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TRNSIÇÃO DE CICLOS DE PODER

Panorama dos movimentos políticos em Cuiabá

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Cuiabá se prepara para vivenciar um momento de transição de ciclos de “PODER”. Em razão dessa instabilidade, mudança de lideranças, do quadro de força ter desequilibrado dado a operação desse quadro será um ano muito importante para consolidação dessas novas forças.

⁠”Em troca de poder, o ser humano perde…“, Thomé_Project

Quando o os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda fala de forças, se refere aos deputados estaduais Zé Edu Botelho, ao petista Ludio Cabral e aos deputados federais Fábio Paulino Garcia, e ao polêmico Abílio Jaques Brunini, como lideranças de um novo grupo que está se formando.

A eleição deste ano de 2024 vai definir muito, não só a força e a consolidação desse grupo, mas também o lugar do ponto de vista de força política em que outras lideranças também poderão ocupar.

Tivemos a figura do prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro, que era essa liderança política a qual outros partidos e lideranças orbitavam. Era ele quem deliberava, inclusive, os arranjos eleitorais para as disputas majoritárias, as grandes disputas eleitorais.

Tanto a nível de Cuiabá, quanto a nível estadual. Agora, ele está vendo o seu grupo se esvaziar, está perdendo força e isso o grupo político do Boteco da Alameda já vinha observando há algum tempo, mas que ficou muito mais nítido nas eleições de 2022.

Ficou muito mais escancarado que ele perde esse lugar de liderança, que agora serão ocupados por: Edu, Abílio, Fábio ou Ludio. E, obviamente, eles vão tentar explorar as eleições de 2024, para garantir a sobrevivência do seu grupo político.

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Outras figuras também estão se movimentando para ocupar esses espaços. As eleições de 2024, do ponto de vista do aspecto e das forças políticas que vão se formando, os cabeças pensantes do Boteco da Alameda entende que vai ser uma eleição muito decisiva para observarmos as forças que serão consolidadas, os grupos que se consolidarão daqui para lá.

Prefeitura de Cuiabá um ponto chave

É um município que tem do ponto de vista econômico, autonomia que outras cidades não têm. Aqui é possível ser oposição ao Governo do Estado sem prejudicar o andamento, implementação de políticas, porque Cuiabá é um município grande, expressivo, consegue fazer isso.

Mas…, porém, entretanto, todavia, por ser grande, Cuiabá, a nossa querida Capital de todos os mato-grossenses, tem muitos problemas, é um município muito complexo e que demanda muitas coisas.

Quais os caminhos

Uma coisa é você disputar uma eleição majoritária. Outra é a eleição proporcional. Temos aí pré-candidatos que não perceberam essa diferença, porque se você está disputando eleição proporcional para a Câmara Federal ou para ocupar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), você pode ser eleito focado em um nicho, em um segmento, em uma pauta, em um grupo específico.

Outra coisa é você disputar um cargo majoritário, que exige do candidato que ele abra a sua agenda política para incorporar e dialogar com o maior número possível de pessoas, tanto a esquerda, quanto a direita. Tem que fazer acordo, tem que negociar, tem que dialogar para ampliar sua base de apoio.

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Você não lança uma pré-candidatura só por lançar ou sabendo que vai retirar essa candidatura lá na frente. É um jogo de xadrez, você vai ocupando posições para negociar lá na frente.

Você quer meu apoio? Tudo bem, mas olha aqui, eu tenho essa força, eu tenho esse grupo que me apoia, que é leal a mim, que me segue, é um grupo que não é desprezível.

Então, para você ter meu apoio, o que você me oferece? Qual lugar você abre para que eu ocupe na Prefeitura de Cuiabá? Qual agenda minha você vai incorporar? Qual secretaria você vai permitir com que eu tenha para poder implementar a minha agenda?

O Boteco da Alameda informaaaa: se preparem caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, daqui para frente vai ter negociação, vai ter acordo, conchavos e muito mais.

Agora, tem uma coisa interessante nesse meio, tem a ver com quem é que vai abrir mão, em que medida e sobre o que vai ser negociado? Uma vice? Quem sabe, talvez, pode ser.

Ufaa chega! Amanhã 2024 testes para depois de amanhã 2026. Segue o fluxo!

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Política

Indecisos entram no centro da disputa pelo Governo de Mato Grosso na reta final das eleições

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Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso, a conquista dos eleitores que ainda não definiram o voto passou a ocupar posição estratégica nas campanhas ao Governo do Estado. Levantamentos divulgados ao longo de setembro mostram uma disputa marcada por oscilações entre os principais candidatos e por uma parcela do eleitorado que ainda não declarou preferência. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 11 de setembro apontou Wellington Fagundes (PL) com 34,4%, Otaviano Pivetta (Republicanos) com 30,8% e Natasha Slhessarenko (PSD) com 23,2%, enquanto 4,3% disseram não saber em quem votar.

O que está em jogo, portanto, não se resume à disputa entre nomes já conhecidos do eleitorado. A última semana antes do primeiro turno representa uma etapa decisiva para a apresentação de propostas, a consolidação de alianças e a tentativa de conquistar os votos ainda disponíveis. Em Mato Grosso, a votação ocorrerá em 4 de outubro, das 7h às 16h no horário local, quando os eleitores escolherão presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.

O cenário eleitoral também revela que a corrida pelo Palácio Paiaguás permanece sujeita a mudanças até o encerramento da campanha. Levantamento Real Time Big Data divulgado em 3 de setembro registrou Wellington Fagundes com 34% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta, com 27%, e Natasha Slhessarenko, com 13%. Na mesma pesquisa, 11% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 10% declararam voto em branco ou nulo.

Otaviano Pivetta, que assumiu definitivamente o Governo de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes, disputa agora a reeleição e apresenta sua administração como continuidade de uma gestão que teve como marcas a organização fiscal e investimentos em infraestrutura. O atual governador também procura associar sua candidatura a obras e projetos realizados nos últimos anos. A avaliação de sua administração, entretanto, convive com cobranças de diferentes setores, especialmente em áreas como servidores públicos, previdência e educação.

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Entre as questões que permanecem no debate político estadual estão as reivindicações relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA) e à contribuição previdenciária de servidores aposentados e pensionistas. A alíquota de 14% foi instituída no âmbito da reforma previdenciária estadual de 2020 e continua sendo objeto de discussão política. No campo educacional, os indicadores de desempenho e os investimentos convivem com críticas de profissionais e entidades representativas, tornando a área um dos temas relevantes para a avaliação das propostas apresentadas aos eleitores.

Wellington Fagundes, por sua vez, chega à fase final da campanha sustentado por uma longa trajetória política. Senador desde 2015 e ex-deputado federal por seis mandatos, o candidato do PL procura transformar sua experiência em Brasília em argumento eleitoral para defender sua capacidade de articulação política e administrativa. Sua candidatura também está vinculada ao campo político bolsonarista, elemento que ocupa espaço importante no debate eleitoral de Mato Grosso e influencia a formação de alianças e estratégias de campanha.

Natasha Slhessarenko representa outra vertente da disputa. Médica e professora, a candidata do PSD procura ampliar seu espaço eleitoral em uma corrida marcada pela presença de políticos com trajetórias consolidadas. Sua candidatura também coloca em evidência a possibilidade de Mato Grosso eleger, pela primeira vez, uma mulher para o Governo do Estado. A campanha, contudo, enfrenta o desafio de transformar reconhecimento público e propostas na área da saúde em votos suficientes para avançar na disputa.

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As pesquisas mais recentes mostram justamente a volatilidade do cenário. Enquanto o levantamento Real Time Big Data de setembro registrou Fagundes à frente de Pivetta, o agregador Inteligov/EXAME apontou, em atualização divulgada em 20 de setembro, 29,59% para Pivetta e 29,48% para Fagundes, diferença de apenas 0,11 ponto percentual. Já uma pesquisa Veritá divulgada em 28 de setembro registrou Pivetta com 39,1% das intenções no cenário estimulado, Fagundes com 32,3% e Natasha com 15%. As diferenças entre os levantamentos refletem metodologias, períodos de coleta e amostras distintas e não permitem tratar nenhuma pesquisa isoladamente como resultado definitivo.

É nesse ambiente que os últimos dias de campanha ganham importância. Candidatos e equipes eleitorais precisam disputar não apenas os eleitores que já demonstram preferência, mas também aqueles que ainda podem modificar sua escolha diante de propostas, debates, alianças, discursos e avaliações sobre o desempenho dos governos. Para o eleitor, o período final oferece a oportunidade de comparar programas, trajetórias, prioridades administrativas e compromissos apresentados publicamente antes de registrar o voto na urna eletrônica.

A decisão, enfim, estará nas mãos do eleitorado mato-grossense no próximo domingo, 4 de outubro. Além do governador e do vice-governador, serão escolhidos dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e os representantes para a Presidência da República. São seis escolhas em uma mesma jornada eleitoral, cada uma com consequências distintas para a administração pública e para a representação política. Em uma disputa marcada por diferentes projetos e por pesquisas que apresentam retratos distintos do momento eleitoral, caberá a cada cidadão avaliar as informações disponíveis e decidir, de forma livre e consciente, os nomes que deseja levar às urnas.

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