MESA DIRETORA DEFINIDA
Chico 2000 irá substituir o atual presidente Juca do Guaraná Filho
O grupo de base do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) articulava desde o inicio do ano para lançar o vereador do Partido Liberal (PL), Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000, como candidato à presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, nas eleições previstas para agosto em substituição do vereador e atual presidente da Casa de Leis, Lídio Barbosa, o Juca do Guaraná Filho (MDB).
Um grupo denominado “Bloco Independente“, que estava sendo liderado pelo vereador Pastor Jeferson de Souza Siqueira (PSD), articulava também para lançar o vereador Demilson Nogueira Moreira (PP). Além do Pastor Jefferson, faziam parte do “Bloco Independente” os vereadores: Marcos Paccola (Republicanos), Diego Guimarães (Republicanos), Michelly Alencar (União) e Dilemário Alencar (Podemos).
O grupo chegou até mesmo em mudar o nome do vereador Demilson Nogueira pelo da vereadora Michelly Alencar (UB), tentando assim conquistar o voto da vereadora de oposição, Edna Sampaio do Partido dos Trabalhadores (PT), o que acabou não dando certo.
Base rachada
Entre idas e vindas, o consenso não agradava a base governista, e com isso, acabou rachando a eleição para conquistar a Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, e o motivo foi que dois vereadores buscavam a presidência da Casa de Leis, e não abriam mão da candidatura. Os vereadores Adevair Cabral (PTB), que atualmente responde pela liderança do governo municipal, e de Renivaldo Nascimento (PSDB), que integram a base governista do Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, e almejavam assumir o comando do Legislativo Municipal no próximo Biênio. Atualmente, a base conta com nove vereadores.
O vereador do Partido Liberal (PL), Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000, pelo que tudo indica, vai ficar com a presidência da Casa de Leis para o próximo Biênio. E segundo o parlamentar, que faz parte da base do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) no Legislativo, somando ao seu voto, já conta com 17 votos para Presidência do Legislativo Municipal, e disse que está preparado para a eleição de Mesa Diretora, que acontecerá no próximo 25 de agosto.
“Eu estou trabalhando para isso já a um bom tempo, estou conversando com todos os 25 vereadores. Além do meu voto, hoje nós temos o voto de mais 16 vereadores. Então hoje já somamos 17, mas eu mantenho a esperança de que tenhamos uma chapa de consenso até porque, se Deus permitir, e os vereadores me ajudarem, serei presidente de um parlamento com 25 vereadores”.
O vereador Chico 2000 trabalhou para que o vereador Adevair Cabral (PTB) fosse colocado na chapa como primeiro-secretário e o vereador Rodrigo Arruda e Sá do Cidadania, como o primeiro vice-presidente.
Outro nome que já está definido na chapa encabeçada pelo parlamentar liberal é do vereador Luiz Fernando (Republicanos). Ele foi escolhido para ocupar a primeira vice-presidência do Parlamento Municipal.
“A composição da Mesa Diretora está quase formada. Quero ver se até amanhã já podemos estar divulgando a composição. Existe alguns pontos que ainda estão sendo discutindo que precisamos terminar de alinhá-los para divulgarmos a composição”.
Chico 2000 vem se articulando para a disputa desde o início do ano e afirma que já conta com o apoio da maioria dos parlamentares. Os demais componentes de sua chapa ainda não foram definidos, e com o apoio da maioria dos vereadores, Chico 2000 deverá ser o único a apresentar chapa para a disputa da Mesa Diretora. Ele só não conta com o apoio dos parlamentares do grupo de “oposição”, e alguns que integram o “Bloco Independente”.
A eleição está marcada para a próxima quinta-feira (25). A votação ocorrerá durante uma sessão especial, marcada para as 14 horas na Casa de Leis.
Política
PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.
Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.
Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.
Foi quebrada medida cautelar?
A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na “Operação Heritage“, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.
O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.
As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.
Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.
Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.
No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.
O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.
Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.
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