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O relógio está correndo, o Boteco da Alameda veio avisar: Pivetta tá atrasado
Em janeiro de 2025, os frequentadores do Boteco da Alameda, afirmaram que o vice-governador mato-grossense, o Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta venceria o pleito eleitoral de 2026.
Empataria com com o Senador do Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes em intenções de voto em junho, tomaria a dianteira em final de novembro e início de dezembro, em abril, momento que assume o comando do Palácio Paiaguás, e momentos aos fechamentos das articulações políticas em agosto nas Convenções Partidárias, e em final de setembro a dúvida seria se o Republicanos, Otaviano Pivetta venceria logo no primeiro turno.
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, estamos no último mês da pré-campanha eleitoral, os frequentadores do Boteco da Alameda são experimentados e habilidosos nas análises políticas.
Quanto de verdade e quanto de jogo de narrativa houve na declaração do “calendário”, nunca saberemos, mas há dois elementos interessantes a revisitar.
O primeiro refere-se a ideia de crescimento escalonado, gradativo, que os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda projetou para o vice de Mauro Mendes, Otaviano Pivetta.

Tal movimento faz sentido quando se acredita que ações governamentais, políticas públicas, iriam gradativamente gerar efeitos que modificassem a vida das pessoas para melhor.
Projeção nesse sentido, a equipe do Boteco da Alameda baseava, na crença que ações governamentais pudessem reverter a vantagem do liberal Wellton Fagundes.
Na medida em que Otaviano Pivetta não avança, pode-se concluir que a porta do voto obra e fecha-se gradativamente para o vice-governador mato-grossense.
O segundo elemento refere-se ao efeito “processo” que o tempo impõe as campanhas. O passar do tempo gera para o candidato atrás nas pesquisas, um efeito negativo que se retroalimenta no sentido da derrota.
O “tic-tac” do relógio corrói a força da campanha do vice-governador Otaviano Pivetta. Ele precisa mostrar a seus aliados que suas chances crescem, e não diminuem, a cada dia.
Aliado é aquele que pede voto, que trabalha pela chapa. No caso de candidatos a deputado estadual, federal, e senador, à medida que seu candidato ao Palácio Paiaguás ganha uma imagem de perdedor, que sua impopularidade aumenta, pedir voto para ele passa a ser desgastante.
Ressalta-se que o tamanho do desgaste sofrido pelo apoiador de Otaviano Pivetta, à medida que uma imagem de derrota se construa, será tanto maior quanto mais oposicionista ao vice seja os atuais aliados.

Tic -tac, o relógio tá correndo…
– Pivetta ainda não reuniu as condições políticas necessárias para se consolidar como pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições 2026;
– Pivetta segue empenhado em construir sua viabilidade eleitoral, mas ainda enfrenta entraves que impedem sua consolidação. Ou seja, o processo ainda está em andamento e a definição dependerá da capacidade do vice-governador em avançar politicamente. Isso ocorrendo o grupo vai apoia-lo;
– Duas perguntas: há risco de ruptura dentro da Federação formada por UB e Progressistas na Terra de Rondon? Será que o grupo tem maturidade política para dialogar e construir consensos no momento adequado?
– Se liga: Jayme Campos, prometeu expor casos que estariam segundo ele, “debaixo do tapete”.
Segundo os frequentadores do Boteco da Alameda, o Senador unista vai abrir a “caixa de ferramenta” e expor figuras poderosas do Estado durante a corrida eleitoral.
Aquele ditado que quem…
Apoiou na eleição passada, quer apoio nessa sempre é válido, compromisso de bigode parece que virou lenda, quem patrocinou, estaria no lucro quando recebe de volta, mas para atender os interesses individuais que em muitos casos não são os mesmos do ano passado, virar a casaca não será nada imprevisto, até porque muitos prefeitos e vereadores já estão pensando nas eleições de 2028.
“O prefeito que se elegeu e prometeu me apoiar, agora tem outros nomes, calma isso para o próximo ano, sem notícia vai ser, tem gente que se elegeu pela direita e agora está íntimo da esquerda, do que falar em apoiar outra pessoa, a previsão é que vire um verdadeiro cotidiano no cenário político, então essa questão de surpresas e decepções, nada mais é igual nuvem no período chuvoso em Mato Grosso, do nada muda de lugar, irrigando novos campos, com outras possibilidades”.
Mas vale ressaltar que na política existe um ditado: “perdoa-se a traição, mas não perdoa o traidor“.

E para finalizar…
Até onde se sabe, nunca na história política na Terra de Rondon, o MDB teve como atuação, o papel de figurante em uma disputa eleitoral, ainda mais como é a de 2026, para Presidente, Governador, Deputados Estaduais e Federais, pelo contrário, tem gente que o chama de “Bezerrão”, um líder leal a sigla, que já exerceu o cargo de Governador e Senador pelo Estado de Mato Grosso, sendo sempre uma força já foi tão forte, que os eleitores não aceitaram uma aliança com seu principal adversário político na época, gerando votos de protestos que resultaram em uma derrota acachapante.
Vagas na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e Câmara Federal, eram praticamente garantidos, com um, dois ou mais representantes, e hoje uma verdadeira ladeira assombra o partido para próxima eleição, com deputados cogitando debandar, abandonar o barco assim que a janela partidária der a primeira brecha.
Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da política repassadas aos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, as decisões da liderança não agradaram a maioria do grupo, o que teria provocado não só um racha no partido, mas uma verdadeira revolução de ideias, e como a vontade da maioria não estaria prevalecendo, os incomodados que se mudem, caminho de gente feio é por onde veio.
Só um detalhe, na política andar sozinho, é sinônimo de presa.
“Caititu fora do bando é comida de onça”
Segue o fluxo!
Política
Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás
A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.
As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.
O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.
A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.
O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.
A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.
A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.
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