré-candidato presidencial.

PS: a presença do jornalista e publicitário João Maria de Medeiros, marqueteiro responsável pelas campanhas vitoriosas de Blairo Maggi em 2002 e na reeleição de 2006 no núcleo político de Wellton Fagundes, será um sinal claro de fortalecimento e profissionalização da sua pré-campanha?

Enquanto Wellton Fagundes cresce por fora, o Partido Liberal (PL) enfrenta turbulências internas.

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Bom…, deixa pra lá e vamos caminhar, deixando os sinais: o que deveria ser um movimento de fortalecimento do partido acabou gerando desconforto entre lideranças da própria sigla; o partido tem hoje um nome competitivo ao Palácio Paiaguás, porém… ainda não conseguiu alinhar totalmente seus interesses internos.

Vamos saber do nosso analista político Alex Rabelo, do atual cenário vivenciado pelos bolsonarista na Terra de Rondon.

Se mesmo dividido Wellton lidera as pesquisas, imagine se o grupo estivesse totalmente alinhado“.

Eitaaa lasqueiraaa.

União Brasil…

Vive dias de tensão. O que era para ser estabilidade virou confronto interno: O “Capitão Jaymão” e o “Homem de Ferro.

O Capitão Jaymão trabalha fortemente e acredita que seu nome passara pela Convenção Partidária no dia 4 de agosto, para representar o União Brasil (UB) na cadeira número 1 do Palácio Paiaguás.

Enquanto isso, em qualquer parte da capital de todos os mato-grossenses, oHomem de Ferro deixa claro que seu apoio para o Governo do Estado é a do nome do Republicanos, Otaviano Pivetta.

Esse movimento vem girando desconforto dentro do próprio núcleo duro do União Brasil (UB). Hoje, os números de bastidores começam a preocupar líderes dos partidos.

As lideranças, enxergam esse momento como dos mais frágeis da história recente da sigla na Terra de Rondon.

E a conta dessa divisão pode ser pesado: Alguns deputados estaduais atualmente no mandato podem acabar ficando fora da próxima legislatura.

Entre os nomes citados nos corredores do Palácio Dante de Oliveira estão: Dilmar Dal Bosco e o pastor Sebastião Rezende.

No caso de Sebastião Rezende, outro fator passou a preocupar aliados: o distanciamento de pauta da base ligada as Igrejas Madureira, que historicamente caminhava ao lado do deputado. Agora lideranças religiosas começam a construir o projeto do pastor Bira da Econômica, de Primavera do Leste, nome que pode tirar uma fatia importante do eleitorado conservador e evangélico.

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Enquanto isso, em qualquer parte da City, o Homem de Ferro coloca aliados estratégicos e lideranças alinhadas ao projeto de Otaviano Pivetta.

Me diz aí Alex Rabelo, qual será o resultado do embate entre os unistas em Mato Grosso?

Uma divisão entre Jayme Campos e Otaviano Pivetta pode enfraquecer e, abrir espaço para crescimento de adversários“.

Danou se tudo então?

Calma “pequeno gafanhoto”. Neste ambiente turbulento, eis que surge o crescimento silencioso de outra sigla: O Podemos.

Enquanto o Partido Liberal (PL) e União Brasil (UB) vivem conflitos internos, o partido comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi, o Podemos, cresce de forma organizada, estruturada e sem grandes desgastes públicos.

Hoje, muitos já enxergam o presidente daquela Casa de Leis, como um nome de equilíbrio para uma eleição marcada por guerras políticas antecipadas.

Mesmo afirmando publicamente que seu foco é a reeleição a uma das cadeiras na Assembleia Legislativa Mato-grossense, nos bastidores o discurso é outro.

E como a política muda rapidamente, igual nuvem passageira, ninguém mais descarta essa possibilidade.

Principalmente diante das dificuldades enfrentadas pelo Republicanos, Otaviano Pivetta, para crescer no interior e consolidar sua candidatura.

O Boteco vai falar

Muitos deputados mato-grossenses enxergam em uma eventual ida de Max Russi ao Palácio Paiaguás a oportunidade de abrir espaço para renovação interna e nova composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

Mesmo sem assumir oficialmente uma pré-candidatura ao Governo do Estado, Max Russi começa a ser pressionado por lideranças políticas para entrar definitivamente no jogo majoritário.

Nota de rodapé: talvez seja justamente o fator mais imprevisível da eleição de 2026: os grupos começaram a guerra cedo demais…e isso… pode mudar completamente o destino da sucessão estadual.

Uma coisa é certa: isso tudo é apenas o começo.

O final…, bom…, o final vai ser muito interessante. Aguardem.

Segue o fluxo!

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