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BALDE DE ÀGUA FRIA

“OPOSIÇÃO” manda o recado: não me sigam, também estou perdido

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O prazo para as Convenções Partidárias está batendo na porta de muitos partidos indecisos, e vai encerrar nesta sexta-feira (5) e até o momento só mi-mi-mis. A “Oposição”, se é que temos “OPOSIÇÃO”, tenta arrumar uma candidatura, nesta terça-feira, reuniões…, reuniões…, e mais reuniões acontecerão após o governador candidato à reeleição pelo União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira comunicar o óbvio: apoio a Wellton Fagundes do Partido Liberal (PL) ao Senado da República.

Pronto…, um banho de água fria naqueles que ainda tinham esperança de uma resposta diferente de Mauro Mendes: Palanque prá todo mundo.

Bom…, seguindo…, o parlamentar federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller, e Carlos Henrique Baqueta Favaro do Partido Social Democrata (PSD), voltaram a se reunir com o prefeito cuiabano o emedebista Emanuel Pinheiro.

Bom…, só existe especulações, mas tudo bem, vai surgir um nome, talvez, quem sabe, pode ser.

As declarações do governador Mauro Mendes com repercussão nos bastidores, deixaram ainda mais atônita a “OPOSIÇÃO”, desorganizada, desunida, sem rumo, sem líderes, sem um timoneiro que consigam convergir uma quantidade de militantes para atrair a atenção da sociedade para o contraponto que precisa ser feito ao Governo do Estado.

Se Mauro Mendes não foi apressado em pensar na reeleição, quem seria o vice e quem apoiaria ao Senado da República, é também, devido a “OPOSIÇÃO” ser a mais frágil dos últimos 20 anos.

O principal nome da “OPOSIÇÃO”, o prefeito cuiabano Nenel Pinheiro desistiu, mas faz barulho nos bastidores.

Bom caros leitores, desistir não seria a palavra certa, mas achamos que por enquanto ele puxou o “flap”, e acreditamos que ainda teremos novidades por esses dias. É o que recebemos de informações de pessoas ligadas ao cuiabano Nenel Pinheiro.

Os quatro fatos, demora para falar de reeleição, para definir o vice, quem apoiaria ao Senado e fragilidade da “OPOSIÇÃO” estão ligados, e Mauro Mendes não se jogou no campo da própria sucessão sem olhar para o retrovisor para observar se alguém com força política eleitoral, o ameaça.

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Encontrou o vazio no retrovisor e, sem o temor de desgaste que qualquer governante enfrenta, surpreendeu alguns com a sua reeleição e declarações de apoio nesta terça-feira.

Mauro Mendes pegou os opositores e, também os aliados de calça curtas e os encurralou, tendo dois escudeiros: o secretário de Infraestrutura Marcelo Oliveira, e o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

Marcelo Padeiro, como é conhecido, já não tem mais sua padaria na Praça Popular, cumpre agora o papel de levar desenvolvimento para o interior de todo o Estado com pavimentações, construção de pontes e interligando os municípios mato-grossense, enquanto Rogério Gallo, canta afinadíssimo para uma banda da sociedade, é a referência maior no combate ao desperdício e corrupção no Estado de Mato Grosso.

Mauro Mendes constrói, assim, o seu caminho da reeleição. Foram os secretários do governo Mendes que ajudaram a construir o atual governo. E eles que deram o tiro de misericórdia na “OPOSIÇÃO”.

Em Mato Grosso, existem dois caminhos para medir a confusão do momento político: ambos têm em comum, com ou sem razão, a premissa de que a oposição, está em uma nau à deriva. Num mesmo dia é possível observar uma sequência de sinais trocados que aponta, até agora, para direção alguma.

Uma hora seus integrantes e apoiadores batem no peito para defender o legado desenvolvimentista e das conquistas sociais. Outra hora falam da urgência para a missão, Palácio Paiaguas, um candidato de tesoura afiada.

Mas o que, afinal, quer a “OPOSIÇÃO”? Se vamos supor, o sistema de votos fosse um produto que chegou ao mercado com peça danificada e possível a troca, e seus líderes assumissem hoje o poder, qual o consenso a vista? A começar o Partido Progressista (PP) num eventual governo de Mauro Mendes ao Governo do Estado. Ou melhor de qual PP?

Nas justificativas de tanta trombada, o PP diz tentar se alinhar ao sentimento do eleitor. Mas qual? De certo mesmo sabe-se até agora o que os eleitores não querem, seja lá o que for isso signifique, em outubro, uns naturalmente querem o PP. Outros o Mauro, ou um Estado governado por um torcedor palmeirense, ou um procurador.

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Nota da Redação

A “OPOSIÇÃO”, se é que temos “OPOSIÇÃO” manda o recado: não me sigam, também estou perdido. A “OPOSIÇÃO” fez o jogo do governador Mauro Mendes.

Mauro preparou o W.O... O quadro já está consumado? Não. Pode mudar.

Marco Maciel dizia que: “Enquanto a prazo a tempo“.

Alguns querem que Márcia Pinheiro, filiada ao Partido Verde (PV), seja a candidata para disputar o Palácio Paiaguas, entretanto sem confirmação oficial. Um bom nome. Mas, será que o “silêncio” dela o beneficia? Ou assemelha-se ao aforismo de Adriana Falcão, roteirista da Rede Globo, quando diz: Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa“.

O incrível é como a classe política mato-grossense teima em não querer enxergar. Sempre raciocina com base em precedentes passados, que deram certo, tais como, “apoios”, “coligações eleitorais”, “marketing” sofisticado, “nominatas”, “caixa de campanha” e por aí vai. Atualmente, tais fatores influem na eleição proporcional. Na majoritária, a realidade é outra, totalmente diferente.

Uma campanha política não pode ser unicamente “tática”, mas sim “estratégia”.

Sun Tzu, o chinês, alertava que: Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota“.

Candidato majoritário competitivo necessita apresentar-se com antecedência e com “algo mais”, que seriam propostas concretas causando impacto de gestão ao eleitor, aliás há exemplos passados.

Vamos esperar e ver como ficarão as coisas em 2022. Mato Grosso dá sinais de colapso político, quase caminhando para o W.O na disputa pelo Governo do Estado, que seria a vitória dada pelo fato do adversário não competir.

Não podemos negar que existem inegavelmente nomes capazes, mas a “OPOSIÇÃO” não sabe onde caminhar em Mato Grosso. Esta perdidona.

Mais uma vez os deputados e candidatos da “OPOSIÇÃO”, provaram que estão completamente perdidos, e a primeira coisa que alguém faz quando está perdido,é gritar prá ver se é “ouvido” ou “notado”.

 

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Política

Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político

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A política ama a traição e odeia o traidor”.

A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀

Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀

Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀

Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀

O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.

Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.

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A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.

O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.

A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.

A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.

Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.

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O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.

Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.

O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.

O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.

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